POLITICA
Anel viário de Barra do Garças deve ficar pronto no começo do ano
Garantia foi dada ao senador Wellington Fagundes pelo ministro da Infraestrutura
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, confirmou hoje (16.09), que as obras do anel viário de Barra do Garças devem ser entregues ainda no primeiro trimestre de 2022. Ele visitou a região nesta quinta-feira acompanhado do senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura.
A obra vai reorganizar o trânsito na cidade já que o tráfego de caminhões pesados deve ser desviado do centro, onde foram registrados muitos acidentes. Hoje, esses caminhões e outros veículos disputam o mesmo espaço. “Essa é uma obra sonhada pela população há muito tempo”, lembra o senador.
Ao visitar as obras, o senador lembrou que, nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro liberou R$ 4,9 milhões para a conclusão das obras. “Serão suficientes”, garante o parlamentar.
A travessia urbana das BRs 070 e 158 em Barra do Garças é considerada área crítica.
O projeto inclui a construção de drenagem pluvial, terraplenagem, pavimentação e construção de duas pontes sobre os rios Araguaia e Garças.
O ministro, Tarcísio Gomes de Freitas, garantiu que as obras serão totalmente entregues, tanto do lado de Mato Grosso, quanto de Goiás.
Ele aproveitou a visita para anunciar, para esta sexta-feira, outra obra importante para a região – a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que vai ligar Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT).
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POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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