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Ministro do STJ nega recurso de Chico 2000 e mantém afastamento do vereador por 180 dias

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JB News

por Nayara Cristina

Cuiabá (MT) – 21 de julho de 2025 — O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ribeiro Dantas, negou o pedido de recurso apresentado pela defesa do vereador Francisco de Assis, mais conhecido como Chico 2000 (PL), que tenta anular seu afastamento do cargo por 180 dias determinado pela Justiça. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (21),  e a publicação oficial está prevista para ocorrer até quarta-feira (23) no site do STJ.

Chico 2000 foi um dos alvos da Operação Perfidia, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos na cidade de Cuiabá. A investigação também atingiu o vereador Sargento Joelson  (PSB), que assim como Chico, está afastado de suas funções no Parlamento Municipal desde a deflagração da operação.

A defesa de Chico 2000 argumenta que as provas utilizadas para justificar o afastamento foram produzidas de forma unilateral, sem o contraditório. Apesar disso, diferentemente de Joelson, o parlamentar do PL optou por não recorrer a instâncias superiores e declarou que aguardará o fim do período de afastamento, previsto para se encerrar em outubro deste ano, na expectativa de que as investigações esclareçam os fatos e ele possa retomar seu mandato.

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Segundo os autos do processo, Chico 2000 e Sargento Joelson são apontados como beneficiários de propina no valor de R$ 250 mil, paga pela construtora HB- 20 Construções, contratada para realizar obras de drenagem e pavimentação no bairro Contorno Leste, em Cuiabá. A Polícia afirma que parte do valor — R$ 150 mil — foi transferido via Pix a partir da conta do empresário José Márcio da Silva Cunha, enquanto os outros R$ 100 mil teriam sido entregues em espécie ao vereador Sargento Joelso. O responsável pelas transações seria João Jorge Souza Catalã Mesquita, funcionário da empreiteira.

Mesmo afastados de suas funções legislativas, os dois vereadores continuam recebendo seus salários mensais, que giram em torno de R$ 26 mil, pagos pela Câmara Municipal de Cuiabá. Durante o afastamento, seus suplentes ocupam as cadeiras: Felipe Correia, ex-secretário municipal, assumiu o posto de Chico 2000, enquanto Gustavo Padilha (PSB), suplente de Joelso, está atuando no Legislativo.

A Operação Perfidia segue em andamento e novas diligências não estão descartadas pela Justiça e pelo Ministério Público Estadual. Até o momento, a Câmara Municipal de Cuiabá não se pronunciou oficialmente sobre a decisão do STJ.

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Parlamentar defende desenvolvimento da capital com inclusão e dignidade

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Ana Conrado | Assessoria da vereadora Baixinha Giraldelli 

A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) voltou a se manifestar sobre  as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor de Cuiabá durante a sessão de terça-feira (14), reforçando a necessidade de que o crescimento da cidade esteja alinhado à garantia de dignidade e inclusão social para a população.
Diferente de manifestações anteriores, a parlamentar direcionou sua fala ao impacto real do planejamento urbano na vida de quem já vive em regiões consolidadas, mas ainda invisíveis do ponto de vista legal. “Não é só sobre crescer, é sobre garantir que as pessoas tenham direito à cidade”, destacou.
Durante o discurso, Baixinha criticou a ideia de que bairros como Pedra 90, Coxipó e Parque Cuiabá devam esperar por uma valorização a longo prazo. Segundo ela, essa lógica ignora a urgência de milhares de famílias que convivem há décadas com a falta de regularização fundiária e infraestrutura básica.
A vereadora enfatizou que a ausência de regularização vai além da questão documental e impacta diretamente na qualidade de vida da população. “São bairros que existem de fato, mas não de direito. Isso gera insegurança, exclusão e abandono”, afirmou.
Baixinha também pontuou que a falta de regularização dificulta ou impede a chegada de serviços essenciais, comprometendo o desenvolvimento dessas regiões. Entre os principais problemas enfrentados, ela citou:
Falta de saneamento básico;
Ausência de pavimentação;
Problemas de drenagem;
Iluminação pública insuficiente.
Outro ponto abordado foi a ocupação de áreas inadequadas, como margens de rios e regiões de risco, o que agrava questões ambientais e aumenta a vulnerabilidade dessas famílias.
A vereadora defendeu que é preciso transformar o debate em ações concretas. “Todo mundo já sabe o que precisa ser feito. O que falta é vontade política, planejamento e prioridade real para que isso saia do papel”, declarou.
Ao encerrar, Baixinha reforçou que não é contra o crescimento urbano, mas defende que ele aconteça de forma responsável. “O Plano Diretor tem que permitir o crescimento, sim, mas não podemos esquecer do que já existe. Não podemos deixar essas comunidades para trás”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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