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 Max Russi assegura atuação de ALMT para defender produtores legais

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MORATÓRIA DA SOJA

 

JB News

Para o deputado Max Russi (PSB), não é justo punir produtores rurais que respeitam as leis ambientais. “A pessoa que está trabalhando de forma correta ser penalizada, isso não é justo”, defendeu o parlamentar ao participar do seminário “O Impacto das Moratórias da Soja e da Carne nas Desigualdades Regionais”, promovido nesta terça-feira (28), pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT).

 

A Moratória da Soja, criada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), em acordo de 2006, busca restringir a compra da soja e da carne produzidas em áreas de desmatamento a partir de 2008 no bioma amazônico, mesmo que feito de maneira legal.

 

Max lembra que a medida desafia o Código Florestal, onde propriedades localizadas no bioma amazônico, dentro de território mato-grossense, podem desmatar 20% da área, devendo manter os outros 80%.

 

Ainda nesse ano, o Parlamento Europeu editou um regulamento que trará impactos significativos às exportações brasileiras. O texto busca restringir a entrada, na Europa, de produtos associados ao desmatamento e à degradação florestal que tenham ocorrido a partir de 2020, independentemente do nível. “Não estão sendo respeitadas as leis do país”, avalia o deputado.

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Max Russi lembrou ainda do Projeto de Lei, do deputado Gilberto Cattani (PL), que retira as empresas inseridas no acordo da Moratória da Soja do programa de incentivos fiscais do estado de Mato Grosso, que segue tramitando no Legislativo Estadual. Aprovado na sessão ordinária da semana passada, em regime de urgência urgentíssima, a medida deve entrar em segunda votação nas próximas semanas.

 

“Votou em primeira e agora é fazer a discussão. Esperamos que nem precise votar em segunda, que a gente consiga valer um entendimento que não prejudique os nossos produtores, os nossos mato-grossenses e dessa forma o problema possa ser resolvido.  Nós estamos fazendo um projeto “duro” para mostrar que, se eles não flexibilizarem, não obedecerem às leis brasileiras, a Assembleia vai tomar providências”, assegura o deputado.

Além da Casa de Leis, o encontro, que reuniu representantes do agronegócio, produtores rurais e agentes políticos, foi realizado em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Fórum Agro MT.

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AGRONEGÓCIOS

Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

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A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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