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Kalil quita salário de novembro e dezembro ainda fecha o ano com reajuste e reclassificação

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Depois de anunciar a injeção de mais de R$ 125 milhões na economia local com o pagamento de quatro folhas aos servidores municipais no último trimestre do ano, o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, confirmou a antecipação do pagamento do 13º salário, que juntamente com o salário de dezembro, serão pagos nos dias 17 e 27 do próximo mês, respectivamente.
Em um intervalo de cerca de 30 dias, R$ 100 milhões circularão na economia, impulsionando o varejo, a indústria e prestação de serviços na cidade. Além da folha de dezembro e do 13º, a prefeitura de Várzea Grande está pagando o salário de novembro, hoje dia 30.
“Estamos ‘furando’ nossa própria programação. O calendário elaborado pela equipe econômica previa a quitação do abono até o dia 19 e do salário até o dia 29. Felizmente, todo nosso esforço financeiro e fiscal tem surtido feito e permitido que ao longo do ano, nossos servidores recebam o que é de direito muito antes da virada do mês. Ainda que estejamos no pior momento da pandemia, sob o ponto de vista econômico, esse primeiro ano de gestão está sendo marcado pela dedicação de cada colaborador, pela confiança do cidadão e pelo nosso zelo com os recursos públicos”.
Kalil destacou ainda que todas as adversidades derivadas do momento pandêmico que ele herdou não impediram avanços históricos na cidade. “Tenho orgulho em dizer que nesse primeiro ano de mandato realizamos investimentos de R$ 500 milhões em infraestrutura, especialmente na ampliação do sistema de abastecimento de água e pavimentação asfáltica. Vamos pagar a reposição inflacionária aos nossos servidores, bem como, promover correções na elevação de nível e manter em dia o pagamento aos servidores. Esse esforço é justo, nossa cidade, nossa população e nossos servidores merecerem, pois eles (servidores) são a mão do Poder Executivo que leva saúde, segurança, social, educação e outros serviços para atender a população”.
A secretária de Gestão Fazendária, Lucineia dos Santos, frisa que a saúde financeira do Município permite não apenas o pagamento em dia – obrigação de qualquer gestor – bem como a concessão de 7% como forma de recomposição salarial (7%) e a Progressão de Enquadramento por Nível, que na prática coloca em dia o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), adicionando um diferencial ao salário-base dos servidores. “Tudo programado e dentro do que preconiza a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que limita os gastos com salários e encargos de servidores públicos até o máximo de 60% das receitas”.
O secretário de Administração, Anderson Silva, pontuou que essas correções junto aos servidores municipais era uma demanda antiga e que tornou ainda mais latente com o Covid-19, por todos os seus desdobramentos e impactos sobre o poder de compra das famílias. “Acredito que o percentual da RGA, em 7%, deve ser um dos maiores do País. Poucas administrações públicas poderão arcar com um extra como esse no próximo ano, quiçá ainda, dentro deste mandato”.
O prefeito, como sempre frisa, “não vamos resolver todos os problemas da cidade”, faz questão de reforçar que vem cumprindo seu plano de governo proposto durante a campanha eleitoral de 2020, priorizando cada segmento da sua administração. “Se me perguntarem como avalio esse primeiro ano, vou dizer que foi extremamente desafiador e próspero ao mesmo tempo. Realizamos investimentos com visão estratégica e de longo prazo, estamos promovendo correções dentro do funcionalismo público, encaramos a maior campanha de vacinação da história com êxito e chamamos o desafio de solucionar o problema de abastecimento de água em Várzea Grande”.
Ao setor empresarial, além de poder contar com a gestão, Kalil diz que essa irrigação de recursos será contínua, com a priorização de salários. “Os empresários podem se preparar, se programar para receber o servidor municipal sempre antes da virada do mês. Essa injeção de recursos, especialmente nesse ano, será um grande impulsionador de vendas e vai contribuir para a busca de um fechamento de ano no azul para o varejo local”.
Várzea Grande contabiliza cerca de 7 mil servidores municipais, considerando a Administração Direta e suas autarquias, como PREVIVAG e DAE/VG.

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Mourão fala sobre impacto de guerras, inflação global, critica pacto federativo, e cobra equilíbrio fiscal do governo federal durante Fórum LIDE em Cuiabá

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por Emerson Teixeira

Durante participação no Fórum LIDE Mato Grosso 2026, nesta terça-feira, em Cuiabá, o senador Hamilton Mourão fez uma análise ampla sobre os principais entraves econômicos e institucionais enfrentados pelo país e defendeu uma agenda de reequilíbrio fiscal, fortalecimento do pacto federativo e pacificação entre os Poderes. Em sua passagem pela capital mato-grossense como palestrante do encontro, Mourão afirmou que o Brasil atravessa um momento decisivo e precisa corrigir distorções estruturais para voltar a crescer com estabilidade.

Ao abordar a realidade fiscal do país, Mourão criticou a concentração de receitas na esfera federal e afirmou que o modelo atual de arrecadação se tornou insustentável para estados e municípios. Segundo ele, a União concentra a maior parte dos tributos, enquanto prefeitos e governadores assumem a maior parte das demandas da população, especialmente nas áreas mais sensíveis da gestão pública. Na avaliação do senador, esse desequilíbrio compromete a capacidade de investimento local, trava obras, limita políticas públicas e enfraquece a capacidade de resposta dos municípios diante das necessidades diárias da população.

Mourão ressaltou que os municípios são os entes mais pressionados dentro da estrutura federativa, porque são eles que recebem diretamente as demandas por saúde, educação, assistência social, mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura básica. Segundo ele, esse descompasso entre obrigação e arrecadação gera um efeito em cascata: compromete serviços, dificulta planejamento e aumenta a dependência de transferências federais e emendas parlamentares. Para o senador, o Brasil precisa discutir uma nova lógica de repartição de recursos, com critérios mais justos e maior autonomia para estados e cidades.

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Ao comentar a reforma tributária, Mourão reconheceu o esforço do Congresso Nacional para destravar uma pauta histórica e afirmou que o Parlamento atuou de forma intensa para construir o texto aprovado. Segundo ele, houve mobilização de lideranças, debates técnicos e articulação política para viabilizar a proposta. No entanto, o senador demonstrou preocupação com a etapa seguinte: a implementação prática da reforma.

Na avaliação de Mourão, o maior desafio agora não está mais na aprovação da lei, mas na capacidade do governo federal de colocar em funcionamento toda a nova estrutura de arrecadação, compensação e distribuição prevista. Ele citou como pontos sensíveis o funcionamento do comitê gestor, os mecanismos de transição para estados exportadores, a compensação de perdas e a segurança jurídica para o setor produtivo. Segundo Mourão, qualquer falha nessa engrenagem pode provocar insegurança para investidores, impactar cadeias produtivas e gerar efeitos negativos sobre emprego e arrecadação.

Ao falar especificamente de Mato Grosso, o senador destacou que o estado precisa acompanhar de perto os desdobramentos da reforma por ocupar posição estratégica na economia brasileira. Mourão lembrou que Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do país, tem forte participação nas exportações e exerce papel central na balança comercial nacional. Para ele, mudanças mal calibradas na estrutura tributária podem afetar desde o produtor rural até os setores de transporte, armazenagem, indústria e comércio.

O senador também chamou atenção para o cenário externo e afirmou que o Brasil vive um momento de pressão econômica global que exige prudência e estabilidade. Mourão citou os conflitos internacionais, a instabilidade geopolítica, a elevação do preço do petróleo e os impactos inflacionários como fatores que pressionam custos internos e reduzem margens de crescimento. Segundo ele, em um cenário de incerteza mundial, países que não oferecem previsibilidade institucional acabam sofrendo mais com fuga de investimentos, retração econômica e perda de competitividade.

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Na avaliação de Mourão, o Brasil precisa se preparar para esse ambiente internacional adverso com responsabilidade fiscal, contas públicas equilibradas e ambiente favorável à produção. O senador defendeu medidas que deem segurança ao setor privado, estimulem investimentos e permitam ao país manter sua capacidade de crescimento mesmo diante de turbulências externas.

Em sua análise política, Mourão também fez um alerta sobre o momento institucional do país. Segundo ele, o ambiente de tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário tem fragilizado a confiança da população e criado um cenário de instabilidade que afeta diretamente a economia e a governabilidade. O senador afirmou que o pacto institucional firmado com a Constituição de 1988 passa por um momento de desgaste e precisa ser preservado com diálogo, equilíbrio e respeito às atribuições de cada Poder.

Para Mourão, quando há insegurança institucional, quem mais sofre é a população, que sente os efeitos da paralisação administrativa, da demora nas decisões e da ausência de consensos mínimos para enfrentar problemas estruturais. Em Cuiabá, o senador defendeu que o Brasil retome uma agenda centrada em previsibilidade, responsabilidade e cooperação institucional, como base para recuperar a confiança, impulsionar investimentos e garantir desenvolvimento sustentável para o país.
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