Economia
Governo de MT reduz LRF para 52%, mas ainda não tem margem para RGA
*TRABALHANDO PELOS 49%*
Medidas de contenção de gastos foram essenciais para retomada do controle das contas
Após pouco mais de um ano de gestão, o Governo do Estado conseguiu reduzir de 58% para 52% os gastos com folha de pagamento de pessoal, se aproximando da margem legal de 49%.
Para que consiga pagar a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores, conforme previsto na Lei 8.278/2004, o Estado precisa ficar com as despesas nessa área abaixo dos 49%.
Todo o espaço fiscal que for aberto abaixo desse percentual será 75% destinado ao pagamento da RGA e 25% para as leis de carreira, como estabelecido em acordo homologado pela Justiça.
Ou seja, se o Governo conseguir espaço fiscal de 2%, 1,5% será destinado à RGA e 0,5% para as demais leis de carreira eu possuem previsão de reajuste.
A informação foi trazida pelo secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, durante a apresentação do relatório do Cumprimento das Metas Ficais do Terceiro Quadrimestre de 2019.
A apresentação foi realizada na audiência pública promovida pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento das Execuções Orçamentárias (CFAEO), da Assembleia Legislativa.
‘Se não tivéssemos feito o enorme esforço de melhorar a arrecadação com o combate à sonegação e colocado freio no aumento das despesas e seguíssemos as sugestões de alguns que se dizem defensores dos servidores, não estaríamos com o décimo terceiro pago e a folha em dia, mas sim com pelo menos dois meses de atrasos salariais e muito distante da RGA”, afirmou Gallo.
Como a atual gestão, em 2019, se deparou com um cenário de gastos de 58% nessa área, não foi legalmente possível pagar a RGA e os aumentos previstos pelas leis de carreira.
Para reverter esse panorama, de acordo com Gallo, o governo Mauro Mendes tomou uma série de medidas necessárias visando o reequilíbrio das contas, contenção de despesas e aumento de receitas.
Entre elas, além do controle da folha, se destacam a renegociação de contratos, reforma administrativa, aumento da arrecadação, nova lei do Fethab, renegociação da dívida com o Bank Of America, entre outras.
“Gestão se faz com responsabilidade. Não se pode brigar com os números, que são públicos e compilados pelos nossos próprios servidores. O que nos cabe é continuar envidando todos os esforços para reequilibrar as contas públicas e avançar nessa meta de baixar o índice de gastos com folha de pagamento”, concluiu.
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
Veja :
-
Policial6 dias atrásPolícia Civil desarticula esquema milionário de desvio de dinheiro na Prefeitura de Livramento operação mira ex-servidora, empresário, secretário e PM
-
Policial6 dias atrásLíder religioso é condenado por enganar adolescentes e usar religião para cometer crimes sexuais
-
Economia5 dias atrásEm Cuiabá, Aldo Rebelo critica alta de gastos e impostos por parte do governo federal e diz que Brasil trava seu potencial de crescimento, VEJA O VÍDEO
-
Economia5 dias atrásEm Cuiabá, Meirelles faz alerta duro sobre guerra, dólar e gastos públicos, defende industrialização como saída para blindar o Brasil “Mato Grosso é o eixo estratégico”
-
CUIABÁ6 dias atrásPaula Calil diz que Plano Diretor de Abilio segue modelo “estilo Curitiba”, mas alerta: Cuiabá não tem o mesmo clima, transporte de qualidade, estrutura para levar polo ecoindustrial à Guia
-
Destaque4 dias atrásDesembargadora Maria Erotides recebe Diploma Bertha Lutz por atuação no combate à violência contra a mulher
-
Destaque4 dias atrásTJMT abre debate sobre sigilo judicial e convoca imprensa para ajudar a frear escalada da violência contra a mulher em Mato Grosso
-
Cidades3 dias atrásIncêndio de grade proporção atinge casa noturna Gerônimo West Music no centro de Cuiabá, VEJA O VÍDEO








