SUSTENTABILIDADE
Em mensagem a investidores e ambientalistas, governador afirma: MT é o lugar do planeta que mais produz alimento e respeita o Meio Ambiente
A afirmação foi dada, nesta quinta-feira (28), durante conferência na Câmara de Comércio da Dinamarca
Laice Souza | Secom-MT
Em mensagem a investidores e ambientalistas, o governador Mauro Mendes afirmou que “Mato Grosso é um Estado com grande ativos ambientais e que tem uma agricultura que poucos lugares do planeta têm. Não tenho dúvida nenhuma em afirmar que somos a região do planeta que mais produz alimento e respeita o meio ambiente”, comprovando que é possível manter a floresta e as matas em pé e dobrar a sua produção de alimentos.
A afirmação foi dada, nesta quinta-feira (28), durante conferência na Câmara de Comércio da Dinamarca, sobre a “Contribuição brasileira para o desafio do abastecimento alimentar sustentável”.
De acordo com o governador, que estava acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes, as ações desenvolvidas no Estado e os investimentos do governo, em mais de R$ 73 milhões somente em 2021, estão garantindo a redução no desmatamento ilegal, que no último ano caiu 20%, e os focos de calor, que diminuíram 54%.

Para os investidores, o governador ponderou que o Estado tem tolerância zero contra o desmatamento ilegal. “Mato Grosso investiu em tecnologia com a contratação de um sistema de monitoramento em tempo real, 24 horas por dia, que detecta qualquer crime ambiental e emite alertas. Nosso foco é tolerância zero contra os crimes ambientais”, destacou.
Ainda na conferência, outro ponto ressaltado por Mauro Mendes foi o fato de que o Estado tem a possibilidade de dobrar a produção de alimentos, sem derrubar uma única árvore, só convertendo pastagem em área para a agricultura.
“Temos potencial, temos maturidade e estamos preparados para continuar no caminho da conservação e produção sustentável”, ressaltou.
O governador cumpre agenda durante toda a semana na Dinamarca e depois segue para a Escócia.

SUSTENTABILIDADE
Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas
O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.
Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)
Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.
Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.
O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.
A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.
O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.
As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
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