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Assassinato de advogado em Cuiabá pode expor envolvimento de desembargadores de Goiás em esquema de corrupção

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Da Redação

Uma investigação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revela novos indícios de corrupção na venda de sentenças judiciais que podem envolver desembargadores de Goiás.

A investigação, que avançou recentemente, teve um ponto crucial com a análise do celular do advogado Roberto Zampieri, encontrado morto, onde surgiram evidências de um esquema de comercialização de decisões judiciais no Mato Grosso do Sul e em Goiás.

A Polícia Federal (PF), que conduz a operação intitulada Ultima Ratio, identificou provas que associam o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves a um complexo esquema de manipulação de veredictos.

No dia 24 de outubro, a PF afastou cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul por suspeita de venda de decisões.

O lobista Andreson Gonçalves é apontado como elo central na rede de contatos, utilizando influência sobre servidores e desembargadores para assegurar veredictos favoráveis, prática que se estendia até o gabinete de quatro ministros do STJ.

O esquema operava com o auxílio do advogado Zampieri, que atuava como intermediário junto a servidores do STJ para redigir minutas de votos que favoreciam os interesses dos clientes de Andreson.

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Conversas encontradas no celular de Zampieri indicam que o lobista detinha contatos no Judiciário goiano e que conseguia moldar decisões conforme os interesses financeiros envolvidos.

Um dos casos investigados envolve o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, com quem Andreson teria trocado mensagens em maio de 2023 sobre um processo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, cujo valor em disputa superava os 64 milhões de reais.

A PF também identificou transferências bancárias suspeitas entre empresas de Andreson e Felix Jayme Nunes da Cunha, outro suspeito no esquema, num montante superior a 1 milhão de reais, posteriormente sacado em dinheiro.

A operação revelou movimentações financeiras de alta magnitude e estreitas relações entre os envolvidos, levantando suspeitas concretas de propina em troca de veredictos.

Com isso, o STJ continua a investigar a possível extensão do esquema a outros estados, o que pode vir a comprometer a integridade de diferentes tribunais.

Caso segue em investigação.

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Polícia Federal

Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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