Economia
Cooperativismo em Ação: Sicredi Apresenta resultados transformadores de 2024 em MT
JB NEWS
Por NayaraCristina
Na manhã da última quarta-feira 28 de maio, o tradicional evento “Café com Pauta” reuniu jornalistas na Arena Pantanal para conhecer de perto os impactos gerados pelas ações do Sicredi em Mato Grosso.
A instituição, que atua no estado desde 1989, destacou os resultados de seus programas sociais, ambientais e econômicos, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e cooperativo da região.
João Spenthof, presidente da Central Sicredi Centro Norte, apresentou dados que ilustram a extensão da atuação da cooperativa, revelando que cerca de 750 mil pessoas foram beneficiadas por iniciativas como “Crescer”, “A União Faz a Vida”, “Cooperação na Ponta do Lápis” e “Sicredi na Comunidade” apenas em 2024.
“Nossos programas promovem educação, cidadania e sustentabilidade com impacto real na vida das comunidades”, afirmou Spenthof.
Com presença em 129 municípios e mais de 981 mil associados, o Sicredi movimentou R$ 63,6 bilhões em ativos no último ano.
Somente na carteira de crédito, foram R$ 37 bilhões, com 81,3% das operações voltadas a pequenos e médios produtores rurais marca registrada de seu apoio ao agronegócio mato-grossense.
O evento também foi palco para a apresentação do Benefício Econômico do Sicredi (BES), indicador que aponta os ganhos dos associados.
Em 2024, esse valor atingiu R$ 25 bilhões, com economia média de R$ 2.931,17 por associado em operações financeiras e distribuição de resultados.
No campo ambiental, a instituição destacou seu Programa de Ecoeficiência, responsável por compensar 31.784 toneladas de CO₂ em 2023, por meio do apoio a projetos de crédito de carbono nas cinco regiões do país. Para Spenthof, essas iniciativas reforçam o DNA sustentável da cooperativa. “Desde o início, atuamos com responsabilidade social, econômica e ambiental”, destacou.
O encontro coincidiu ainda com o reconhecimento da ONU, que declarou 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas, sob o lema “Cooperativas constroem um mundo melhor”. A declaração reforça a importância crescente do modelo cooperativista como caminho para um futuro mais inclusivo e resiliente.
A jornada do Sicredi em Mato Grosso é, portanto, um exemplo concreto de como o cooperativismo pode transformar realidades, promover desenvolvimento e gerar prosperidade com responsabilidade.
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
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