Saúde

Resultado da licitação do Hospital Julio Muller sai nesta quinta-feira

Publicados

em

Resultado da licitação do Hospital Julio Muller sai nesta quinta-feira (13)

Licitação é para a retomada da obra que está parada desde 2014

Karine Miranda

Com informações Sinfra-MT

– Foto por: Secom-MT
A | A

Nesta quinta-feira (13.08), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) divulga o resultado do processo licitatório para a retomada das obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá, que estavam paradas há seis anos.

Esta é mais uma obra prevista para ser entregue na Copa do Mundo de 2014, que é retomada pela atual gestão do Governo de Mato Grosso. A construção do hospital teve início em 2012 e até o presente momento apenas 9% da obra foi concluído.

Na licitação para a retomada da obra, sete empresas, sendo cinco sob a forma de consórcio, demonstraram interesse na execução e tiveram os preços propostos analisados pela secretaria. A divulgação do resultado acontecerá durante sessão pública, às 11 horas, através do sistema do Comprasnet, do Governo Federal, com transmissão ao vivo.

Apresentaram propostas o Consórcio HJZ-Saúde Cuiabá, o Consórcio HU Júlio Müller, o Consórcio Jota Ele–MBM, o Consórcio OTT– Endeal –Fiorentini, o Consórcio RAC/Enclimar/Engeluz/Geplan/RAAA, a Fator Towers OT Construções e Incorporações Ltda e a Porto Belo Engenharia e Comércio Ltda.

Vencerá a licitação quem apresentar maior pontuação (técnica e preço) e comprovar a habilitação técnica para execução da obra. Essa comprovação técnica, inclusive, corresponde à metade da avaliação realizada com cada interessada, como forma de valorizar a experiência, qualidade e capacidade de execução.   Isto porque, para a retomada da obra, a empresa ou consórcio ficará responsável pela elaboração do projeto básico e também pela execução da obra.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, explicou que a licitação ocorre na modalidade RCDI (Regime Diferenciado de Contratação Integrada) que traz o instrumento de “orçamento sigiloso”, no qual o valor de referência para a continuidade da obra somente será revelado ao final do certame.

Leia Também:  Brasil revisa metas nacionais de desenvolvimento sustentável. Participe.

“Essas empresas apresentaram propostas e toda a documentação técnica para comprovar a capacidade para dar continuidade à obra. Tudo isso foi analisado pela Comissão de Licitação e, na quinta-feira, será a divulgação do resultado de julgamento das propostas técnica e de preço, com a apresentação das pontuações atribuídas a cada interessada conforme análise realizada e dos valores. Estamos realizando esse processo rigoroso porque não queremos que uma empresa aventureira ou que não tenha compromisso e know-how assuma essa obra”, afirmou.

Durante a sessão de julgamento das propostas, as interessadas poderão ainda apresentar intenção de recurso contra a pontuação e avaliação atribuída pela Comissão de Licitação. Aquelas que não se manifestarem ainda na sessão pública perderão esse direito.

Já o recurso poderá ser realizado no prazo de cinco dias úteis. Somente após o fim do prazo recursal e de todas as análises realizadas pela Comissão de Licitação é que haverá a divulgação da empresa ou consórcio vencedor em definitivo.

“Esse é mais um grande passo que o Governo do Estado dá para retomar tão importante obra para Mato Grosso. Estamos sendo cautelosos, pois queremos garantir que a empresa a assumir o Júlio Müller tenha a expertise nesse tipo de obra específica”, disse o secretário.

Uma vez conhecida a empresa ou consórcio vencedor, já será possível a emissão de ordem de serviço e ele  já poderá iniciar as frentes de trabalho no complexo, que está localizado no KM.16 da rodovia Palmiro Paes de Barros, entre a Capital e Santo Antônio de Leverger (32 km de Cuiabá).

Leia Também:  Ativista político questiona prefeitura de Poconé em querer comprar terreno no valor de R$1.400,000,00 para construí cemitério

O anteprojeto, que foi elaborado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e analisado pela Sinfra, mantém a concepção de hospital-escola e prevê a construção de oito blocos para atender as áreas assistenciais, de internação, nutrição, administrativa, entre outras. A unidade será um dos maiores hospitais universitários do Brasil, com 58,5 mil metros quadrados somente de área construída.

Ao todo o hospital contará com 228 leitos de internação, 68 leitos de repouso e 63 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), sendo 25 para adultos, 18 voltados a atender crianças (pediátrico) e 20 para recém-nascidos (neonatal). Além disso, o hospital contará ainda com 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame, 21 salas para banco de sangue e triagem e outras 53 salas administrativas.

Histórico

As obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller começaram em 2012, após o Governo do Estado firmar convênio com a UFMT, e estavam sendo executadas pelo consórcio Normandia – Phoenix- Edeme, formado pelas empresas Normandia Engenharia Ltda., Construtora e Incorporadora Phoenix Ltda. e Edeme Construções Civis e Planejamento Ltda.

Em 2014, ano previsto para a conclusão da obra, os serviços foram paralisados e, posteriormente, o contrato foi rescindido pelo não cumprimento do cronograma. Apenas 9% do projeto havia sido executado.

Ao todo, o investimento previsto era de R$ 116,5 milhões, sendo que metade dos recursos eram estaduais e metade federais, através pelo Ministério da Educação (MEC). Para a atual retomada das obras, R$ 96 milhões de recursos federais já estão assegurados.

COMENTE ABAIXO:

Saúde

Ministério da Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratamento da diabetes e alterações oculares

Publicados

em

Por

O Ministério da Saúde ampliou, nesta quarta-feira (15), o uso da membrana amniótica nos cuidados ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Após a indicação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação das Portarias Nº 20 e Nº 22, ambas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados com o uso do tecido por ano.

A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, com ação anti-inflamatória e cicatrizante, que reduz as complicações no tratamento de diversas doenças. No pé diabético, por exemplo, a tecnologia possibilita uma cicatrização até duas vezes mais rápida das feridas, quando comparada aos curativos padrão. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a incorporação de tratamentos inovadores no SUS coloca o Brasil em posição de destaque no uso de tecnologias regenerativas mundialmente, além de ampliar o cuidado com os pacientes na rede pública de saúde.

Leia Também:  Arena Pantanal, patrimônio do esporte, recebe investimento de R$ 58,4 milhões do Governo de MT

“Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções. Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, destacou a secretária.

Já no tratamento de alterações oculares, como nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

Vicente Ramos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA