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Mapa participa de nova operação de combate a fraudes em cargas de farelo de soja

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, participou nesta terça-feira (17) das Operações Grãos Limpos e Grãos Puros, deflagradas pela Polícia Federal, com o objetivo de combater fraudes na comercialização de grãos, especialmente em cargas de soja e farelo de soja destinados à exportação.

Com o apoio técnico do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (SIPOV/PR), o Mapa atuou nas atividades de fiscalização e apoio às diligências, que tiveram como foco a busca e apreensão de documentos, computadores e celulares relacionados aos envolvidos.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados judiciais nos municípios de Cuiabá (MT), Toledo (PR), São José dos Pinhais (PR), Paranaguá (PR), Pontal do Paraná (PR) e Morretes (PR). Uma pessoa foi presa em flagrante.

A participação do Mapa integra um conjunto de ações de combate a esse tipo de irregularidade. Em 24 de abril, uma fiscalização resultou na apreensão de 6,8 milhões de quilos de soja e farelo de soja adulterados em um estabelecimento armazenador. No último 10 de junho, em operação conjunta no Porto de Paranaguá, foram apreendidos 39.250 quilos de farelo de soja adulterado, com identificação de areia, serragem e mofo misturados ao produto.

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As operações reforçam o compromisso do Mapa com a qualidade dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil, com foco na segurança alimentar, sanidade vegetal e na proteção da imagem do país no mercado internacional.

As investigações seguem em andamento, com análise do material apreendido. As medidas buscam assegurar o cumprimento das normas sanitárias e comerciais, com base na legislação vigente. A atuação integrada entre o Mapa e a Polícia Federal tem sido fundamental para coibir práticas fraudulentas e preservar a imagem do Brasil como fornecedor confiável no mercado internacional.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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