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Justiça avança em apuração sobre morte de Renato Nery e autoriza investigação financeira de envolvidos

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Por Alisson Gonçalves

Uma nova etapa na investigação do homicídio do advogado Renato Nery foi iniciada nesta quarta-feira,14, com a autorização judicial para quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.

A decisão, expedida pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), responde a um pedido feito pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca aprofundar o mapeamento de envolvimentos no crime ocorrido em julho de 2024, em Cuiabá.

A devassa atinge alvos já detidos, bem como outros sob apuração e possíveis nomes recém-identificados no curso do inquérito.

Entre os principais suspeitos está o ex-policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, que admitiu ter coordenado a execução por um pagamento de R$ 150 mil, valor inferior ao acordado inicialmente, de R$ 200 mil.

Ele também revelou ter contratado o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva para efetuar os disparos fatais.

Estão igualmente presos os empresários Julinere Goulart Bentos e César Jorge Sechi, residentes em Primavera do Leste, acusados de serem os mentores intelectuais do crime.

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César optou por não prestar declarações à Polícia, enquanto Julinere ainda não foi ouvida oficialmente.

De acordo com Heron, a diferença no valor pago resultou em tentativas de coagir financeiramente os empresários, sem sucesso.

Os recursos recebidos teriam sido partilhados exclusivamente entre ele e o suposto executor.

Além disso, há indícios de que o PM Jackson Pereira Barbosa atuou como elo entre os autores do crime e os mandantes, sendo vizinho dos empresários detidos.

O também policial Ícaro Nathan Santos Ferreira é apontado por ter repassado a arma utilizada na ação.

Outro capítulo do caso envolve a tentativa de manipulação das provas.

Em abril, quatro militares da Rotam foram formalmente acusados de simular um confronto para encobrir a origem da arma utilizada no homicídio.

A ação resultou na morte de um homem e em ferimentos em outros dois, dias após o assassinato de Nery.

O advogado foi baleado na cabeça em frente ao seu escritório, na capital mato-grossense, no dia 5 de julho.

Mesmo socorrido com urgência e submetido a cirurgia, não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital no dia seguinte.

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As investigações seguem com o acompanhamento do Ministério Público, e agora incluem análises financeiras dos suspeitos, com o objetivo de traçar o fluxo de recursos e esclarecer todas as conexões envolvidas no crime.

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Homem confessa sexo com cachorro em zona rural de MT c vira alvo de investigação da Polícia Civil

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por Emerson Teixeira

Foto : PC-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso identificou um homem de 32 anos investigado por um caso de zoofilia e maus-tratos a animal na zona rural de Santo Antônio de Leverger. A apuração é conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), que instaurou inquérito para responsabilizar o suspeito e reunir provas sobre o crime.

As investigações tiveram início após a circulação de um vídeo nas redes sociais, no qual o homem aparece abusando sexualmente de um cão de porte médio. A repercussão das imagens levou à identificação do suspeito, que posteriormente compareceu à delegacia acompanhado de advogado e admitiu a prática criminosa.

Segundo a Polícia Civil, o investigado já possui histórico criminal, com condenações anteriores por roubo e estupro de vulnerável, além de fazer uso de tornozeleira eletrônica. A reincidência em crimes graves acende alerta sobre o perfil do suspeito e reforça a gravidade do caso.

Durante diligências realizadas nas proximidades da BR-364, na área rural onde o fato ocorreu, os policiais encontraram o imóvel fechado, com dois animais mantidos amarrados do lado externo. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para coletar material biológico no animal vítima, que passará por exames para subsidiar o inquérito.

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O cão recebeu atendimento com apoio do setor de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Cuiabá, que garantiu assistência veterinária e acompanhamento após os maus-tratos.

A conduta investigada se enquadra no crime previsto na legislação ambiental brasileira, especialmente após o endurecimento das penas com a chamada Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), que estabelece reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda, quando o crime envolve cães ou gatos.

A Polícia Civil reforça que denúncias são essenciais para combater crimes dessa natureza. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 197 ou diretamente à Dema.

O caso segue sob investigação e deve avançar com base nos laudos periciais e demais elementos coletados, podendo resultar em responsabilização criminal mais ampla diante do histórico do investigado.

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