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MEC participa de Cúpula Ministerial da Celac na Colômbia

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O Ministério da Educação (MEC) participou da Cúpula Ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada em Bogotá, na Colômbia, em 12 e 13 de junho. Sob a condução do Ministério da Educação colombiano, que preside temporariamente a Celac, a cúpula visa consolidar as capacidades coletivas da região em torno do reconhecimento da educação como direito, um pilar da igualdade e motor de transformação regional. 

Na pauta do encontro, estava a construção de entendimentos comuns sobre temas como inteligência artificial, educação integral, mudanças climáticas e diversidade cultural, que servirão para futuras presidências da Celac. 

O secretário de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais do MEC, Evânio Araujo, representou a pasta, destacando as iniciativas brasileiras para a alfabetização, educação integral e permanência dos jovens na escola, como o programa Pé-de-Meia. Além disso, enfatizou a importância de se pensar a transformação digital e o uso e desenvolvimento da inteligência artificial como ferramenta de promoção da inclusão e da qualidade, evitando que a tecnologia seja mais um vetor de desigualdades. 

Para isso, é preciso que tenhamos iniciativas de garantia de acesso a recursos digitais que foquem no ser humano como agente ativo e que contemple uma estrutura de dados capaz de representar a diversidade de nossos povos. É importante que os países da Celac estejam juntos na construção de diretrizes e na criação de ambientes para o uso e desenvolvimento de inteligência artificial que mitigue riscos de segurança e vieses algorítmicos e que forme cidadãos críticos e conscientes para usufruir dos benefícios dessa evolução tecnológica”, defendeu. 

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Além do Brasil, delegados da Venezuela, Uruguai, Nicarágua, Honduras, Argentina, México, República Dominicana, Guatemala, Chile e Paraguai compartilharam suas experiências e discutiram uma estratégia, a partir de cinco linhas de atuação, que promova igualdade, justiça social e integração entre os países latino-americanos e caribenhos na pauta da educação. São elas: 

  1. Educação como direito fundamental: promover políticas que garantam acesso equitativo e qualidade educacional para todos, considerando as particularidades regionais. 

  1. Mobilidade acadêmica: facilitar o intercâmbio de saberes, pessoas e experiências entre instituições de ensino superior da região, fortalecendo cooperação científica e cultural. 

  1. Educação com enfoque plurilíngue e intercultural: incluir línguas indígenas, saberes ancestrais e pedagogias locais nos sistemas educacionais, promovendo inclusão sem segmentação. 

  1. Formação docente, tecnologia e inteligência artificial: debater o uso responsável das tecnologias na educação para reduzir desigualdades digitais e melhorar a qualidade do ensino. 

  1. Alfabetização, educação para a paz e enfrentamento da crise climática: valorizar o pensamento crítico, a cultura de paz e a cidadania ambiental como ferramentas para enfrentar desafios globais. 

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Os representantes dos países reforçaram também a necessidade de promover ações conjuntas, como a criação de uma universidade latino-americana, a unificação de currículos e o trânsito acadêmico. Com a abertura oficial do diálogo, foi lançada uma agenda que se estenderá até 2026 e incluirá cúpulas ministeriais e acadêmicas, mesas-redondas técnicas, conversas e reuniões de alto nível.  

Histórico A Celac é um bloco regional intergovernamental que reúne mais de 30 países e assume duas vocações: a cooperação para o desenvolvimento e a concertação política. Na vertente da cooperação, tem promovido reuniões ministeriais ou de alto nível sobre mais de 20 temas de interesse dos países da região, como educação, desenvolvimento social, cultura, transporte, infraestrutura e energia. 

Em temas educacionais, a Celac busca dar continuidade a compromissos anteriores, como a Declaração de Buenos Aires (2023), a Declaração de Kingstown (2024) e, em especial, os compromissos firmados no IV Encontro de Ministros de Educação realizado em Tegucigalpa (Honduras), em 2024.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) e da Celac 

 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC lança programa de grêmios estudantis em Congresso da Ubes

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quinta-feira, 16 de abril, o Programa Nacional de Grêmios Estudantis – Participa Jovem Educação, durante o 46º Congresso Nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Conubes), realizado de 16 a 19 de abril, em São Bernardo do Campo (SP). O evento contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e da Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo. 

Com investimento previsto de R$ 45 milhões entre 2026 e 2028, o programa organiza e fortalece as políticas públicas de participação juvenil no ambiente escolar e incentiva a implementação da Lei nº 7.398/1985, conhecida como Lei do Grêmio Livre, que assegura aos estudantes o direito de organizar entidades representativas nas escolas. 

“O grêmio estudantil é a porta de entrada para a consciência política da juventude brasileira. Essa conquista deve ser celebrada. Agora esperamos que vocês ocupem as escolas e ocupem os grêmios estudantis”. Leonardo Barchini, ministro da Educação. 

Durante a cerimônia de abertura do evento, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou a importância dos grêmios estudantis como espaços de formação cidadã e participação política com protagonismo juvenil. “O grêmio estudantil é a porta de entrada para a consciência política da juventude brasileira. Essa conquista deve ser celebrada. Agora esperamos que vocês ocupem as escolas e ocupem os grêmios estudantis. Defendam um projeto de educação pública, gratuita e de qualidade”, incentivou. 

A iniciativa pretende apoiar, incentivar e fortalecer a participação estudantil nas escolas públicas de educação básica, estimulando a criação, a consolidação e a atuação dos grêmios estudantis, a fim de ampliar o protagonismo juvenil e promover uma cultura democrática nas escolas, incentivando o engajamento dos estudantes nos processos de diálogo, gestão e melhoria do ambiente escolar. 

O programa foi estruturado para ampliar a presença e o fortalecimento dos grêmios estudantis nas redes de ensino. Atualmente, os dados educacionais mostram que a presença dessas organizações ainda é desigual no país. Levantamentos recentes indicam diferenças significativas entre estados e regiões quanto ao número de escolas com grêmios ativos, evidenciando a necessidade de políticas nacionais que incentivem a participação estudantil e fortaleçam a gestão democrática nas escolas.  

O Programa Nacional de Grêmios Estudantis – Participa Jovem Educação busca estruturar os grêmios como espaços legítimos de representação estudantil e de formação cidadã, estimulando o envolvimento dos estudantes nas decisões escolares e contribuindo para o desenvolvimento de jovens mais críticos, conscientes e participativos. 

O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Hugo Silva, destacou o papel histórico dos grêmios estudantis na permanência dos estudantes na escola e afirmou que o novo programa deve fortalecer ainda mais essa atuação nas redes de ensino. “O grêmio ajuda muito nesse processo de manter as pessoas na escola. Na pandemia, por exemplo, era o grêmio estudantil que fazia busca ativa com a direção da escola para que os estudantes retornassem e permanecessem no ensino. Com esse apoio, vai ser possível combater a evasão, e, para além disso, vai transformar as escolas em um espaço mais legal para a comunidade escolar”. 

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Estrutura – O Programa Nacional de Grêmios Estudantis – Participa Jovem Educação será implementado em três eixos principais: coordenação federativa; formação; e difusão, reconhecimento e valorização de saberes. 

No eixo de coordenação federativa, está prevista a criação de uma rede com 106 agentes de governança educacional, indicados por entidades representativas e instituições educacionais, para apoiar a implementação das ações nos territórios e ampliar a capilaridade do programa. Também estão previstos diagnósticos qualitativos sobre o funcionamento dos grêmios e a criação de um índice de maturidade para orientar políticas de fomento à participação juvenil.  

O eixo de formação contempla atividades destinadas a secretarias estaduais e municipais de educação, gestores escolares, professores e representantes estudantis. A proposta inclui orientações sobre a criação e o fortalecimento dos grêmios, além da elaboração de planos de ação e materiais de apoio para estudantes. 

Já o eixo de difusão e valorização prevê a criação da Plataforma Participa Jovem, que reunirá o Cadastro Nacional de Grêmios Estudantis e compartilhará estudos, diagnósticos e experiências exitosas. Também estão previstos editais de apoio a projetos inovadores e a realização do Dia D da Participação Juvenil, com mobilizações e formações voltadas à organização dos grêmios nas escolas. 

Estande – O MEC contará com um estande no evento, no qual os estudantes poderão conhecer as principais políticas da pasta voltadas à juventude, para além do Programa Nacional de Grêmios Estudantis. O espaço também oferecerá atividades interativas e a distribuição de brindes, como marcadores de livros, camisetas, bonés, mochilas e coletes. 

Entre as iniciativas apresentadas estarão o Pé-de-Meia, a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tencológica (Partiu IF) e o MEC Livros

A poupança do ensino médio é um incentivo financeiro para estudantes da rede pública que frequentam as aulas e concluem o ensino médio. Desde 2024, o programa já beneficiou 5,6 milhões de estudantes, com R$ 18,6 bilhões em investimentos. A iniciativa também prevê incentivos adicionais, como R$ 1.000 ao final de cada ano escolar concluído e uma parcela extra pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), contribuindo para reduzir o abandono escolar e estimular a progressão nos estudos. 

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A CPOP fortalece iniciativas comunitárias que preparam estudantes para o Enem e para o acesso à educação superior. Em 2025, o programa beneficiou 12,5 mil estudantes, apoiando 384 cursinhos populares com R$ 74 milhões em investimento. Para 2026, a previsão é ampliar o alcance para 30 mil estudantes, com 1,2 mil cursinhos apoiados e R$ 290 milhões em investimento. Os estudantes também recebem suporte financeiro no valor de R$ 200 mensais.  

O Partiu IF amplia oportunidades de acesso à educação profissional e tecnológica para estudantes do ensino fundamental da rede pública, especialmente jovens negros, indígenas, quilombolas e de baixa renda. A iniciativa oferece aulas e atividades de recuperação das aprendizagens para apoiar o ingresso na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A expectativa é beneficiar 78 mil estudantes até 2027, com R$ 463 milhões em investimentos. Os estudantes também recebem incentivo financeiro de R$ 200 mensais. 

Para ampliar o acesso à leitura, com atenção a locais com pouco acesso a bibliotecas e acervos, o MEC Livros tem uma biblioteca digital gratuita que reúne quase 8 mil títulos, entre obras em domínio público e contemporâneas. A plataforma já alcançou quase meio milhão de usuários em apenas duas semanas, reforçando a estratégia de democratizar o acesso à leitura e estimular o hábito de ler entre jovens e estudantes de todo o país. 

Conubes – O 46º Congresso Nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas é promovido pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). O evento é o maior espaço de deliberação e organização do movimento estudantil secundarista brasileiro. Durante o encontro, estudantes de todo o país debatem os desafios da educação pública, formulam propostas e elegem a nova diretoria da entidade para os próximos dois anos. 

O congresso também funciona como espaço de mobilização nacional e de troca de experiências entre grêmios estudantis, entidades representativas e estudantes de diferentes regiões do Brasil. 

Resumo | Participa Jovem 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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