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Botelho garante votar LDO ainda esta semana, e iniciar a discussão da LOA

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Por Alisson Gonçalves

A Assembleia Legislativa de MT, adiou na última quinta-feira (03/11) a votação da (LDO) Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023.

O orçamento enviado pelo Governo Estadual, é uma previsão de R$ 30,8 bilhões para o ano que vem, após enviar o projeto o governador de MT Mauro Mendes( UB), pediu para que os deputados não fizessem nenhuma alteração, para não comprometer as contas públicas estaduais, por conta das incertezas econômicas no cenário global.

Porém apesar do pedido, alguns parlamentares como o caso da Deputada Estadual Janaína Riva (MDB), questionou o projeto ao dizer que o valor está subestimado, o que deixa falhas e dúvidas.

Em entrevista à imprensa o presidente da ALMT, deputado  Eduardo Botelho (UB), explicou que o projeto do governo sobre (LDO), se refere a uma preocupação em um possível cenário de crise econômica em 2023, e que isso precisa ser considerado. Por conta disso o poder executivo e o poder legislativo buscam um consenso.

Ainda Segundo Botelho, não existe motivos para os deputados ficarem preocupados uma vez que o valor acordado com governo, para o uso o uso da margem do orçamento de até 10% sem precisar pedir permissão a ALMT, porém caso ultrapasse esses 10%, aí sim, o governo terá que encaminhar uma nova solicitação para apreciação da ALMT.

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No primeiro momento a discussão era entorno do valor subestimado que seria 20%, porém segundo Botelho, o entendimento da maioria dos deputados, este valor deve ficar em 10% do orçamento.

Para se ter uma ideia, a previsão de R$ 30,8 bilhões, é 7% maior do que a previsão de 2022, que ficou no valor de R$ 26,5 bilhões.

Já na despesa para o ano de 2023, o valor previsto seria de R$25,6 bilhões.

O projeto seria votado na última quinta-feira, mas foi adiado devido à falta de ausência do parecer da (CCJ), Comissão de Constituição e Justiça, porém Botelho afirmou que será colocado novamente o projeto para votação ainda nesta próxima quarta-feira 09.11, para então começar a discussão da (LOA) Lei Orçamentária Anual.

Na semana passada o secretário chefe da Casa Civil de MT, Rogério Gallo se reuniu com os deputados na ALMT, e garantiu os pagamentos das emendas parlamentares, onde Botelho garantiu a votação do projeto sem alterações, conforme pedido do governador.

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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