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Max Russi se posiciona com firmeza e defende retirada da Capital Consig de MT por prejuízos a servidores públicos “Não é bem vinda”

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), declarou seu apoio veemente à retirada da empresa Capital Consig do território mato-grossense.

A fala foi feita durante entrevista à imprensa, na manhã desta quarta-feira,02, no Salão Negro.

A companhia é acusada de envolvimento em uma série de irregularidades relacionadas à concessão de empréstimos consignados a servidores estaduais, e enfrenta crescentes denúncias de entidades sindicais.

A proposta de expulsão foi apresentada em maio pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), por meio de um projeto de decreto legislativo.

O texto já passou pela primeira votação no plenário, mas recebeu parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O relator do parecer, deputado Dilmar Dal Bosco, argumentou que o projeto perdeu seu objeto com a promulgação da Lei 12.933/2025, a qual restringe a atuação de empresas não

autorizadas pelo Banco Central.

Contrariando o parecer da CCJ, Max Russi anunciou que votará pela manutenção do projeto e justificou a decisão com base nos danos causados aos servidores públicos.

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“Essa empresa deu um prejuízo muito grande ao servidor e ao estado de Mato Grosso. Não é bem-vinda aqui e precisa ser expulsa pelo que representou de prejuízo aos nossos servidores”, afirmou.

A discussão tem gerado grande repercussão política e social no estado, principalmente em meio ao aumento de denúncias por parte de sindicatos e servidores lesados.

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Max Russi prevê baixa renovação na Assembleia em 2026 e aposta em reeleição de até 23 deputados, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Jota de Sá

A montagem das chapas partidárias para as eleições de 2026 já movimenta intensamente os bastidores da política em Mato Grosso e, na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, o cenário aponta para uma renovação bastante limitada no Parlamento estadual. A leitura foi feita nesta segunda-feira (2), durante a solenidade de abertura dos trabalhos do ano legislativo, quando o parlamentar afirmou não acreditar em mudanças profundas na composição da Casa.

Segundo Max Russi, dos 25 deputados estaduais atualmente em exercício, ao menos 23 devem disputar a reeleição com chances reais de retorno às cadeiras. A principal exceção já colocada é a da deputada Janaína Riva, que declarou publicamente a intenção de seguir outro caminho político, com foco na construção de uma candidatura ao Senado da República. Com isso, uma vaga na Assembleia já é tratada como aberta, alterando parcialmente o cálculo da renovação.

O presidente do Legislativo pondera, no entanto, que qualquer projeção mais precisa ainda é prematura. Para ele, a definição real do quadro só será possível após o fechamento das chapas, previsto para o fim da janela partidária, entre março e início de abril. “Não deve ter uma renovação muito alta, não. É difícil você precisar um número agora. Depois do prazo final, a gente terá condição de ter uma composição mais clara do que vai ter de renovação”, afirmou.

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Max destacou que o atual momento é marcado por intensa movimentação entre siglas. Muitos pré-candidatos aparecem simultaneamente em diferentes articulações, conversando com vários partidos na tentativa de encontrar a melhor equação eleitoral. Essa “soma matemática”, como definiu, envolve avaliar o tamanho das chapas, a força das lideranças e a capacidade de cada partido de alcançar o coeficiente eleitoral, que, segundo ele, deve ficar em um patamar elevado, entre 80 mil e 84 mil votos. “É um coeficiente bastante alto. O partido precisa estar consolidado, com lideranças fortes e lideranças de voto, para buscar a segunda, a terceira ou até a quinta vaga, dependendo do projeto”, explicou.

Na avaliação do deputado, esse cenário reforça a tendência de baixa renovação. Ele observa que, hoje, apenas Janaína Riva se coloca fora da disputa pela reeleição, enquanto os demais 23 parlamentares trabalham ativamente para permanecer no cargo. Caso se confirme a saída definitiva da deputada, o número de vagas abertas poderia chegar a sete, mas isso dependerá diretamente da consolidação das chapas e do desempenho eleitoral das legendas.

Outro fator destacado por Max Russi para sustentar a força dos atuais mandatos é o trabalho desenvolvido pela Assembleia nos últimos anos. Ele citou a ampliação da autonomia orçamentária e a maior participação do Legislativo nas decisões estratégicas do Estado como elementos que têm gerado resultados percebidos pela população mato-grossense. Na visão do presidente, esse conjunto de ações fortalece os deputados em busca da reeleição e reduz o espaço para uma mudança mais ampla no quadro parlamentar.

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No campo das articulações partidárias, Max Russi também falou sobre seu próprio futuro político. Ele confirmou que aguarda a abertura da janela partidária para deixar o PSB e se filiar ao Podemos, legenda na qual acredita haver potencial para eleger até seis deputados estaduais. Segundo ele, o partido trabalha para montar uma chapa competitiva e com forte presença feminina, justamente para ocupar espaços que podem surgir com a saída de nomes tradicionais, como o de Janaína Riva.

Questionado sobre a possibilidade de aumento da participação das mulheres na Assembleia, o deputado se mostrou otimista. A expectativa, segundo ele, é que o Podemos e outras siglas invistam em candidaturas femininas com densidade eleitoral, ampliando a representatividade sem necessariamente provocar uma renovação numérica expressiva do Parlamento.

Ao final, Max reforçou que o retrato definitivo das eleições de 2026 só será conhecido após o encerramento das negociações partidárias. “Depois desse fechamento, a gente vai ter condição de fazer uma análise mais fria, saber qual vai ser o percentual de renovação dentro da Assembleia Legislativa. Hoje, tudo indica que ela será pequena ou até baixíssima, mas ainda depende muito da composição partidária e de onde cada candidato vai se posicionar”, concluiu.

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