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Fernando Medeiros deixa Secretaria de Desenvolvimento de Cuiabá e entra na disputa por vaga federal pelo Republicanos

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O prefeito Abílio Brunini oficializou a exoneração do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura, Fernando Medeiros, em ato publicado na edição extraordinária da Gazeta Municipal na última quinta-feira. A saída ocorre em meio ao calendário eleitoral e abre caminho para que Medeiros inicie a construção de sua candidatura a deputado federal nas eleições de outubro.

Fernando Medeiros estava à frente de uma das principais pastas da administração municipal desde o início do mandato, conduzindo políticas voltadas ao desenvolvimento econômico, geração de emprego e apoio ao setor produtivo da capital. Ao deixar o cargo, divulgou carta de despedida na qual faz um balanço de aproximadamente 15 meses de gestão, destacando que sua atuação foi pautada na defesa do setor produtivo como eixo central para o crescimento econômico de Cuiabá. No mesmo documento, também apontou que entraves ao desenvolvimento ainda estariam ligados a decisões tomadas fora do Estado, impactando diretamente o ambiente econômico local.

A tendência é que Medeiros inicie a construção de sua candidatura a deputado federal pelo Republicanos, legenda que também abriga o atual governador Otaviano Pivetta e que deve ter papel relevante nas articulações eleitorais em Mato Grosso, especialmente na formação das chapas proporcionais.

A movimentação está inserida no processo eleitoral que se intensifica com a proximidade do prazo final para definições partidárias, previsto para o próximo dia 4 de abril. No caso das eleições proporcionais, como a de deputado federal, a formação de chapa é estratégica e exige equilíbrio entre nomes com densidade eleitoral para atingir o quociente necessário à eleição.

Pelo sistema proporcional brasileiro, o número de votos necessários para eleger um deputado federal varia conforme o total de votos válidos e o desempenho dos partidos, mas em Mato Grosso, historicamente, esse patamar gira na casa de 180 mil a 220 mil votos por vaga, considerando o quociente eleitoral e partidário. Isso faz com que as siglas busquem composições robustas, com candidatos capazes de somar votos suficientes para garantir cadeiras no Congresso Nacional.

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Nesse cenário, o Republicanos tem intensificado a montagem de uma chapa considerada competitiva para a disputa federal. A sigla passou a contar com o reforço do deputado federal Juarez Costa, que foi eleito pelo MDB e deixou o partido para se filiar ao Republicanos, tornando-se um dos principais nomes da legenda na corrida eleitoral. Outro nome que passa a integrar a construção da chapa é Juliana Kolankiewicz, que também reforça a nominata com potencial de votação.

Com a meta de eleger até dois deputados federais, o Republicanos aposta na formação de um grupo com capilaridade eleitoral e capacidade de atrair votos em diferentes regiões do estado. A construção dessas chapas envolve não apenas estratégia política, mas também fatores como acesso a recursos de campanha, tempo de televisão e participação nos fundos partidário e eleitoral, diretamente influenciados pelo desempenho das siglas nas urnas.

A entrada de Fernando Medeiros nesse contexto ocorre dentro dessa lógica de fortalecimento da nominata, em um momento decisivo para as definições partidárias. A expectativa é que, até o fechamento do prazo legal, os partidos consolidem suas chapas e avancem nas articulações visando o pleito, em um ambiente marcado por alta competitividade e pela necessidade de atingir votações expressivas para garantir representação na Câmara dos Deputados.

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O prazo final para a formação das chapas proporcionais se encerra neste sábado, dia 4 de abril. Até lá, não há possibilidade de divulgação de uma lista oficial definitiva com todos os nomes já filiados tanto ao Republicanos quanto às demais siglas que devem compor a base aliada do grupo político ligado ao governador Otaviano Pivetta, uma vez que as articulações seguem em curso e dependem das formalizações dentro do período legal estabelecido pela legislação eleitoral.

Até essa data, todas as chapas , tanto para deputado federal quanto estadual , permanecem indefinidas, justamente em razão das acomodações políticas internas. Partidos enfrentam dificuldades para posicionar determinados nomes dentro das nominatas, principalmente por conta da disputa por espaço entre lideranças com base eleitoral consolidada, que muitas vezes se sentem ameaçadas com a entrada de novos concorrentes. Esse cenário provoca remanejamentos constantes dentro das próprias siglas, numa tentativa de evitar desgastes e ruídos antecipados antes do encerramento do prazo legal.

A dinâmica é intensificada pela velocidade das informações e pelo curto espaço de tempo até a definição final. Com isso, articulações, negociações e mudanças de rota se tornam frequentes, refletindo diretamente no ambiente político. Lideranças disputam espaço, interesses se sobrepõem, composições são revistas e diálogos se intensificam, criando um cenário de tensão e alta mobilização nos bastidores. Até o prazo final, as discussões tendem a permanecer acirradas, especialmente nas chapas proporcionais, onde a acomodação de nomes e a viabilidade eleitoral de cada candidatura são determinantes para o sucesso das legendas nas urnas.

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Nomeação de sargento para Casa Militar provoca reação em cadeia e levanta questionamentos sobre legalidade em MT

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A decisão do governador Otaviano Pivetta de nomear a sargento Adriana Rodrigues para o comando da Casa Militar desencadeou uma forte reação dentro da Polícia Militar de Mato Grosso e expôs uma crise institucional que vai além dos quartéis, alcançando o campo jurídico e político no estado. A escolha, considerada inédita por membros da corporação, é vista por oficiais da ativa e da reserva como uma ruptura direta com o princípio da hierarquia, um dos pilares estruturantes das forças militares.

Nos bastidores, o clima é de indignação. Coronéis, tenentes-coronéis, capitães e outros integrantes da estrutura da PM relatam desconforto generalizado com a decisão, que coloca uma graduada em posição de comando sobre oficiais de alta patente. A avaliação predominante é de que não há questionamentos quanto à capacidade técnica da nomeada, mas sim ao impacto institucional da medida. Para esses militares, a nomeação “alvoroçou a caserna” e criou uma situação considerada constrangedora dentro da cadeia de comando.

O incômodo também se reflete no entendimento de que a escolha desconsidera a lógica interna da corporação, baseada em critérios rígidos de progressão, formação e hierarquia. Entre os questionamentos mais recorrentes está o motivo pelo qual não foi indicada uma oficial de alta patente — como uma coronel ou tenente-coronel — para a função, o que, na visão interna, preservaria a estrutura tradicional sem abrir precedentes.

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A crise ganhou contornos ainda mais delicados após a manifestação pública da Associação dos Oficiais da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, que divulgou uma nota oficial contestando a legalidade da nomeação. No documento, assinado pelo presidente da entidade, Wankley Correa Rodrigues, a associação afirma que a designação para a função de assessor militar do Gabinete Militar deve obedecer, obrigatoriamente, ao que determina a legislação vigente.

Segundo a entidade, a Lei Complementar nº 466/2012, que altera a Lei Complementar nº 386/2010, estabelece de forma expressa que o cargo deve ser ocupado exclusivamente por um oficial do último posto da ativa do Quadro de Oficiais Policiais Militares, ou seja, um coronel. A ASSOF-MT sustenta que a norma possui caráter cogente, não permitindo interpretações flexíveis por parte da administração pública.

Ainda de acordo com a nota, o eventual descumprimento desse dispositivo configura afronta ao princípio da legalidade, previsto no artigo 37 da Constituição Federal, podendo resultar em desvio de função, insegurança jurídica e desestruturação da cadeia hierárquica. A entidade também alerta para o risco de enfraquecimento institucional tanto da PM quanto do Corpo de Bombeiros Militar, caso a situação não seja revista.

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Outro ponto sensível destacado nos bastidores é o possível desgaste da própria liderança da corporação. Avaliações internas indicam que a decisão pode ter fragilizado o comando-geral da Polícia Militar, ao gerar uma situação que desafia diretamente os fundamentos de disciplina e autoridade que regem a instituição.

Apesar da repercussão negativa entre os militares, o governo ainda não se manifestou oficialmente sobre os questionamentos levantados pela associação e por integrantes da corporação. Enquanto isso, o episódio amplia a tensão interna e abre um debate mais amplo sobre os limites entre decisões políticas e o respeito às normas que regem as instituições militares estaduais.

O caso segue repercutindo nos meios políticos e jurídicos de Mato Grosso, com potencial para desdobramentos que podem ir desde revisões administrativas até questionamentos formais na esfera judicial.

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