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Ministério da Saúde lidera debate global sobre saúde e clima na COP30 em Belém

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O Ministério da Saúde apresenta, na COP30 em Belém, uma das mais amplas programações já realizadas por um país-sede sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde. Até 21 de novembro de 2025, as atividades reúnem debates científicos, lançamentos estratégicos e experiências locais, consolidando o Brasil como referência global na adaptação dos sistemas de saúde à crise climática. Serão dias de convocação para um mutirão global com o objetivo de preparar o setor para os desafios climáticos que já afetam populações, especialmente as mais vulneráveis, em todo o planeta.

A participação brasileira na conferência se estrutura em três eixos complementares: o lançamento global do Plano de Ação em Saúde de Belém, a apresentação de planos locais alinhados à agenda climática e a implementação de iniciativas que vão gerar resultados permanentes para a região.

Ao longo dos dias, a programação evidencia a contribuição do Brasil ao debate internacional sobre saúde e clima, as ações voltadas ao território amazônico e os anúncios que integram um legado contínuo para a saúde, com inovação, infraestrutura e políticas de adaptação que seguirão beneficiando a população muito além da conferência.

Serão 55 participações ativas em painéis de alto nível e mesas-redondas, com a presença do ministro da Saúde, dos secretários e do corpo técnico da pasta. Entre os temas a serem discutidos estão sistemas de saúde resilientes, transformação digital, prevenção e resposta a emergências climáticas, inovação, equidade e sustentabilidade, multilateralismo e cobertura universal de saúde, além de justiça climática com foco nos povos tradicionais.

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Contribuição do Brasil para a Agenda de Ação da COP 30

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, irá liderar o Dia da Saúde na COP30 (13 de novembro), dedicado à apresentação do Plano de Ação em Saúde de Belém, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais estratégias para fortalecer sistemas de saúde resilientes às mudanças do clima. É o primeiro plano internacional de adaptação climática dedicado exclusivamente à saúde, um marco da COP30.

Na data, o Brasil reafirma seu compromisso de colocar a saúde no centro da agenda climática global, lançando um plano que articula esforços internacionais, nacionais e regionais para ampliar a resiliência do setor.

Como documento de adesão voluntária pelos países, o plano propõe medidas concretas de adaptação do setor de saúde às mudanças climáticas, com apoio de organizações multilaterais, filantropias e bancos de desenvolvimento. A proposta considera as necessidades dos países em desenvolvimento e reconhece que os impactos climáticos ampliam vulnerabilidades.

Para a secretária de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, o plano é mais do que um documento técnico: é um chamado à ação coletiva. “O Brasil está liderando um mutirão global para incluir a saúde no coração das políticas climáticas. O Plano de Ação em Saúde de Belém mostra que é possível agir de forma integrada, solidária e baseada em evidências. A Amazônia, com sua diversidade e complexidade, nos ensina que proteger o planeta é também cuidar das pessoas”, afirmou.

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A programação do ministério também traz o lançamento do AdaptaSUS, plano nacional de adaptação do setor de saúde às mudanças climáticas, e da Agenda Estratégica Mais Saúde Amazônia Brasil, que articula equidade, justiça climática e sustentabilidade na atenção à saúde da região.

Essas ações simbolizam o compromisso do Brasil em alinhar o SUS às metas do Acordo de Paris, fortalecendo a capacidade global de resposta a emergências climáticas e epidemiológicas. “A COP30 é o espaço para mostrar que o SUS é parte da solução mundial para a crise climática. Nosso país está propondo políticas concretas, com base científica e participação social”, destacou o ministro Padilha.

O legado: estrutura, conhecimento e integração

O legado que a COP30 deixará para Belém e para a Amazônia é amplo e necessário. Do ponto de vista assistencial, o Ministério da Saúde garantiu R$ 53 milhões em novos investimentos e mais de R$ 1,6 bilhão em recursos federais aplicados em Belém desde 2023, com ampliação de unidades básicas de saúde, leitos hospitalares, programas de cirurgia e aquisição de aceleradores lineares para o tratamento do câncer.

O maior legado, segundo Padilha, é intangível: “A COP30 deixará para a Amazônia um sistema de saúde mais preparado para o futuro. O que apresentamos ao mundo é também o que construiremos aqui: uma rede de atenção mais integrada, digital, resiliente e justa.”

Vanessa Aquino
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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