CUIABÁ
Abílio anuncia isenção do IPTU para ruas sem asfalto e R$ 120 milhões para pavimentação em Cuiabá, VEJA
JB News
pir Nayara Cristina
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que propõe a isenção do IPTU para moradores de ruas que ainda não possuem asfalto, abrangendo o período de 2023 a 2026. A iniciativa, segundo o prefeito, busca inverter a lógica histórica de cobrança do imposto na capital, condicionando o pagamento do tributo à efetiva entrega de infraestrutura urbana, especialmente a pavimentação asfáltica.
De acordo com Abílio Brunini, a proposta estabelece que somente imóveis localizados em vias asfaltadas passarão a ser tributados. Para os moradores de ruas de terra, o IPTU ficará isento, ao menos até que o serviço de asfalto seja realizado. O prefeito destacou que a medida responde a uma queixa antiga da população, que há décadas paga imposto mesmo sem receber o básico em infraestrutura. “Você que não tem asfalto não vai pagar IPTU. Quem mora em rua de terra não vai pagar IPTU em Cuiabá”, afirmou.
O prefeito ressaltou que há bairros com mais de 30 anos de existência onde os moradores pagam IPTU sem nunca terem sido contemplados com pavimentação. Para ele, essa realidade precisa ser corrigida. “Primeiro a gente leva o asfalto, depois cobra o IPTU. Essa é a inversão de prioridade que estamos propondo”, disse, acrescentando que o projeto foi construído em diálogo com a Procuradoria do Município e lideranças do Legislativo.
Além da isenção, Abílio Brunini anunciou um investimento de R$ 120 milhões destinados exclusivamente à pavimentação de ruas e avenidas nos bairros da capital. Segundo ele, os recursos já estão garantidos e os projetos de engenharia estão em fase de elaboração para atender a maior parte dos bairros que ainda sofrem com a falta de infraestrutura. A expectativa do prefeito é que, em um curto espaço de tempo, Cuiabá consiga alcançar praticamente 100% de cobertura asfáltica.
O chefe do Executivo municipal afirmou ainda que solicitou aos vereadores que o projeto seja apreciado com prioridade logo no início do ano legislativo, cuja abertura está prevista para a próxima semana. A intenção é que a proposta seja analisada rapidamente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e levada ao plenário para votação nas primeiras sessões. Abílio citou diretamente a presidente da Câmara, Paula Calil, a presidente da CCJ, Samanta Iris, o líder do governo, Dilemaro, e demais parlamentares, pedindo apoio para a aprovação da matéria.
Segundo o prefeito, a meta é colocar a isenção em prática já no IPTU de 2026, garantindo alívio imediato para quem mora em ruas sem asfalto, ao mesmo tempo em que a Prefeitura acelera as obras de pavimentação. Abílio também fez questão de frisar que a isenção não será permanente. “Não se anima, porque eu quero levar asfalto pra sua rua. Ano que vem eu quero te cobrar o IPTU”, afirmou, reforçando que a política pública une justiça tributária com investimento em infraestrutura.
Para a gestão municipal, a proposta representa uma tentativa concreta de enfrentar um dos principais gargalos históricos de Cuiabá, que é a precariedade da infraestrutura urbana em diversos bairros. A expectativa é que, com a combinação da isenção do IPTU e do aporte de R$ 120 milhões em obras, a capital avance de forma significativa na pavimentação e na melhoria da qualidade de vida da população.
Veja:
CUIABÁ
“Se depender de mim, o MDB não assume nunca mais à Prefeitura”, diz Abilio após filiação de Vânia a sigla, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
INIMIGO PÚBLICO
A filiação da vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, ao MDB, oficializada nesta segunda-feira (2), ganhou contornos muito mais amplos do que uma simples mudança partidária. O gesto provocou reação imediata do prefeito Abilio Brunini (PL), que endureceu o discurso contra a sigla e deixou claro que não aceita a possibilidade de o MDB comandar a Prefeitura de Cuiabá, ainda que de forma temporária, em caso de eventual afastamento do cargo.
Ao ser questionado pela imprensa, Abilio evitou comentar diretamente a decisão da vice, mas fez questão de marcar posição política. “Eu não vou comentar sobre isso. Cada um responde pelos seus atos. Mas, no que depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura de Cuiabá”, afirmou. A fala não foi isolada nem casual. O prefeito já havia sinalizado, em outras ocasiões, a possibilidade de se afastar do cargo em determinados momentos para tratar de agendas políticas, entre elas o acompanhamento do processo eleitoral e a eventual candidatura de sua esposa. Com a nova filiação da vice-prefeita, esse cenário passou a ser visto sob outra ótica, elevando o grau de tensão dentro do Palácio Alencastro.
A entrada de Vânia no MDB foi articulada pela deputada estadual Janaína Riva, principal liderança da sigla no Estado e nome que trabalha a construção de uma candidatura ao Senado em 2026. O ato de filiação teve peso simbólico e estratégico: ao atrair a vice-prefeita da Capital, Janaína fortalece o MDB em Cuiabá, amplia a visibilidade do partido e reforça o discurso de reorganização e retomada de protagonismo político. Nos bastidores, a leitura é de que o movimento também ajuda a montar palanque e a dar densidade política ao projeto majoritário da legenda.
O ponto sensível, porém, está no aspecto institucional. Como vice-prefeita, Vânia é a primeira na linha de substituição do Executivo municipal. Em um eventual afastamento do prefeito — ainda que temporário e legal — caberia a ela assumir o comando da Prefeitura. Esse cenário, possível e previsto em lei, é exatamente o que incomoda Abilio. Para ele, permitir que o MDB volte a sentar na cadeira principal do Palácio Alencastro, mesmo que por curto período, representaria abrir uma brecha política para um grupo que sua gestão se comprometeu a manter distante do poder.
Quando fala do MDB, o prefeito deixa claro que sua crítica vai além da legenda em si. Em declarações públicas e conversas reservadas, Abilio associa o partido, em Cuiabá, ao grupo político do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, cuja gestão antecedeu a sua e que, segundo ele, simboliza um modelo administrativo rejeitado pela população. A presença, nos quadros do MDB, do deputado federal Emanuelzinho reforça essa leitura no campo político aliado ao prefeito. Para esse grupo, a filiação de Vânia não é neutra: ela carrega um peso histórico e simbólico que reacende disputas recentes.
A reação de Abilio foi interpretada nos bastidores como um movimento preventivo e calculado. Ao verbalizar publicamente sua oposição a qualquer comando do MDB na Prefeitura, o prefeito busca reduzir o espaço para especulações e sinalizar que pode, inclusive, rever estratégias de afastamento do cargo para evitar esse cenário. A declaração funciona, assim, como um recado direto tanto à vice-prefeita quanto à cúpula emedebista de que não haverá acomodação política.
Para o MDB, a filiação de Vânia é tratada como fortalecimento partidário e ampliação de quadros, sem a intenção declarada de assumir a Prefeitura por via indireta. Ainda assim, o simples fato de essa possibilidade existir já é suficiente para tensionar a relação entre o prefeito e sua vice. Ao ingressar no MDB, Vânia passa a ocupar uma posição delicada: segue como integrante de uma gestão comandada por um prefeito que faz oposição aberta ao partido ao qual ela agora pertence, ao mesmo tempo em que ganha protagonismo político e visibilidade para projetos futuros.
No conteúdo mais amplo do debate político, o episódio também toca, de forma indireta, no tema da sucessão, ainda que não seja o eixo central. A movimentação antecipa discussões sobre 2026, reposiciona atores e transforma um eventual afastamento administrativo em um fato político de grande relevância. Cada gesto, a partir de agora, tende a ser lido como parte de uma disputa maior entre projetos, alianças e memórias do passado recente da Capital.
Com a filiação de Vânia e o discurso endurecido de Abilio, Cuiabá entra em um período de maior vigilância política, em que a governabilidade, o controle da máquina pública e os cálculos eleitorais passam a caminhar juntos. O recado do prefeito foi claro: enquanto estiver à frente do Palácio Alencastro, ele não pretende permitir que o MDB volte a comandar a Prefeitura — nem por sucessão, nem por afastamento temporário.
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