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Mãe de jovem assassinada em Tapurah diz que pressentiu morte da filha e desabafa após crime brutal que chocou Mato Grosso “Nunca mais vou abraçá-la”

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JB News

por Emerson Teixeira

O assassinato de Júlia Vitória do Prado da Silva, de apenas 20 anos, continua abalando Mato Grosso e provocando uma onda de indignação em Tapurah, município a 433 quilômetros de Cuiabá. O feminicídio, marcado por extrema violência, ganhou ainda mais repercussão nos últimos dias após o relato público da mãe da jovem, que expôs, em detalhes, a devastação emocional causada pela perda da filha e a rotina de sofrimento que passou a enfrentar desde então.

Júlia foi morta na última sexta-feira (10) em um crime que chocou pela crueldade. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o autor confesso do assassinato é Alair Ferreira de Lima, de 75 anos. Em depoimento, ele admitiu ter atacado a jovem com golpes de facão e pé-de-cabra. Após matar a vítima, colocou o corpo dentro de uma bolsa de transporte e acionou Hédio Antonio Machado, de 66 anos, para ajudar a esconder o cadáver no porta-malas de um veículo. A dupla foi presa e segue à disposição da Justiça. A manutenção das prisões reforçou o entendimento de que a gravidade do caso exige resposta firme do sistema judiciário.

A brutalidade do crime não interrompeu apenas a vida de uma jovem em início de trajetória adulta, mas deixou uma família mergulhada em um luto profundo. Em um vídeo de mais de dois minutos, divulgado nas redes sociais, a mãe de Júlia fez um dos relatos mais dolorosos desde a descoberta do crime. Em lágrimas, ela descreveu a filha como uma jovem linda, alegre, cheia de vida e com um futuro inteiro pela frente — uma filha amada, presente e essencial dentro de casa.

Ao falar sobre a relação com os filhos, a mãe afirmou que sua vida sempre esteve sustentada por eles e que cada um ocupava uma parte do seu coração. Com a morte de Júlia, disse sentir que um pedaço de si foi levado junto. Segundo ela, a filha não representava apenas amor materno, mas uma parte inseparável da sua própria existência. A dor, relatou, não se resume à saudade, mas ao vazio permanente deixado pela ausência de quem fazia parte da sua rotina, dos seus sonhos e dos seus afetos diários.

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Em um dos trechos mais fortes do depoimento, a mãe revelou o desespero de imaginar uma vida sem a presença da filha. Ela disse não saber como seguirá vivendo com a certeza de que nunca mais poderá abraçar, beijar ou ouvir a voz de Júlia. O desabafo emocionou milhares de pessoas e sintetizou o drama de uma família que tenta encontrar forças em meio a uma perda irreparável.

A mãe contou ainda que, desde o feminicídio, vive em estado de choque e sob forte abalo psicológico. Segundo ela, a rotina tem sido sustentada com ajuda de medicamentos, numa tentativa de amenizar a dor que se instalou desde a notícia da morte. Apesar do sofrimento, relatou que tem buscado apoio na fé para não sucumbir emocionalmente diante da tragédia.

Outro ponto que chamou atenção no depoimento foi o relato de um suposto pressentimento no dia do crime. A mãe contou que estava em Florianópolis, onde havia saído para cumprir compromissos simples do cotidiano, quando começou a sentir um mal-estar repentino e uma angústia fora do normal. A sensação foi tão intensa que ela decidiu cancelar o restante dos compromissos e retornar para casa antes do previsto. Hoje, acredita que aquele sentimento foi uma espécie de alerta emocional, como se, de alguma forma, estivesse conectada ao sofrimento que a filha vivia naquele momento.

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Mesmo devastada, ela disse que precisa encontrar forças para seguir por causa da outra filha, uma menina com nível 3 de suporte que exige cuidados especiais. Segundo ela, essa responsabilidade tem sido um dos poucos motivos que ainda a mantêm de pé, ao lado da fé em Deus, que descreveu como seu principal sustento neste momento de dor extrema.

Tomada pela revolta, a mãe também falou sobre a dificuldade de compreender a crueldade do que aconteceu. Em seu relato, classificou os envolvidos no crime como pessoas desumanas e disse que não sabe se algum dia será capaz de perdoar os responsáveis pela morte da filha. Para ela, o que foi tirado não foi apenas uma vida, mas toda uma história que ainda estava sendo construída.

O caso de Júlia Vitória reacende, mais uma vez, o alerta sobre a escalada da violência contra mulheres em Mato Grosso e no Brasil. O feminicídio da jovem, além de expor a brutalidade do crime, escancara a dor silenciosa das famílias que ficam e precisam conviver, diariamente, com a ausência, o trauma e a busca por justiça.

Enquanto a investigação segue para esclarecer todos os detalhes e circunstâncias do assassinato, a história de Júlia se transforma em símbolo de uma dor coletiva. Para a mãe, porém, o que permanece não é apenas a revolta ou a espera por punição: é a ausência de uma filha que, como ela mesma resumiu em meio às lágrimas, jamais poderá ser substituída. A frase que encerra seu desabafo resume a dimensão da tragédia: nunca mais vou abraçá-la.

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Primavera do Leste recebe 1º Spin Cup Padel com 180 atletas e R$ 12 mil em premiação

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Créditos: Divulgação/Edificatto

_Torneio realizado na Slim Field marcou a estreia da competição em Primavera do Leste e reuniu atletas de diferentes cidades da região em uma estrutura que integra o Casa Wellness, primeiro placemaking do Casa Urbana, projeto da Edificatto voltado à ampliação das opções de esporte, bem-estar e convivência no município._

Abril, 2026 – Primavera do Leste (MT) recebeu, entre os dias 7 e 12 de abril, a primeira edição do Spin Cup Padel, torneio disputado na Spin Field que reuniu 180 atletas de diferentes cidades da região. Com R$ 12 mil em premiação total, a competição foi realizada nas categorias masculina, feminina e mista e marcou a estreia da modalidade em campeonato na arena.

Ao longo da semana, o evento levou às quadras atletas de diferentes níveis e ajudou a ampliar a visibilidade do padel em uma região onde os esportes de raquete vêm ganhando espaço. A programação incluiu partidas eliminatórias e finais com boa presença de público, em torno de 1.000 pessoas, em uma agenda que movimentou a estrutura esportiva e atraiu competidores de municípios vizinhos.

Realizado na Spin Field, o torneio também evidencia o papel da arena como novo endereço dos esportes de raquete em Primavera do Leste. O espaço integra o Casa Wellness, primeiro placemaking do Casa Urbana, masterplan de torres residenciais em desenvolvimento pela Edificatto Desenvolvedora Urbana na área central da cidade. A proposta antecipa parte do conceito do projeto, voltado à ampliação das opções de lazer, bem-estar, serviços e convivência no município.

O impacto já aparece em histórias como a de Rose Barco, de 66 anos. Moradora da cidade, ela encontrou nos esportes de raquete uma nova rotina. “Comecei a praticar no ano passado. No início, achei que não era para mim, mas a experiência mudou completamente a minha vida. Hoje me sinto muito mais alegre, minha ansiedade diminuiu bastante e eu passei a ter mais disposição no dia a dia. É um espaço que recomendo para qualquer idade”, afirma.

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A estrutura da Spin Field também tem chamado a atenção de atletas com passagem pelo alto rendimento nacional. Um dos nomes que já esteve no espaço é Johan Petry, atleta com passagem pela seleção brasileira, que destacou a qualidade da arena e o potencial de Primavera do Leste para ganhar espaço no calendário dos esportes de raquete. “A Spin Field tem uma estrutura de altíssimo nível e um ambiente muito acolhedor. Primavera do Leste começa a se tornar um polo importante para os esportes de raquete, com condições para formar atletas e receber competições cada vez maiores. É um projeto que amplia o acesso ao esporte e cria uma experiência completa para quem joga e para quem acompanha os eventos”, afirma.

Para Gisele Barco, CEO da Edificatto Desenvolvedora Urbana e idealizadora do Casa Urbana, a proposta sempre foi ampliar o repertório de experiências disponíveis na cidade. “Quando pensamos o Casa Urbana, a ideia era levar para Primavera do Leste estruturas que contribuíssem de forma concreta para a qualidade de vida das pessoas. O Casa Wellness e a Spin Field representam isso na prática: um espaço voltado ao esporte, ao bem-estar e à convivência, com estrutura capaz de atender diferentes perfis e idades. Queremos ampliar as opções de lazer da cidade e oferecer um ambiente que faça parte da rotina das famílias”, afirma.

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*Confira os resultados*

4ª categoria masculina

1° lugar: Lucas Casteli e Wanderson Araújo
2° lugar: Duan Pinoletto e Renan Campos

4ª e 5ª categoria feminina

1° lugar: Caoana Araújo e Ana Emília
2° lugar: Thaís Assumpção e Thayara Rodrigues

5ª categoria masculina

1° lugar: Davi Teixeira e Ismael Gheller
2° lugar: Gabriel Zacharias e Dayan Campos

5ª e 6ª categoria mista

1° lugar: Davi Teixeira e Isabela Teixeira
2° lugar: Carlos Eduardo e Ana Emília

4ª e 5ª categoria mista

1° lugar: Wanderson Araújo e Alexia Gomes
2° lugar: Lucas Casteli e Thayara Rodrigues

6ª categoria masculina

1° lugar: Oscar Bilo e Rafael Facco
2° lugar: Nicholas Soares e Gael Goellner

7ª categoria masculina

1° lugar: Leonardo Nicolino e Gabriel Puntel
2° lugar: Gustavo Bueno e Felipe Cosentino

7ª categoria feminina

1° lugar: Isabela Teixeira e Mariana Felice
2° lugar: Nairim Avila e Elis Hess

*Sobre a Edificatto Desenvolvedora Urbana*
A Edificatto Desenvolvedora Urbana é uma empresa sediada em Primavera do Leste (MT), com 16 anos de atuação, voltada ao desenvolvimento de empreendimentos residenciais e comerciais, horizontais e verticais, com alto know-how construtivo. Com atuação concentrada no município, a companhia assina projetos como o Terraz Condomínio Clube, o complexo Trade Center Primavera, o Seasons Trade Center Residences e o bairro planejado Casa Urbana, além de empreendimentos entregues como Manga Rosa, Riviera Campo Grande e Privilège Residências Contemporâneas. A empresa orienta sua operação por pilares de ética, qualidade, inovação e comprometimento, com foco em infraestrutura completa, áreas de lazer planejadas e oferta de serviços.

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