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Ministério da Saúde lança nova edição do Manual da Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações

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O Ministério da Saúde (MS) lançou, para todo o Brasil, a 6ª edição do Manual da Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O objetivo do documento é estabelecer um referencial teórico e operacional que promova a padronização dos procedimentos, essencial para garantir a qualidade e a segurança dos imunobiológicos disponibilizados no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a legislação vigente. O conteúdo é dividido em duas partes, que contemplam o funcionamento, a operacionalização e as principais orientações técnicas para o planejamento e implementação dos projetos da Rede de Frio.

Para o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), Eder Gatti, o manual é um normativo técnico para direcionar as ações de imunização nos territórios. “É com muita alegria que lançamos esse material extremamente importante, que vai auxiliar as equipes que atuam no Programa de Imunização da rede. Estamos falando, principalmente, de estados e municípios que serão beneficiados com as informações. O guia traz novidades e aborda, além de toda parte técnica, conteúdo sobre resiliência climática e inovação. Tivemos dezenas de pessoas envolvidas na construção desse manual e gostaria de agradecer, em nome do Ministério da Saúde, a participação de todos”, declarou.

O diretor reforçou que é essencial considerar os desafios climáticos no contexto das orientações elaboradas aos profissionais de saúde. “Consideramos o aquecimento global, a necessidade de ter resiliência no programa, orientações com relação a embalagem para o mínimo de produção de resíduo, falamos sobre a necessidade de produtos termoestáveis. Outro tema que é novidade nessa edição é a capacidade de resposta da rede de frio em diferentes contextos epidemiológicos. Passamos, recentemente, pela pandemia da covid-19 e trouxemos essa experiência para dentro do manual também”, explicou.

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O conteúdo apresenta, ainda, avanços operacionais e logísticos, espaço dedicado à saúde do trabalhador, novos portes da rede de frio, unidades móveis de vacinação, além de alcance da vacinação em áreas de difícil acesso, como populações ribeirinhas e quilombolas.

Rede de Frio Nacional em números

A Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações é uma estrutura física e técnico-administrativa que permeia as três esferas de governo (União, estados, Distrito Federal e municípios). O processo logístico dessa Rede, a Cadeia de Frio, envolve o sistema de armazenamento, transporte e manuseio em condições adequadas de temperatura dos imunobiológicos, desde o laboratório produtor até o momento de aplicação no usuário.

A Rede de Frio Nacional possui 35 mil salas de vacinas espalhadas nas 27 centrais de armazenamento estaduais e 293 centrais de armazenamento regionais nos 5.571 municípios. Por ano, são administradas mais de 300 milhões de doses dos 51 tipos de imunobiológicos padronizados e incorporados ao PNI.

Ciclo de Estudos da SVSA

Para celebrar o momento e qualificar os profissionais de saúde sobre as informações do material, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente realizou, no dia 5 de novembro, a 14ª edição do Ciclo de Estudos, com o tema “Lançamento da nova edição do Manual da Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações”. No evento on-line, com participação simultânea de quase mil internautas, foram apresentadas e discutidas as atualizações do documento, que orienta o armazenamento, transporte e conservação de imunobiológicos em todo o País, fortalecendo as ações de imunização no âmbito do SUS.

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A sessão foi moderada pela coordenadora geral de Gestão de Insumos e Rede de Frio, Thayssa Victer, e contou com debate conduzido pelo representante da instituição filantrópica Gavi – The Vaccine Alliance, Thiago Luchesi. Entre as palestrantes convidadas estiveram as técnicas do Ministério da Saúde, Leilane Lacerda, que abordou o tema “Desafios e perspectivas da Rede de Frio”; e Josinéia Leite Oliveira, com a palestra “Atualização das diretrizes técnicas e operacionais”. A representante da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Tereza Luiza Souza, por sua vez, falou sobre “Mudança climática na cadeia de frio e o futuro da imunização”.

Segundo a coordenadora, o evento reforça a importância da imunização a nível nacional. “É uma oportunidade de falarmos ainda mais sobre vacinas. Trata-se de um campo da vacinação que muita gente não conhece. É muito importante a rede de frio, pois garante que as vacinas administradas à nossa população sejam as mais seguras possíveis. Por isso, é com grande satisfação que lançamos esse manual”, argumentou Thayssa Victer.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratamento da diabetes e alterações oculares

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O Ministério da Saúde ampliou, nesta quarta-feira (15), o uso da membrana amniótica nos cuidados ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Após a indicação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação das Portarias Nº 20 e Nº 22, ambas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados com o uso do tecido por ano.

A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, com ação anti-inflamatória e cicatrizante, que reduz as complicações no tratamento de diversas doenças. No pé diabético, por exemplo, a tecnologia possibilita uma cicatrização até duas vezes mais rápida das feridas, quando comparada aos curativos padrão. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a incorporação de tratamentos inovadores no SUS coloca o Brasil em posição de destaque no uso de tecnologias regenerativas mundialmente, além de ampliar o cuidado com os pacientes na rede pública de saúde.

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“Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções. Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, destacou a secretária.

Já no tratamento de alterações oculares, como nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

Vicente Ramos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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