POLITICA
Encontro de Prefeitos em MT vai debater pauta municipalista estadual e nacional
As bandeiras municipalistas, os projetos de interesses dos municípios que tramitam no Congresso Nacional e os desafios do Marco Regulatório do Saneamento, são alguns dos temas que serão debatidos no Encontro de Prefeitos Mato-grossenses, que será realizado pela Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, nos próximos dias 25 e 26 de novembro. O evento que contará com a participação de gestores de diferentes regiões do estado, será presencial no auditório da instituição.
O objetivo é discutir soluções para as administrações municipais com o compromisso para uma gestão eficaz. São esperados também os parlamentares da Bancada Federal de Mato Grosso, representantes do Governo do Estado, Tribunal de Contas, Funasa, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Receita Federal e da Confederação Nacional dos Municípios-CNM.
O presidente da AMM, Neurilan Fraga, ressalta que o ciclo de palestras contempla assuntos de grande relevância para os municípios e destaca a importância da participação dos prefeitos e prefeitas. Ele frisa a crise financeira vivenciada pelos gestores municipais, o impacto com a redução de impostos e as transferências da União e do Estado para a saúde, educação, transporte e infraestrutura.“Estes assuntos serão amplamente discutidos neste evento”, disse ele, lembrando que o apoio dos parlamentares na defesa da pauta municipalista é essencial para que as prefeituras consigam receber os recursos necessários para atender as demandas da população.
Na pauta estadual serão discutidos os valores repassados para o transporte escolar, a reposição da frota e o redimensionamento das séries iniciais para os municípios, além do impacto da redução do ICMS, a transferência e uso do Fundo Estadual de Transporte e Habitação- Fethab/diesel. O Tribunal de Contas apresentará as ações que fortalecem a gestão municipal, já as instituições financeiras Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal vão apresentar a transferência de programas do Governo Federal, além do financiamento de obras públicas para os municípios.
Confira a programação:
25/11 (quinta-feira)
Palestra Magna de Abertura do Encontro Municipalista
26/11 (sexta-feira)
08h30 – Cerimônia de Abertura Oficial do Encontro de Prefeitos Mato-grossenses ‘Compromisso para uma Gestão Eficaz’.
09h10- Bandeiras Municipalistas no Congresso Nacional defendidas pela Confederação Nacional dos Municípios-CNM
Palestrante: Paulo Ziulkoski – através de vídeo-transmissão
Mediador: Neurilan Fraga
09h40- Transferências e Financiamento de Obras Públicas para os municípios e processo de desenvolvimento
econômico de Mato Grosso.
Palestrante: Vice-Presidente Nacional para o Agronegócio, Renato Luiz Bellinetti Naegele
Superintendente de Governo, Sandro Jacobsen Grando.
Mediador: Oberti Finger – Superintendente do Banco do Brasil.
10h40 – Projetos e Financiamento do Programa Casa Verde e Amarela do Governo Federal
Palestrante: Secretário Nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional – Alfredo Eduardo dos Santos.
Mediador: Superintendência da Caixa Econômica.
14h00 – Desafios do Marco Legal do Saneamento- Resíduos Sólidos, Água e Esgoto.
Palestrante: Presidente da Fundação Nacional de Saúde, Miguel da Silva Marques.
Mediador: Superintendente da Funasa, Francisco Holanildo
14h40 – Tribunal de Contas Municipalista – Ações do TCE que fortalecem a Gestão Municipal de Mato Grosso.
Palestrante: Conselheiro Antonio Joaquim.
15h50 – Emendas Parlamentares em Mato Grosso – recursos que ajudam a promover o desenvolvimento.
Palestrante: Presidente da Assembleia Legislativa do estado de Mato Grosso, Deputado Estadual Max Russi
16h30 – Pauta Municipalista Estadual
Discussão do Valor para o Transporte Escolar;
Reposição da Frota;
Decreto Redirecionamento das séries iniciais os Municípios;
Impacto da Redução do ICMS
Composição, transferência e Uso do Fethab/diesel
Expositor: Neurilan Fraga – Presidente da AMM.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
Veja:
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