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Confira o panorama escolar brasileiro no Dia da Escola

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O Brasil celebra o Dia da Escola no sábado, 15 de março. Em alusão à data, o Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), fez um panorama sobre as escolas brasileiras, com base nos dados do Censo Escolar de 2023, edição mais recente. A pesquisa estatística revela que o país conta com aproximadamente 178,5 mil escolas, considerando todas as etapas de ensino da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio), contemplando em torno de 47,3 milhões de estudantes.  

De acordo com o levantamento, 113.763 escolas ofertam matrículas da educação infantil (76.648 de creche e 99.796 de pré‐escola), enquanto o ensino fundamental está presente em 121.350 estabelecimentos de ensino, sendo 103.785 de anos iniciais e 61.806 de anos finais. Já o ensino médio é ofertado em 29.754 unidades. A rede municipal é responsável por cerca de dois terços desse total de escolas (59,8%), seguida da rede privada (23,3%). A Região Sudeste se destaca com a maior concentração de estabelecimentos escolares, com mais de 60 mil escolas, seguida da Região Nordeste, que concentra mais de 59 mil unidades de ensino.  

Estrutura escolar Para atender crianças, jovens e adultos no ambiente escolar, é necessário criar um ambiente propício e bem estruturado, voltado ao bem-estar dos alunos. De acordo com o último Censo Escolar divulgado, a infraestrutura nos estabelecimentos das unidades escolares no Brasil vem avançando gradualmente.

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Foto: Isabelle Araújo/MEC

Um dos casos que evidenciam essa evolução é o número de ambientes como salas de leitura, que cresceu em mais de mil unidades, passando de 47.712 em 2021 para 48.729 em 2023. No que tange ao âmbito esportivo, as escolas também mostraram avanços em suas estruturas. A quantidade de quadras de esporte aumentou de 66.534 para mais de 68 mil unidades entre os anos comparados. Os alunos receberam, ainda, novos espaços para realizar suas refeições. O número de refeitórios escolares (locais utilizados exclusivamente para servir as refeições aos alunos, com mesas e assentos próprios) teve um salto de 86.807 para mais de 92 mil em 2023 

A conectividade nas escolas também registrou grande ascensão. Em 2021, o acesso à internet estava disponível em aproximadamente 147 mil unidades escolares, enquanto, em 2023, atingiu 162 mil. O mesmo aconteceu com o acesso à banda larga, passando de cerca de 123 mil para mais de 140 mil conexões.

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Diversidade, inclusão e transformação social

Educação especial – O Censo Escolar revelou que o número de matrículas da educação especial chegou a 1,8 milhão em 2023, o que representa um aumento de 41,6% em relação a 2019. O maior número está no ensino fundamental, que concentra 62,9% dessas matrículas. Quando avaliado o crescimento no número de matrículas entre 2019 e 2023, verificou-se que, na educação infantil, houve acréscimo de 193% nas matrículas de creche e de 151% nas de pré‐escola.

Cor/raça Entre as ações voltadas à compreensão, à ampliação da visibilidade e à valorização da diversidade étnico-racial da nossa população, teve destaque o trabalho realizado pelo Inep para sensibilizar pais, estudantes e profissionais escolares sobre a importância da declaração de cor/raça dos alunos matriculados nas escolas brasileiras ao Censo Escolar. A coleta tem por proposta formular um panorama ampliado sobre a realidade sociocultural da educação brasileira e, a partir disso, possibilitar políticas públicas mais efetivas e inclusivas, de modo a contribuir com a construção de um país mais justo e igualitário.

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Desenvolvendo formação crítica e responsável 

O ambiente escolar é fundamental para o desenvolvimento humano, uma vez que, além de promover aprendizagem, colabora com a formação de valores como o respeito às diferenças, por meio de competências intelectuais, afetivas, éticas e sociais.

Pensando em criar um ambiente mais saudável, voltado à socialização e ao acolhimento dos alunos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro da Educação, Camilo Santana, sancionou, em 13 de janeiro de 2025, a Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas do país. A legislação surgiu em resposta ao crescente debate sobre o uso desses aparelhos no ambiente escolar, motivo de grande preocupação entre especialistas e a população em geral, devido aos impactos negativos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens. A proposta é que a mudança promova uma educação digital crítica, que incentive o uso equilibrado, seguro e responsável das tecnologias.

À frente de cinco turmas da educação básica na rede pública de ensino do Distrito Federal (DF), a professora Letícia Lima, que leciona para alunos da faixa etária de 14 anos em cinco turmas de 9° ano, relata como a aplicação da lei que restringe o uso de celulares nas escolas desencadeou uma discussão na comunidade escolar, por parte dos pais, estudantes, professores e a coordenação: “Os estudantes tiveram espaço para falar como se sentiram neste início de vigor da lei, como eles têm se adaptado... E o incrível é que eles próprios enxergaram positivamente as consequências na sua rotina, visto que, segundo eles, a abstinência tem diminuído e já não se sentem tão tentados a pegar o celular toda hora”, comemora a educadora.

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Fotos: Ângelo Miguel/MEC
Fotos: Ângelo Miguel/MEC
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Foto: Ângelo Miguel/MEC

Sem celular, estudantes da Escola Municipal Gonçalves Dias, no Rio de Janeiro, brincam juntos no recreio. Fotos: Ângelo Miguel/MEC 

Em outra parte do país, a professora da rede municipal de ensino da cidade Salvador (BA) e mestre em Educação e Contemporaneidade, Cristiane Silva, entende que esse é um tema de debate de suma importância para conscientizar a todos sobre a finalidade dos dispositivos digitais e o lugar da mediação, no sentido de favorecer aprendizagens significativas no percurso educacional. “À escola fica a responsabilidade de conscientizar, dialogar, estabelecer limites e explicitar a função da mediação tecnológica nas aulas: contribuir para a consolidação das aprendizagens, de forma lúdica, conectada, dinâmica e interdisciplinar, bem como o senso crítico e as múltiplas inteligências dos(as) estudantes”, conclui.

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Censo Escolar – Principal pesquisa estatística da educação básica, o censo é coordenado pelo Inep e realizado, em regime de colaboração, entre as secretarias estaduais e municipais de Educação, com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. O levantamento abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional. O Censo Escolar é uma pesquisa que coleta dados indiretos, com base nos documentos administrativos de escolas e redes de ensino, por meio de um questionário eletrônico (Sistema Educacenso). 

Para saber mais sobre a realidade das escolas, basta acessar os dados do Censo Escolar, por meio do Painel de Estatísticas da Educação Básica, que permite o acesso a dados de todas as etapas de ensino, com ampla abrangência de informações e a possibilidade de filtrar os dados, que vão dos níveis municipais ao nacional. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

MEC lança programa de grêmios estudantis em Congresso da Ubes

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quinta-feira, 16 de abril, o Programa Nacional de Grêmios Estudantis – Participa Jovem Educação, durante o 46º Congresso Nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Conubes), realizado de 16 a 19 de abril, em São Bernardo do Campo (SP). O evento contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e da Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo. 

Com investimento previsto de R$ 45 milhões entre 2026 e 2028, o programa organiza e fortalece as políticas públicas de participação juvenil no ambiente escolar e incentiva a implementação da Lei nº 7.398/1985, conhecida como Lei do Grêmio Livre, que assegura aos estudantes o direito de organizar entidades representativas nas escolas. 

“O grêmio estudantil é a porta de entrada para a consciência política da juventude brasileira. Essa conquista deve ser celebrada. Agora esperamos que vocês ocupem as escolas e ocupem os grêmios estudantis”. Leonardo Barchini, ministro da Educação. 

Durante a cerimônia de abertura do evento, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou a importância dos grêmios estudantis como espaços de formação cidadã e participação política com protagonismo juvenil. “O grêmio estudantil é a porta de entrada para a consciência política da juventude brasileira. Essa conquista deve ser celebrada. Agora esperamos que vocês ocupem as escolas e ocupem os grêmios estudantis. Defendam um projeto de educação pública, gratuita e de qualidade”, incentivou. 

A iniciativa pretende apoiar, incentivar e fortalecer a participação estudantil nas escolas públicas de educação básica, estimulando a criação, a consolidação e a atuação dos grêmios estudantis, a fim de ampliar o protagonismo juvenil e promover uma cultura democrática nas escolas, incentivando o engajamento dos estudantes nos processos de diálogo, gestão e melhoria do ambiente escolar. 

O programa foi estruturado para ampliar a presença e o fortalecimento dos grêmios estudantis nas redes de ensino. Atualmente, os dados educacionais mostram que a presença dessas organizações ainda é desigual no país. Levantamentos recentes indicam diferenças significativas entre estados e regiões quanto ao número de escolas com grêmios ativos, evidenciando a necessidade de políticas nacionais que incentivem a participação estudantil e fortaleçam a gestão democrática nas escolas.  

O Programa Nacional de Grêmios Estudantis – Participa Jovem Educação busca estruturar os grêmios como espaços legítimos de representação estudantil e de formação cidadã, estimulando o envolvimento dos estudantes nas decisões escolares e contribuindo para o desenvolvimento de jovens mais críticos, conscientes e participativos. 

O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Hugo Silva, destacou o papel histórico dos grêmios estudantis na permanência dos estudantes na escola e afirmou que o novo programa deve fortalecer ainda mais essa atuação nas redes de ensino. “O grêmio ajuda muito nesse processo de manter as pessoas na escola. Na pandemia, por exemplo, era o grêmio estudantil que fazia busca ativa com a direção da escola para que os estudantes retornassem e permanecessem no ensino. Com esse apoio, vai ser possível combater a evasão, e, para além disso, vai transformar as escolas em um espaço mais legal para a comunidade escolar”. 

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Estrutura – O Programa Nacional de Grêmios Estudantis – Participa Jovem Educação será implementado em três eixos principais: coordenação federativa; formação; e difusão, reconhecimento e valorização de saberes. 

No eixo de coordenação federativa, está prevista a criação de uma rede com 106 agentes de governança educacional, indicados por entidades representativas e instituições educacionais, para apoiar a implementação das ações nos territórios e ampliar a capilaridade do programa. Também estão previstos diagnósticos qualitativos sobre o funcionamento dos grêmios e a criação de um índice de maturidade para orientar políticas de fomento à participação juvenil.  

O eixo de formação contempla atividades destinadas a secretarias estaduais e municipais de educação, gestores escolares, professores e representantes estudantis. A proposta inclui orientações sobre a criação e o fortalecimento dos grêmios, além da elaboração de planos de ação e materiais de apoio para estudantes. 

Já o eixo de difusão e valorização prevê a criação da Plataforma Participa Jovem, que reunirá o Cadastro Nacional de Grêmios Estudantis e compartilhará estudos, diagnósticos e experiências exitosas. Também estão previstos editais de apoio a projetos inovadores e a realização do Dia D da Participação Juvenil, com mobilizações e formações voltadas à organização dos grêmios nas escolas. 

Estande – O MEC contará com um estande no evento, no qual os estudantes poderão conhecer as principais políticas da pasta voltadas à juventude, para além do Programa Nacional de Grêmios Estudantis. O espaço também oferecerá atividades interativas e a distribuição de brindes, como marcadores de livros, camisetas, bonés, mochilas e coletes. 

Entre as iniciativas apresentadas estarão o Pé-de-Meia, a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tencológica (Partiu IF) e o MEC Livros

A poupança do ensino médio é um incentivo financeiro para estudantes da rede pública que frequentam as aulas e concluem o ensino médio. Desde 2024, o programa já beneficiou 5,6 milhões de estudantes, com R$ 18,6 bilhões em investimentos. A iniciativa também prevê incentivos adicionais, como R$ 1.000 ao final de cada ano escolar concluído e uma parcela extra pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), contribuindo para reduzir o abandono escolar e estimular a progressão nos estudos. 

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A CPOP fortalece iniciativas comunitárias que preparam estudantes para o Enem e para o acesso à educação superior. Em 2025, o programa beneficiou 12,5 mil estudantes, apoiando 384 cursinhos populares com R$ 74 milhões em investimento. Para 2026, a previsão é ampliar o alcance para 30 mil estudantes, com 1,2 mil cursinhos apoiados e R$ 290 milhões em investimento. Os estudantes também recebem suporte financeiro no valor de R$ 200 mensais.  

O Partiu IF amplia oportunidades de acesso à educação profissional e tecnológica para estudantes do ensino fundamental da rede pública, especialmente jovens negros, indígenas, quilombolas e de baixa renda. A iniciativa oferece aulas e atividades de recuperação das aprendizagens para apoiar o ingresso na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A expectativa é beneficiar 78 mil estudantes até 2027, com R$ 463 milhões em investimentos. Os estudantes também recebem incentivo financeiro de R$ 200 mensais. 

Para ampliar o acesso à leitura, com atenção a locais com pouco acesso a bibliotecas e acervos, o MEC Livros tem uma biblioteca digital gratuita que reúne quase 8 mil títulos, entre obras em domínio público e contemporâneas. A plataforma já alcançou quase meio milhão de usuários em apenas duas semanas, reforçando a estratégia de democratizar o acesso à leitura e estimular o hábito de ler entre jovens e estudantes de todo o país. 

Conubes – O 46º Congresso Nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas é promovido pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). O evento é o maior espaço de deliberação e organização do movimento estudantil secundarista brasileiro. Durante o encontro, estudantes de todo o país debatem os desafios da educação pública, formulam propostas e elegem a nova diretoria da entidade para os próximos dois anos. 

O congresso também funciona como espaço de mobilização nacional e de troca de experiências entre grêmios estudantis, entidades representativas e estudantes de diferentes regiões do Brasil. 

Resumo | Participa Jovem 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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