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Ministério Público denuncia vereador de Cuiabá Misael Galvão por falsidade ideológica eleitoral

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Ministério Público denuncia vereador por falsidade ideológica eleitoral

 

 

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O Ministério Público do Estado, por meio da Promotoria Eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Mato Grosso, denunciou o vereador Misael Oliveira Galvão e outras duas pessoas pela prática de falsidade ideológica eleitoral – artigo 350 do Código Eleitoral. Eles teriam omitido receitas e gastos relativos à campanha eleitoral de 2016. Além do então candidato, foram denunciados também o irmão dele, Oziel Oliveira Galvão, e o coordenador financeiro da campanha à época, Rafael Leepkaln Capuzzo.

 

A Promotoria Eleitoral pede o recebimento da denúncia, a citação dos réus e designação de audiência de instrução e julgamento para oitiva das testemunhas arroladas. Reivindica ainda a procedência da Ação Penal para condenar os denunciados pela prática do delito de prestação de declaração falsa à Justiça Eleitoral, após confirmação da existência de quase R$ 800 mil de “caixa dois” utilizados na campanha eleitoral de Misael Galvão no ano de 2016.

 

De acordo com a denúncia, o Ministério Público Eleitoral requisitou à Polícia Federal a instauração de um inquérito policial em setembro de 2016, para apurar possível prática de compra de votos de eleitores no bairro Ribeirão do Lipa. No decorrer das investigações, houve a necessidade de ampliar o foco para apurar também o delito do artigo 350 do Código Eleitoral, “em face da ocorrência de recebimentos e pagamentos não declarados à Justiça Eleitoral quando da prestação de contas efetuada pelo candidato”.

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“A partir da análise dos documentos e anotações do candidato, principalmente os apreendidos na residência do seu irmão Oziel, identificou-se que as receitas e os gastos eleitorais de Misael foram muito superiores ao que fora declarado oficialmente em sua prestação de contas”, afirmou o Ministério Público na denúncia. Conforme a Promotoria Eleitoral, o limite de gastos permitidos para a campanha de Misael Galvão era de R$ 492.024,46, a receita declarada foi de R$ 129.322,55 e as despesas informadas somaram R$ 120.143,96.

 

“Ocorre que foi apreendida na residência de Oziel Oliveira Galvão, irmão do candidato, uma planilha de controle de entradas e saídas paralelas à conta oficial, demonstrando que houve a utilização de ‘caixa dois’ na campanha”, argumentou o MPE. A coluna de entradas possuía lançamentos que totalizavam R$ 799.538,00, enquanto os valores inseridos na coluna de saídas totalizavam R$ 722.043,00.

 

“Segundo o relatório investigativo, trata-se de um controle de receitas e despesas de campanha não declaradas à Justiça Eleitoral, haja vista que os valores lançados como entrada e como saída são muito superiores aos que foram declarados na prestação de contas. Além disso, ao lado de cada valor há uma identificação do responsável pela doação ou pela retirada, geralmente utilizando-se de códigos, abreviações ou apelidos com o fim de prejudicar a identificação dos autores dos delitos pela Polícia e manter oculta a verdadeira identidade dos agentes”, revelou.

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Confrontando as informações da planilha apreendida e a prestação de contas do candidato, verificou-se que as informações eram completamente divergentes e que o que constava em uma, não aparecia em outra. Ou seja, conforme o relatório investigativo, as despesas extraoficiais da campanha por si só já superavam o teto de gastos permitidos.

 

Para a Promotoria Eleitoral, os três, “agindo com identidade de propósitos e comunhão de esforços, omitiram, em documento público, declarações que dele deveriam constar, bem como inseriram declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita, para fins eleitorais, ao praticar falsidade ideológica documental na prestação de contas eleitorais apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT)”.

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Marcelo Maluf lança pré-candidatura ao governo e defende experiência, habitação e atenção social em MT

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*ELEIÇÕES 2026*

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_ Empresário oficializa entrada na disputa pelo Palácio Paiaguás e defende pré-candidatura baseada em experiência administrativa, habitação popular, segurança pública e atenção às famílias de baixa renda_

O empresário Marcelo Maluf oficializou nesta quarta-feira (15) sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Durante coletiva de imprensa realizada na sede do Partido Novo, em Cuiabá, Maluf afirmou que entra na disputa com o propósito de contribuir com o Estado a partir da experiência construída ao longo de quase quatro décadas na iniciativa privada.

A decisão, segundo ele, foi tomada após um período de conversas com lideranças políticas, aliados e familiares. O empresário destacou que o projeto nasce sustentado em valores como honestidade, responsabilidade e compromisso com Mato Grosso, estado onde sua família construiu história há mais de um século.

“Após todas essas conversas, decidimos pela pré-candidatura. Uma pré-candidatura baseada em honestidade, uma pré-candidatura baseada em experiência de vida, experiência administrativa principalmente”, afirmou.

Marcelo Maluf ressaltou que, após concluir o processo de sucessão dos negócios da família, se sente preparado para dedicar parte da sua trajetória à vida pública. “Nós atuamos quase 40 anos na vida privada, em várias empresas. Eu já fiz a minha transição para os meus filhos. Então decidimos a partir daí que a gente quer fazer alguma coisa por Mato Grosso. Esse estado que tanto nos deu, que acolheu a minha família há mais de 100 anos”, disse.

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Ao apresentar as prioridades do projeto político, Maluf afirmou que pretende contribuir para que Mato Grosso avance em áreas que impactam diretamente a vida da população, como habitação, segurança pública e políticas sociais voltadas às famílias de baixa renda. Segundo ele, o Estado precisa manter o ritmo de desenvolvimento, mas ampliar o olhar para demandas sociais que ainda afetam milhares de mato-grossenses.

“O governador Mauro Mendes fez um bom governo, o Pivetta também é um governador bem-intencionado, mas eu acho que tem alguns pontos que precisam ainda ser melhorados. Por exemplo, habitação: nós temos um déficit habitacional aqui em Mato Grosso de quase 120 mil casas, principalmente populares”, pontuou.

O empresário também defendeu mais atenção à segurança pública e a construção de uma política social mais estruturada para atender a população em situação de vulnerabilidade. “A segurança pública também não está muito bem definida aqui no Estado. E a questão social também. Eu acho que o governo do Estado de Mato Grosso podia fazer um plano mais definido para essa questão social, para a classe de baixa renda”, completou.

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Ao responder sobre o que o diferencia na disputa, Marcelo Maluf reforçou a experiência acumulada ao longo da vida empresarial e afirmou que pretende levar para a gestão pública uma visão de planejamento e escolha técnica. “São 40 anos trabalhando. Experiência administrativa eu tenho, e muito. O Estado também é uma grande empresa. Você vai colocar as pessoas no lugar certo. Sendo bem administrado, com pessoas capacitadas, Mato Grosso pode avançar ainda mais”, concluiu.

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