Economia
Expominério 2025 movimenta mais de R$ 200 milhões e se consolida entre as maiores feiras de mineração do Brasil
SETOR MINERAL
_Com crescimento expressivo de público e expositores, evento realizado em Cuiabá triplica tamanho em relação à edição anterior e já anuncia data para 2026._
A Expominério 2025 encerrou suas atividades confirmando o protagonismo de Mato Grosso no cenário mineral brasileiro. O evento, realizado no Centro de Eventos do Pantanal, superou as expectativas e registrou um volume de negócios superior a R$ 200 milhões, com cerca de 10 mil visitantes ao longo de três dias.
O balanço final aponta para um crescimento exponencial da feira. Neste ano, o evento contou com 120 expositores — número três vezes maior que na edição passada. A feira reuniu grandes marcas, tecnologias de ponta e os principais players do mercado, oferecendo uma vitrine estratégica para networking e fechamento de contratos.
Segundo a organização, o salto nos números reflete não apenas o ciclo positivo da mineração, mas também a consolidação institucional e estratégica da Expominério no calendário nacional do setor. Disney de Paula, um dos diretores da Expominério, destaca a mudança de patamar alcançada este ano. “A Expominério 2025 marcou um novo patamar para o setor mineral. Saímos de R$ 75 milhões em negócios na edição anterior para mais de R$ 200 milhões este ano, consolidando o evento como uma das maiores feiras de mineração do Brasil. Com um cenário altamente positivo para o setor mineral mato-grossense e brasileiro, nossa expectativa é manter esse ritmo e superar esses números em 2026”, avaliou Disney.
Além da feira de negócios, a Expominério se destacou pela robustez de sua programação técnica. O evento ofereceu uma grade completa com palestras, minicursos e debates técnicos, atraindo estudantes, profissionais e especialistas da área. A presença maciça de autoridades políticas e setoriais reforçou ainda mais a importância institucional do evento para o desenvolvimento econômico da região. Entre os três dias, passaram pelo evento o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que é patrono da Expominério. Além do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o senador Wellington Fagundes, e autoridades internacionais, como o Embaixador da Sérvia no Brasil Aleksandar Ristic e o Sheik Addulla Rashid Ahmed Almualla.

*Edição 2026 confirmada*
Com o sucesso deste ano, a organização já definiu o calendário para o próximo encontro do setor. A Expominério 2026 será realizada de 25 a 27 de novembro, novamente no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. A promessa é de uma estrutura ainda mais robusta, alinhada aos avanços da mineração com cadeia produtiva sustentável, da inovação tecnológica e da segurança jurídica mineral no estado.
*EXPOMINÉRIO* – A Expominério 2025 é uma realização da DPH e IEL, além de contar com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), como patrocinador oficial. O evento também tem o apoio institucional e patrocínio de grandes nomes do setor, como Fecomin, Fomentas Mining Company (Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além de GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).
Economia
Pivetta projeta Mato Grosso como protagonista em energia e proteína e destaca “investir em infraestrutura é a única saída”, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
Na primeira coletiva após assumir o comando do Governo de Mato Grosso, realizada no Palácio Paiaguás, o governador Otaviano Pivetta deixou claro que não pretende reinventar a roda — mas sim acelerar o que considera o motor mais sólido da economia estadual: a infraestrutura como base para destravar crescimento, renda e desenvolvimento social.
Com discurso direto e carregado de convicção, Pivetta foi provocado sobre qual seria sua “carta na manga” para impulsionar a economia em um cenário onde incentivos fiscais já não são mais o diferencial competitivo entre estados. A resposta veio sem rodeios: “Por mais que pareça mais do mesmo, é infraestrutura”.
A fala, longe de soar simplista, foi sustentada por uma leitura pragmática do modelo econômico mato-grossense. Segundo o governador, o estado já atingiu um patamar robusto de produção — cerca de 110 milhões de toneladas — e agora o desafio é garantir que essa riqueza permaneça, de fato, dentro da economia local. “O que nos interessa é o lucro, o que fica aqui. Os custos, como insumos, fertilizantes e diesel, vão embora. O ganho real está na diferença entre o que se gasta e o que se colhe”, pontuou.
É nesse ponto que entra a estratégia central defendida por Pivetta: agregar valor à produção, sobretudo por meio da industrialização e da chamada verticalização do agronegócio. O governador destacou uma mudança estrutural em curso no estado, com o milho assumindo protagonismo econômico pela primeira vez, superando a soja em impacto financeiro. “A soma do milho com os efeitos da agroindústria, especialmente o etanol, deve superar a soja. Isso é um fenômeno novo”, afirmou.
A transformação, segundo ele, é resultado direto da instalação de indústrias de etanol de milho, que alteraram completamente a lógica produtiva do estado. Há menos de uma década, o grão dependia de subsídios federais para escoamento, sendo considerado economicamente inviável em larga escala. Hoje, impulsionado pela demanda energética e pela cadeia industrial, tornou-se um dos pilares da economia local.
Pivetta também projetou um cenário de alta competitividade para os biocombustíveis produzidos em Mato Grosso, como o etanol e o biodiesel, diante de um contexto global cada vez mais pressionado por questões energéticas e ambientais. Para ele, o estado reúne condições únicas para liderar esse movimento, combinando escala produtiva, tecnologia e potencial logístico — ainda que este último dependa de avanços estruturais.
Outro ponto enfatizado pelo governador foi o aproveitamento integral da cadeia produtiva. Subprodutos como o bagaço da soja e do milho, segundo ele, representam uma oportunidade estratégica na produção de proteína, considerada por Pivetta como “o combustível da humanidade”. A lógica, mais uma vez, reforça a ideia de reter valor dentro do estado, ampliando empregos e renda.
Apesar do tom otimista, o governador não ignorou os gargalos. Ao contrário, reforçou que o avanço da infraestrutura — estradas, logística, energia e irrigação — é condição indispensável para sustentar o crescimento e permitir que Mato Grosso avance de um grande produtor para um grande processador de riqueza.
A coletiva marcou não apenas a estreia administrativa de Pivetta no comando do estado, após o ciclo de mais de sete anos da gestão de Mauro Mendes, mas também sinalizou o rumo de um projeto político e econômico que ele pretende aprofundar. Pré-candidato ao governo em 2026, o atual chefe do Executivo aposta em um modelo que combina continuidade com aprofundamento estrutural — menos discurso de ruptura e mais foco em eficiência produtiva.
No centro dessa estratégia está uma tese clara: Mato Grosso já produz como potência, mas ainda precisa se consolidar como um território que transforma, industrializa e retém riqueza. E, para Pivetta, essa virada passa menos por promessas inéditas e mais por execução — com estrada, energia e logística pavimentando o caminho do desenvolvimento.
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