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Em discurso Abílio diz que mulheres realizam aborto para “curtir a vida”

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Da Redação

O deputado federal Abílio Brunini (PL), conhecido por seu apoio ao presidente Bolsonaro e sua pré-candidatura à prefeitura de Cuiabá, está no centro de uma controvérsia legislativa. Brunini é um dos signatários do Projeto de Lei (PL/1904), que busca equiparar o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio.

Em um pronunciamento na Câmara dos Deputados, Brunini defendeu veementemente a proposta, argumentando que o aborto é uma tentativa de mulheres de “aproveitar a vida” de maneira diferente. “É uma baita covardia querer destruir a vida humana simplesmente porque ainda quer curtir e viver de outra forma”, declarou o deputado.

A proposta, inicialmente apresentada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e coassinada por 32 parlamentares, teve seu pedido de urgência aprovado pela Câmara na quarta-feira (12). Isso significa que o PL poderá ser votado diretamente pelo plenário, sem passar pelas comissões temáticas.

Se aprovado, o projeto estabelecerá a pena máxima de 20 anos de prisão para abortos realizados após 22 semanas, equiparando-os ao homicídio simples previsto no artigo 121 do Código Penal. No entanto, essa equiparação levanta preocupações, especialmente sobre as penalidades que poderiam ser impostas a mulheres vítimas de estupro.

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Atualmente, a legislação brasileira permite a interrupção da gravidez em casos de estupro e risco à vida da mulher. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal ampliou essa permissão para incluir casos de anencefalia fetal, sem estabelecer um prazo limite para o procedimento.

Abílio Brunini afirmou que pressionará o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para que o projeto seja colocado em votação no plenário e encaminhado ao Senado. “Não terminamos! Continuaremos lutando. É necessário colocar o projeto 1904 em votação e solicitar ao Senado que acelere o processo para que possamos aprovar este projeto”, concluiu o deputado.

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Otaviano Pivetta endurece regras no sistema prisional e veta visitas íntimas para condenados por feminicídio, estupro e pedofilia em MT

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por Nayara Cristina

O governador em exercício Otaviano Pivetta sancionou uma nova lei que endurece o tratamento a presos condenados por crimes de extrema gravidade em Mato Grosso. A norma, publicada nesta terça-feira (15), proíbe visitas íntimas a detentos com condenação definitiva por feminicídio, estupro e pedofilia em todas as unidades do sistema penitenciário estadual.

A nova legislação, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho, estabelece que a restrição vale exclusivamente para condenados com sentença transitada em julgado — ou seja, quando já não há possibilidade de recurso. A medida atinge diretamente autores de crimes marcados pela violência extrema, especialmente aqueles praticados contra mulheres, crianças e adolescentes.

Pelo texto sancionado, visita íntima é caracterizada como o encontro realizado em ambiente reservado, sem acompanhamento direto dos agentes penitenciários, em espaço fechado e com a presença exclusiva do preso e do visitante. A partir da entrada em vigor da lei, esse tipo de benefício passa a ser expressamente proibido para os condenados enquadrados nas condutas previstas.

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Apesar do endurecimento, a norma mantém o direito às visitas sociais, asseguradas pela Lei de Execução Penal. Esse tipo de visita continua permitido em espaços apropriados dentro das unidades prisionais, com supervisão dos servidores e dentro dos protocolos de segurança já existentes.

A sanção ocorre em meio ao debate nacional sobre o fortalecimento das políticas de proteção às vítimas de violência e o aperfeiçoamento das regras de execução penal. Com a nova regra, o governo de Mato Grosso reforça um posicionamento de maior rigor no enfrentamento a crimes que causam forte impacto social e amplia o recado institucional de intolerância à violência contra os grupos mais vulneráveis.

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