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Filme aborda experiências e memórias de imigrantes que vivem em Cuiabá e Lisboa

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O curta ‘Intersecção – A História de Quem Migra’ será lançado no dia 25 de janeiro, às 19h, no Cine Teatro Cuiabá

Graciele Leite | Secel-MT

Ousseynou Dieye Uzak (Senegal) – Foto por: Divulgação

Selecionado no Edital MT Nascentes, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o curta “Intersecção – A História de Quem Migra” traz a perspectiva de imigrantes negros sobre a experiência da imigração. Com relatos de pessoas que vivem em Cuiabá e Lisboa, o filme apresenta a adaptação ao novo ambiente, as relações afetivas e de trabalho, a luta pelos direitos humanos e por cidadania. O lançamento será na próxima terça-feira (25.01), às 19h, no Cine Teatro Cuiabá.

“Mais do que a intersecção entre os contextos de imigrantes em locais diferentes, o projeto mostra as convergências entre cultura e a sensibilização do público quanto ao direito à cidadania de todos os povos. É mais uma iniciativa da qual temos satisfação em apoiar e dar visibilidade por meio de nossos editais”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Alberto Machado.

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O projeto começou a ser idealizado em 2017, quando o diretor Rodrigo Zaiden realizou um intercâmbio em Lisboa, Portugal. No país, experimentou as contradições que a imigração traz. De um lado, a exclusão por ser brasileiro e negro. De outro, o afeto e a confiança entre as pessoas pretas, principalmente dos Países Africanos de Língua Portuguesa.

“Percebi que, apesar da diversidade de origem das pessoas, todas passavam pelas mesmas situações da imigração, principalmente, por estarmos no país que colonizou os nossos países. Daí que surgiu a ideia de registrar esses diálogos, para que pudéssemos expressar nossas reflexões sobre temas que nos circundavam, mas também a milhões de pessoas, por questões sociais, ambientais ou raciais”, pondera Zaiden.

Lígia Kellermann imigrante brasileira em Lisboa
Créditos: Divulgação

A ideia era apresentar a perspectiva dos imigrantes em Lisboa. Mas voltando ao Brasil, em 2019, o diretor percebeu que os problemas se repetiam com os imigrantes daqui, principalmente entre os que chegavam do Haiti, Moçambique, Venezuela. Assim, surgiram as histórias de Lígia, Marvinda e Ka Codé, em Lisboa. E de Lídia, Uzak e Silvina, de Cuiabá. O filme foi produzido com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio do Edital MT Nascentes, e as gravações finais foram feitas em 2021, nas duas cidades.

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Serviço:

Lançamento do filme ‘Intersecção – A História de Quem Migra’

Data: 25.01, às 19h

Local: Cine Teatro Cuiabá

Mais informações: [email protected]

(Com informações da assessoria)

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CUIABÁ

Artistas e público exaltam lambadão no último dia de festa dos 307 anos

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_VALORIZAÇÃO DA CULTURA_

JB News

A noite dedicada ao lambadão nas comemorações pelos 307 anos de Cuiabá foi marcada por depoimentos emocionados dos artistas e por um público que lotou o espaço de eventos, demonstrando que o ritmo é parte viva da identidade cuiabana. No palco, músicos destacaram a resistência, a evolução e o papel social do lambadão; na plateia 25 mil pessoas cantaram, dançaram e reafirmaram a valorização da cultura local.

A festa foi embalada ao som de grandes nomes do movimento. As apresentações começaram com DJ Juliano, Kleber Leite e Comadre Sebastiana, que prepararam o público para a sequência de shows.

Subiram ao palco Scort Som, Os Maninhos, Tô Pop Som, o grupo de dança Lambadeiros de Elite, Lambadão di Rocha, Os Amigos, Banda Ellus e Banda Mega Som, reunindo diferentes gerações do lambadão cuiabano. Do início ao fim, o público permaneceu animado, acompanhando os passinhos e cantando os sucessos que já fazem parte da história da cidade.

Igor Pena, vocalista do Mega Som, celebrou a participação da banda na festa. Ele destacou que o evento é importante para a cultura de Cuiabá e de Mato Grosso e afirmou que o público tem abraçado cada vez mais o trabalho do grupo. Segundo ele, ver o espaço lotado comprova que o lambadão está mais vivo do que nunca.

Denivaldo Cunha, vocal e guitarrista, reforçou que o ritmo vai além da música. Ele afirmou que o lambadão representa amizades, experiências e sua própria história, além de ser sua fonte de sustento. “Hoje eu sobrevivo do lambadão e acredito que ele vai continuar por muitos e muitos anos”.

Moradoras do bairro Sol Nascente, Larissa Gabrieli e a mãe, Elisângela Silva de Jesus, fizeram questão de prestigiar a noite do lambadão e reforçaram o orgulho de serem cuiabanas. Larissa afirmou que o evento lotado demonstra a valorização da história, do lambadão e da cultura cuiabana. “A Baixada sabe que Cuiabá ama o lambadão”.

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Elisângela, que se define como cuiabana de tchapa e cruz, destacou a força do ritmo na identidade local. “Lambadão para mim é o melhor de Cuiabá, é a nossa cultura. Eu amo Cuiabá, amo viver aqui. Eu só vim hoje por causa do lambadão”.

Carlos Bonfim, vocalista da banda Os Maninhos, ressaltou a importância de valorizar o lambadão raiz e investir em músicas autorais. Segundo ele, eventos como esse ampliam oportunidades, fortalecem a cultura e dão visibilidade às bandas. “O público lotou, cantou junto e mostrou que o lambadão faz parte da identidade do nosso povo”, disse.

José Adão, da Tô Pop Som, também celebrou a participação na programação oficial. Ele afirmou que o lambadão é um patrimônio local que já ultrapassou fronteiras, conquistando espaço em outras regiões do Brasil e até no exterior. “O lambadão é nosso, é daqui de Cuiabá, mas já ganhou o mundo. Hoje toca em eventos pelo Brasil inteiro e até fora do país. A gente já viu o lambadão chegar em Portugal, por exemplo. Isso mostra a força do nosso ritmo e o quanto a cultura cuiabana tem potencial para ir cada vez mais longe”, destacou Tô Pop Som.

O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, explicou que a noite exclusiva para o lambadão faz parte de uma estratégia para fortalecer e mensurar a força do gênero. Ele destacou que o ritmo movimenta a economia dos bairros e da Baixada Cuiabana. “Precisamos trazer essa potência também para o grande centro. Mostrar ao Brasil o valor da nossa cultura”, completou.

O prefeito Abilio Brunini ressaltou as parcerias para a realização do evento, o apoio do presidente Max Russi e o engajamento popular. Ele fez questão de parabenizar o público por prestigiar e valorizar ritmos como o lambadão, o rasqueado e o siriri. “Ver esse espaço lotado nos motiva a fazer ainda mais por Cuiabá”, afirmou.

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Brunini destacou ainda, que a administração municipal alia as festividades com entregas concretas para a população. Entre os destaques, a entrega do Centro Médico Infantil considerada referência no Estado e anunciou que, a partir de 1º de maio, que os usuários do transporte coletivo poderão aderir a um programa de assinatura mensal para uso ilimitado dos ônibus. “Hoje celebramos Cuiabá e a nossa cultura, mas também trabalhamos todos os dias para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

As comemorações começaram na terça-feira (7), com grande público nos shows de Dilsinho e da dupla César Menotti e Fabiano, reunindo mais de 60 mil pessoas. Na quarta e quinta-feira, a programação valorizou a cultura local e a diversidade musical, com apresentações de cururu e siriri, show da Banda Morada e destaque para o rasqueado, com atração nacional de Boca Nervosa.

O público também visitou o Festival do Baguncinha e diversos espaços gastronômicos, que ofereceram bebidas e alimentos com sabores típicos da capital e registraram grande sucesso de vendas durante os quatro dias. Além disso, o retorno do tradicional Show das Águas encantou os visitantes no Parque das Águas.

Com estrutura organizada e segurança reforçada, o evento contou com apoio das secretarias municipais como Ordem Pública, Defesa Civil, Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, equipes de saúde de plantão, parque infantil e área reservada para pessoas com deficiência, encerrando os quatro dias sem

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