Economia
Lucimar Campos afirma que mesmo com uma queda de 37% na arrecadação confirma pagamento de salário dos servidores municipais em dia
Em reunião com os secretários da área econômica de Várzea Grande, a prefeita Lucimar Sacre de Campos, reafirmou que mesmo com uma queda de 37% na arrecadação de impostos, a situação financeira do Tesouro Municipal é estável e confirmou o pagamento dos salários do mês de julho na data de hoje, 29 de julho.
A folha de pagamento dos servidores públicos de Várzea Grande soma R$ 31,7 milhões e contempla além da Prefeitura Municipal, a Previdência Social – PREVIVAG e o Departamento de Água e Esgoto – DAE/VG.
Ela ponderou que recebeu duas parcelas de um total de quatro, dos recursos federais, destinados para o equilíbrio das finanças públicas municipais e para a saúde, e que estes valores estão mantendo os serviços públicos funcionando e atendendo as demandas da própria população.
“Estes recursos mais a arrecadação própria permitem que a administração municipal continue mantendo serviços de interesse da cidade e de sua gente, além de pagar todas as suas obrigações quanto a obras, fornecedores e até mesmo empréstimos e impostos já que o Poder Público Municipal também paga impostos assim como todos os cidadãos”, acrescentou Lucimar Sacre de Campos.
Lucimar Campos assinalou ainda que não vai se utilizar de prerrogativas legais para os entes públicos, para deixar de honrar com pagamentos de pendências da Prefeitura de Várzea Grande, como no caso da Previdência Social e dívidas com o aval da União.
“Existe uma série de vantagens aprovadas em Lei, que poderíamos acionar, mas não vemos motivos e nem necessidade, pois nossas obrigações estão sendo cumpridas. Não endividamos o município além de sua capacidade e pagamos nossos compromissos rigorosamente nos prazos pactuados!”, explicou a chefe do Poder Executivo Municipal.
Prefeita da segunda maior cidade de Mato Grosso, Lucimar Sacre de Campos, frisou ainda que hoje tem mais de 160 obras em andamento na cidade com investimentos superiores a R$ 500 milhões entre recursos próprios, federais e estaduais, sendo a maioria do Tesouro Municipal.
“Falar que sobra dinheiro público seria utopia, pois a demanda sempre será maior que a necessidade, mas o que arrecadamos ou recebemos de transferência são todos aplicados com transparência, eficiência e em busca de resultados. Os resultados que queremos é atender a população da melhor forma possível com serviços públicos de qualidade e sempre presentes.
A prefeita confirmou o calendário anunciado no início do ano e que por estarmos em um ano eleitoral as exigências são mais rigorosas para gastos e para investimentos de qualquer natureza, sem contar ainda a questão da pandemia da COVID 19.
“Com certeza quem assumir a administração municipal vai receber uma cidade infinitamente melhor do que a que encontramos em 2015 e o melhor de tudo, com obras em execução, dinheiro em caixa e uma situação estável. Tendo boa vontade, determinação e principalmente compromisso com a cidade e com sua população, quem for prefeito de Várzea Grande tem amplas chances de continuar um trabalho profícuo e de interesse de todos”, disse Lucimar Sacre de Campos.
Economia
Mourão fala sobre impacto de guerras, inflação global, critica pacto federativo, e cobra equilíbrio fiscal do governo federal durante Fórum LIDE em Cuiabá
JB News
por Emerson Teixeira
Durante participação no Fórum LIDE Mato Grosso 2026, nesta terça-feira, em Cuiabá, o senador Hamilton Mourão fez uma análise ampla sobre os principais entraves econômicos e institucionais enfrentados pelo país e defendeu uma agenda de reequilíbrio fiscal, fortalecimento do pacto federativo e pacificação entre os Poderes. Em sua passagem pela capital mato-grossense como palestrante do encontro, Mourão afirmou que o Brasil atravessa um momento decisivo e precisa corrigir distorções estruturais para voltar a crescer com estabilidade.
Ao abordar a realidade fiscal do país, Mourão criticou a concentração de receitas na esfera federal e afirmou que o modelo atual de arrecadação se tornou insustentável para estados e municípios. Segundo ele, a União concentra a maior parte dos tributos, enquanto prefeitos e governadores assumem a maior parte das demandas da população, especialmente nas áreas mais sensíveis da gestão pública. Na avaliação do senador, esse desequilíbrio compromete a capacidade de investimento local, trava obras, limita políticas públicas e enfraquece a capacidade de resposta dos municípios diante das necessidades diárias da população.
Mourão ressaltou que os municípios são os entes mais pressionados dentro da estrutura federativa, porque são eles que recebem diretamente as demandas por saúde, educação, assistência social, mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura básica. Segundo ele, esse descompasso entre obrigação e arrecadação gera um efeito em cascata: compromete serviços, dificulta planejamento e aumenta a dependência de transferências federais e emendas parlamentares. Para o senador, o Brasil precisa discutir uma nova lógica de repartição de recursos, com critérios mais justos e maior autonomia para estados e cidades.
Ao comentar a reforma tributária, Mourão reconheceu o esforço do Congresso Nacional para destravar uma pauta histórica e afirmou que o Parlamento atuou de forma intensa para construir o texto aprovado. Segundo ele, houve mobilização de lideranças, debates técnicos e articulação política para viabilizar a proposta. No entanto, o senador demonstrou preocupação com a etapa seguinte: a implementação prática da reforma.
Na avaliação de Mourão, o maior desafio agora não está mais na aprovação da lei, mas na capacidade do governo federal de colocar em funcionamento toda a nova estrutura de arrecadação, compensação e distribuição prevista. Ele citou como pontos sensíveis o funcionamento do comitê gestor, os mecanismos de transição para estados exportadores, a compensação de perdas e a segurança jurídica para o setor produtivo. Segundo Mourão, qualquer falha nessa engrenagem pode provocar insegurança para investidores, impactar cadeias produtivas e gerar efeitos negativos sobre emprego e arrecadação.
Ao falar especificamente de Mato Grosso, o senador destacou que o estado precisa acompanhar de perto os desdobramentos da reforma por ocupar posição estratégica na economia brasileira. Mourão lembrou que Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do país, tem forte participação nas exportações e exerce papel central na balança comercial nacional. Para ele, mudanças mal calibradas na estrutura tributária podem afetar desde o produtor rural até os setores de transporte, armazenagem, indústria e comércio.
O senador também chamou atenção para o cenário externo e afirmou que o Brasil vive um momento de pressão econômica global que exige prudência e estabilidade. Mourão citou os conflitos internacionais, a instabilidade geopolítica, a elevação do preço do petróleo e os impactos inflacionários como fatores que pressionam custos internos e reduzem margens de crescimento. Segundo ele, em um cenário de incerteza mundial, países que não oferecem previsibilidade institucional acabam sofrendo mais com fuga de investimentos, retração econômica e perda de competitividade.
Na avaliação de Mourão, o Brasil precisa se preparar para esse ambiente internacional adverso com responsabilidade fiscal, contas públicas equilibradas e ambiente favorável à produção. O senador defendeu medidas que deem segurança ao setor privado, estimulem investimentos e permitam ao país manter sua capacidade de crescimento mesmo diante de turbulências externas.
Em sua análise política, Mourão também fez um alerta sobre o momento institucional do país. Segundo ele, o ambiente de tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário tem fragilizado a confiança da população e criado um cenário de instabilidade que afeta diretamente a economia e a governabilidade. O senador afirmou que o pacto institucional firmado com a Constituição de 1988 passa por um momento de desgaste e precisa ser preservado com diálogo, equilíbrio e respeito às atribuições de cada Poder.
Para Mourão, quando há insegurança institucional, quem mais sofre é a população, que sente os efeitos da paralisação administrativa, da demora nas decisões e da ausência de consensos mínimos para enfrentar problemas estruturais. Em Cuiabá, o senador defendeu que o Brasil retome uma agenda centrada em previsibilidade, responsabilidade e cooperação institucional, como base para recuperar a confiança, impulsionar investimentos e garantir desenvolvimento sustentável para o país.
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