Agricultura familiar

Governo, AMM e ALMT lançam Núcleo de Apoio aos Municípios da região da Baixada Cuiabana para o Sistema Único de Sanidade de Agricultura Familiar

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JB News

Por Alisson Gonçalves

 

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso lançaram nesta terça-feira 25.10, o Núcleo de Apoio aos Municípios da região da Baixada Cuiabana para o Sistema Único de Sanidade de Agricultura Familiar/SUSAF

Associação Mato-grossense dos municípios (AMM) lançou o Núcleo para o Susaf, em parceria com Assembleia Legislativa (ALMT) e o Governo de MT.

O núcleo de Apoio aos municípios da Região da Baixada Cuiabana, irá dar apoio aos 13 municípios do vale do Rio Cuiabá para expandir seu empreendimento em todo local, e fazer com que agricultura familiar e os pequenos produtores Rurais, consiga vender seus produtos por toda região do estado, sem precisar de SIF, autorizativo, e assim aumentar a economia nos municípios de origem, gerando renda e criando postos de trabalho.

A ideia é criar um uma espécie de “selo” e dar ao pequenos produtor, a condição por meio do Susaf como inspeção e fiscalização, e obter registro para comercializar seus produtos, e com isso aumentar o número de vendas, como é no caso do setor de abate de animais como frangos, e suínos ou até mesmo os que frigoríficos, e com aumentar o número de abates nos munípios.

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Os produtores, apresentaram seus empreendimentos, como produção de ovos caipira, produção de farinha de mandioca, Frigorifico de abate de animal bovino, além da produção de queijo. E também comentaram sobre as dificuldades de comercializar os produtos.

Segundo Neurilan Fraga , presidente da Associação Mato-grossense dos municípios (AMM),  que já foi prefeito e agora é preside a instituição, afirmou a  é importância do registro para o pequeno produtor Rural. Até mesmo fazer contratação de veterinários, um exemplo citado por Neurilan,  é que antes para contratar um veterinário, no caso de produtor animal, era preciso abrir um concurso público, e agora a ideia é fazer apenas um processo seletivo, facilitando para o produtor e para a prefeitura do município que não precisará abrir um concurso público, onde se demora para efetivar o profissional.

A secretária da Agricultura familiar Tetê Bezerra, também destacou a importância de apresentar o registro ao pequeno produtor, segundo ela dados apontam que MT tem mais 70% de produtores rurais em vulnerabilidade alimentar, isso devido à grande dificuldade em empreender por contas de certificados e liberações legais.

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O vice-Governador de MT Otaviano Pivetta(Republicanos), afirmou que essa é um dos projetos que terá atenção do carinho do poder executivo, em 2023.

Pivetta salientou que é o pequeno produtor, que gira a economia e a receita nos municípios, e por isso eles precisam um pouco mais de atenção.

A proposta segue para ALMT sendo aprovado, entre em vigor no próximo ano.

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Agricultura familiar

Sérgio Ricardo anuncia plano para enfrentar crise na agricultura familiar da Baixada Cuiabana

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Plano de metas apresentado por Sérgio Ricardo busca enfrentar desigualdades regionais e estimular a permanência de jovens na atividade rural
Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, recebeu o presidente do Sinterp-MT, Gilmar Brunetto. Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou a elaboração do plano de metas “Mato Grosso 2050”, que deverá orientar políticas para o desenvolvimento regional e a redução de desigualdades. Entre as prioridades está o fortalecimento da agricultura familiar na Baixada Cuiabana, tema discutido nesta segunda-feira (16) com representantes do setor.

“É um plano de políticas de Estado. Uma das metas é o desenvolvimento da Baixada Cuiabana, que vive na extrema miséria e não tem sequer energia elétrica trifásica”, explicou o presidente.  “Nessa discussão tem que ter a viabilidade do negócio, tem que ter casa, energia e água”, completou.

Para aprofundar o debate, Sérgio Ricardo sugeriu ainda a realização de uma mesa técnica. “Hoje a agricultura familiar está caminhando para o fim. Isso é péssimo e vai gerar ainda mais desemprego.  O desenvolvimento e a sobrevivência de Mato Grosso passam diretamente pela agricultura familiar.”

Na região da Baixada Cuiabana, que conta com cerca de 35 mil famílias de pequenos produtores, o trabalho pode ampliar a produção, melhorar o abastecimento no estado e garantir a permanência de novas gerações no campo. Foi o que explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto.

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“A grande maioria de quem está no campo hoje são agricultores e agricultoras acima de 65 anos, que em cinco ou seis anos não vão ter mais força. Qual o programa que o estado tem para levar o jovem para o campo? O jovem só volta se tiver renda”, disse ao alertar para o risco de extinção da atividade.

Na ocasião, Brunetto também apontou o sucateamento de centros de pesquisa e a redução de investimentos em extensão rural. “Se não mudarem essa política, num curto espaço de tempo vai ficar igual está a agricultura empresarial, na mão de poucos”, afirmou.

Estado de contrastes

 A combinação entre envelhecimento, falta de oportunidades no campo e baixa produtividade em áreas da Baixada Cuiabana tem provocado o deslocamento de famílias para as áreas urbanas de Cuiabá e Várzea Grande. “Essa questão da miserabilidade da Baixada Cuiabana tem que ser encarada com seriedade. O que a Baixada está produzindo hoje são favelas”, avaliou Sérgio Ricardo.

Esse cenário expõe os contrastes socioeconômicos no estado, onde o agronegócio alcança altos níveis de produtividade e geração de riqueza. “Nós temos vários estados dentro de Mato Grosso. Temos o estado do agronegócio, o estado dos minerais, do ouro e do diamante, e o estado da pobreza. São três estados que nós temos aqui, no mínimo”, disse.

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Ação conjunta

De acordo com o presidente, a elaboração do plano contará com o suporte de universidades, associações e representantes do setor produtivo na formulação das diretrizes. “Nós estamos reunindo ideias e discutindo esse plano de metas que vamos colocar na mesa para os futuros gestores do Estado e dos municípios, para que a agricultura familiar tenha investimento firme.”

Além de investimentos em pesquisa e infraestrutura, as alternativas debatidas nesta etapa incluem a irrigação na região, com o aproveitamento de água do reservatório de Manso. “Nós temos muitas potencialidades e o mundo precisa de comida. Se cada agricultor tiver meio hectare irrigado ele sobrevive desde que ele produza produtos que agregam valor e possam ser comercializados”, concluiu Brunetto.

 

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