Saúde

Ciclo de qualificações sobre o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) começa pelo Rio de Janeiro

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O Ministério da Saúde abriu um novo ciclo nacional de treinamentos para qualificar gestores e técnicos estaduais e municipais de saúde para o melhor uso e preenchimento do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops). O principal objetivo é aprimorar a qualidade dos dados sobre receitas e despesas dos entes federados, com foco na transparência e em uma melhor gestão orçamentária.

A nova rodada de treinamentos itinerantes teve início no Rio de Janeiro, que recebeu a qualificação pela primeira vez. A atividade foi realizada na Superintendência Estadual do Ministério da Saúde carioca (SEMS/RJ), no início de abril, e foi proposta pela própria superintendência, em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/RJ).

Ao todo, houve a participação de aproximadamente 200 profissionais da saúde, de vários segmentos do setor, tais como gestores, contadores, técnicos responsáveis pelo preenchimento do sistema e representantes das áreas de planejamento municipal.

“Ao capacitar os gestores de saúde e responsáveis pelo preenchimento dos dados, o Ministério da Saúde pretende garantir que o Siops seja utilizado de forma eficaz como ferramenta de gestão, permitindo o monitoramento adequado da aplicação dos recursos mínimos em ações e serviços públicos de saúde, conforme determina a legislação vigente”, destacou a representante do Departamento de Economia e Desenvolvimento em Saúde (Desid), Carla Cavalcanti.

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Essas qualificações contribuem na precisão e na transparência das informações orçamentárias em saúde, fundamentais para o planejamento, para a gestão eficiente e para o controle social dos recursos públicos destinados ao setor. Além disso, os cursos sobre o Siops atualizam os profissionais sobre as funcionalidades do sistema, sua normatização e operacionalização, com foco na qualidade da informação.

Na ocasião também foi  destacada a importância da implementação de Núcleos de Economia da Saúde (NES) nas secretarias de saúde do país e da necessidade de mobilização dos estados e dos municípios neste tema. Isso porque esses núcleos são estruturas organizacionais desenhadas para subsidiar gestores de saúde para o melhor uso dos recursos disponíveis, a partir da aplicação do conhecimento e de ferramentas da economia da saúde.

Protagonismo das superintendências

É a primeira vez que o estado do Rio de Janeiro recebe uma formação do Siops, em formato que reforça o novo papel das superintendências estaduais do Brasil, que passam a participar, também, da promoção e da condução de muitos desses eventos nos territórios.

“Fiz questão de estar presente para reforçar nosso compromisso com o suporte aos municípios”, disse a superintendente da SEMS/RJ, Cida Diogo, que tem apostado na qualificação dos profissionais de saúde do estado e na eficiência da gestão dos recursos do setor.

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O ciclo de qualificações de 2025 conta com palestras e apoio de profissionais especializados do Desid, alocado na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics).

Confira abaixo o cronograma com as próximas capacitações sobre o Siops para 2025: 

Estado
Cidade
Data
Rio Grande do Norte
Natal
29 e 30/04
Goiás
Goiânia
15 e 16/05
Rio Grande do Sul
Porto Alegre
28 e 29/05
Pará
Belém
10 e 11/06
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
26 e 27/06
Ceará
Fortaleza
10 e 11/07
Rondônia
Porto Velho
24 e 25/07
Paraíba
João Pessoa
07 e 08/08
Distrito Federal
Brasília
14 e 15/08
Maranhão
São Luís
21 e 22/08
São Paulo
São Paulo (capital)
04 e 05/09
Pernambuco
Recife
16, 17 e 18/09
São Paulo
A definir (interior)
02 e 03/10
Bahia
Salvador
09 e 10/10
Minas Gerais
Governador Valadares
05 e 06/11
Paraná
Curitiba
26 e 27/11

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratamento da diabetes e alterações oculares

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O Ministério da Saúde ampliou, nesta quarta-feira (15), o uso da membrana amniótica nos cuidados ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Após a indicação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação das Portarias Nº 20 e Nº 22, ambas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados com o uso do tecido por ano.

A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, com ação anti-inflamatória e cicatrizante, que reduz as complicações no tratamento de diversas doenças. No pé diabético, por exemplo, a tecnologia possibilita uma cicatrização até duas vezes mais rápida das feridas, quando comparada aos curativos padrão. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a incorporação de tratamentos inovadores no SUS coloca o Brasil em posição de destaque no uso de tecnologias regenerativas mundialmente, além de ampliar o cuidado com os pacientes na rede pública de saúde.

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“Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções. Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, destacou a secretária.

Já no tratamento de alterações oculares, como nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

Vicente Ramos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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