SUSTENTABILIDADE

Fantástico denuncia retiradas de madeiras raras sem autorização em MT

Publicados

em

 

JB News

Da Redação

Mais uma vez Mato Grosso é destaque nacional no que diz ao desmatamento ilegal. Dessa vez, o programa Fantástico, um dos mais assistidos em todo o Brasil durante o domingo, denunciou um esquema fraudulento de retirada de madeira considerada nobre de áreas verdes de terras mato-grossenses.

Segundo o Fantástico, algumas áreas de preservação têm sido usadas para cometer crimes ambientais. De acordo com a reportagem, a exploração de madeiras acontece em áreas de manejos florestal, após a apresentação de um plano detalhado, e aprovado pelo órgão regulador do estado.

Ainda de acordo com a denúncia, todas as árvores tem uma nomeação, e com isso as madeiras certificadas são produzidas. No entanto muitas árvores que nunca estiveram no projeto de manejo são declaradas, assim os reflorestadores conseguem burlar o sistema e com isso desmatar madeiras fora do enquadro e vender no mercado sem nenhum tipo de fiscalização ou impedimento.

O Ibama identificou um dos a origem de um dos créditos em que tinha a espécie de Ipê em uma carga vida do Pará, onde foi de certa forma “esquentado” de forma que o manejo de forma fraudulento era totalmente imaginário.

Leia Também:  Governo recebe representantes de agência alemã e busca manutenção de parceria para meio ambiente 

Identificou também o nome do engenheiro florestal por nome de Wanderley Batista de Brito responsável por fazer o manejo da espécie, declarando em seu relatório a espécie que não existia no planejamento. Wanderley já havia sido preso em 2022 por fraudes em créditos de manejo florestais. Ele negou as acusações e afirmou que as acusações do Ibama são falsas.

Os fiscais do Ibama levantaram as informações e no manejo declarado,  e não havia a espécie de Ipê encontrada no cadastro.

(assista a matéria AQUI).

 

COMENTE ABAIXO:

SUSTENTABILIDADE

Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

Publicados

em

Por

JB News

O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

Leia Também:  Governador reforça pedido ao Governo Federal de aeronaves e tropas para combater incêndios

Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

Leia Também:  População de Mato Grosso tem aumento de 20% em relação ao último censo e chega a 3,6 milhões de moradores

 

As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA