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Ministério da Saúde celebra 25 anos da Política Nacional de Sangue e reforça fortalecimento da hemorrede no SUS

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O Ministério da Saúde realizou, nesta quinta-feira (12), em Brasília, a solenidade que marca os 25 anos da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados, instituída pela Lei nº 10.205/2001. O evento reuniu gestores, especialistas e representantes da Hemorrede Pública Nacional.

A política estruturou o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (SINASAN) e organizou, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), um modelo público, universal e baseado na doação voluntária e não remunerada de sangue.

Marco para o SUS

Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a criação da política do sangue representa uma conquista histórica ligada ao processo de construção do SUS e à defesa da saúde pública no país.

“Celebrar os 25 anos da política do sangue também é lembrar o debate que marcou a Constituinte e mostrou a importância de o Brasil ter um sistema público capaz de regular, controlar e garantir segurança sanitária. Antes disso, havia comercialização de sangue e muitas pessoas foram infectadas por falta de controle adequado”, afirmou o ministro.

Padilha também ressaltou o papel estruturante do SUS na organização da rede de saúde em um país de dimensões continentais. “O Brasil assumiu um desafio único ao construir um sistema público universal de saúde para mais de 200 milhões de habitantes. Hoje temos a maior rede pública de saúde do mundo, com capacidade de estruturar políticas nacionais e garantir acesso à população em todo o território”, disse.

Segundo o ministro, o fortalecimento da hemorrede e o avanço na produção nacional de hemoderivados fazem parte desse esforço. “Assumimos também o desafio de avançar na autossuficiência na produção de hemoderivados. Esse é um passo fundamental para fortalecer o SUS e garantir segurança e autonomia para o país”, completou.

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“A política do sangue precisa acompanhar as transformações tecnológicas e os desafios atuais da saúde. Nos últimos anos avançamos em áreas como os fatores recombinantes e na organização da produção de hemoderivados. Nosso compromisso é fortalecer a hemorrede e garantir cada vez mais autonomia e segurança para o SUS”, afirmou o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales.

A cerimônia contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, da coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Maria de Barros Carlos, do diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET), Arthur Mello, do diretor do Fundo Nacional de Saúde, Dárcio Guedes, do representante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Antônio Ferreira, da representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Elisa Prieto, e de João Batista da Silva Jr., representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Política estratégica para o SUS

Ao longo de 25 anos, a Política Nacional de Sangue organizou a hemorrede pública, estabeleceu normas de segurança transfusional e garantiu suporte essencial para áreas como urgência e emergência, oncologia, doenças hematológicas e atenção materno-infantil.

“O SINASAN é um exemplo de política construída de forma federativa. Ao longo desses 25 anos, conseguimos estruturar uma rede nacional que conecta hemocentros, serviços e gestores para garantir atendimento seguro e contínuo à população.  O papel do Ministério da Saúde é garantir que essa rede funcione de forma integrada, com qualidade e capacidade de atender a população em todo o país ”, destacou o diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET), Arthur Mello.

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A coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Carlos, destacou a importância do modelo brasileiro baseado na doação voluntária e celebrou os 25 anos do SINASAN. “Ao longo de 25 anos, a Política Nacional de Sangue estruturou a hemorrede pública brasileira e consolidou um sistema baseado em segurança transfusional, organização nacional e acesso universal no SUS. É uma política muitas vezes silenciosa, mas absolutamente essencial para o funcionamento da rede de saúde e para o cuidado de milhares de pacientes em todo o país”, afirmou.

Além da coleta e processamento de sangue, os hemocentros desempenham papel estratégico no diagnóstico e no acompanhamento de doenças hematológicas no SUS.

“Os hemocentros cumprem um papel essencial no SUS, não apenas na coleta e processamento do sangue, mas também no diagnóstico e no acompanhamento de doenças hematológicas. Fortalecer essa rede é fortalecer o cuidado especializado oferecido à população”, afirmou o secretário Mozart Sales.

Kathlen Amado
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde amplia acesso ao tratamento oncológico de crianças e adolescentes com novo acelerador linear no Hospital do GRAAC, em São Paulo

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira (16) o Hospital do GRAACC, em São Paulo, onde um novo acelerador linear foi instalado para ampliar o tratamento oncológico de crianças e adolescentes. Com o equipamento de alta tecnologia, a oferta de radioterapia será ampliada em 600 atendimentos. O investimento do Ministério da Saúde foi superior a R$ 8 milhões, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Na capital paulista, Padilha também habilitou o hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) como Centro de Atendimento de Urgência para pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), que passará a contar com maior repasse anual de recursos federais.

O novo centro de radioterapia já está em funcionamento e permite tratar mais pacientes em menos sessões, com maior precisão e menor incidência de efeitos colaterais. A instalação contribui para reduzir o tempo de espera e evitar deslocamentos para outras cidades, permitindo que crianças e adolescentes com câncer iniciem o tratamento mais perto de casa, com o suporte da família. Isso impacta diretamente a qualidade de vida e as chances de sucesso do tratamento oncológico.

“Essa tecnologia de ponta faz parte da maior expansão de centros de radioterapia do país. Neste ano, vamos alcançar, pela primeira vez, pelo menos um centro de radioterapia em cada estado do Brasil. Em São Paulo, são mais de 20 novos equipamentos ultramodernos, que oferecem aos pacientes do SUS o que há de melhor no tratamento”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

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O novo acelerador linear integra um pacote de entregas do programa Agora Tem Especialistas, estratégia do Governo do Brasil voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, além da ampliação da oferta de atendimento especializado próximo à população. Em todo o país, já são 155 aparelhos viabilizados, com potencial para realizar cerca de 93 mil atendimentos por ano. A expansão da rede de radioterapia contribui para agilizar o início do tratamento e reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes.

Centro de Atendimento para AVC

Padilha também esteve no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de SP (Unifesp), para habilitar a unidade como Centro de Atendimento de Urgência tipo III para pacientes com AVC. Referência no atendimento a doenças cerebrovasculares, o HSP passa a contar com 10 leitos específicos para AVC e receberá custeio anual federal de R$ 1,1 milhão. A estrutura do hospital inclui ambulatório especializado, suporte diagnóstico com Doppler transcraniano e atuação integrada com as demais unidades do hospital, assegurando cuidado completo aos pacientes de cardiologia, além de integrar a rede referenciada do SUS, que garante socorro rápido a quem precisa.

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“Aqui, estamos diante de um serviço público de excelência. Vamos salvar muitas vidas aqui e formar profissionais que vão atuar não só neste hospital, mas em todo o Brasil. Temos residentes da área médica e multiprofissional que integram o corpo clínico de uma unidade em expansão e que sairão daqui para atender a população em diferentes regiões, levando a experiência adquirida”, afirmou o ministro da Saúde. 

Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

Essa habilitação representa mais agilidade no atendimento e amplia as chances de recuperação de pessoas que sofrem um AVC. A medida fortalece a rede de atenção na cardiologia, área prioritária do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa permite que o paciente tenha acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento adequado. No caso do AVC, esse tempo é decisivo: quanto mais rápida a assistência, menores são as sequelas e maiores as chances de salvar vidas.

Durante agenda na Universidade Federal de São Paulo, Padilha anunciou ainda a construção do novo Hospital Universitário da Unifesp (HU-Unifesp). Com estrutura totalmente voltada para o atendimento ao SUS, 100% gratuito, a nova unidade será o hospital universitário mais moderno do país e beneficiará mais de três milhões de habitantes da Zona Sul da cidade de São Paulo.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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