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Hospital do Câncer denúncia calote de 37 milhões de reais não pagos pela prefeitura de Cuiabá, e ameaça parar atendimento

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JB NEws

Por Alisson Gonçalves

 

Hospital do Câncer denúncia calote de 37 milhões de reais não pagos pela prefeitura de Cuiabá

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (28), uma coletiva de imprensa no auditoria do Hospital do Câncer em MT (HCanMT), com objetivo de expressar a indignação sobre os atrasos financeiros que a prefeitura de Cuiabá, que não fez o repasse no valor de mais de R$ 37 milhões de reais pelos serviços prestados.

Durante a coletiva de imprensa, O presidente da unidade hospitalar, Laudemi Nogueira, disse que tentou diversas vezes, fechar acordo com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), porém todos os acordos não foram cumpridos pelo gestor municipal.

Ainda o presidente relatou que isso afeta, não só aos profissionais que atuam no Hospital mais também dos pacientes que ali se encontram internados. Laudemi disse que o Hospital está correndo grave risco de suspender suas atividades, se algo não for feito, e que toda essa situação seria culpa de Emanuel Pinheiro.

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Segundos às informações os médicos, que atuam no Hospital estão sem receber desde começo do ano, ainda o Hospital está com dívidas de fornecedores, além de não possuir dinheiro até para pagar a energia elétrica.

Os repasses são feitos ou pelo Governo Federal ou pelo Governo Estadual, ainda o presidente acusou Emanuel Pinheiro de tentar chantagear o Hospital para repassar emendas que eram feitos pela bancada Federal, ou seja, o hospital realizava atendimento de sistema básico e com isso o prefeito repassava às emendas que os Deputados Federais destinavam ao município.

Vale lembrar que Hospital do Câncer depende totalmente do (SUS) Sistema Único de Saúde, e por isso essa cobrança dos repasses, já que para o funcionamento, precisa efetuar os pagamentos de salários de todos os profissionais, além de pagar os fornecedores que entregam oxigênio, e outros utensílios.

Segundo a direção a instituição está a 4 meses sem nenhum valor ou recurso, o que prejudica o atendimento de pacientes. Conforme divulgado pelo Hcan, a justiça decretou o bloqueio de R$ 24.522.167 da prefeitura na tentativa de diminuir o caos causado pela falta de recursos.

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Segundo a presidente Laudemi Nogueira, o hospital tentou uma negociação na última segunda-feira 26.09, com a secretaria de saúde da capital Suelen Alliend, mas não teve êxito nem uma contraproposta.

“Se o Hospital de Câncer suspender as suas atividades, eu jogo a culpa nas costas do prefeito Emanuel Pinheiro, que não honra suas responsabilidades”. Disse.

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Saúde

Ministério da Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratamento da diabetes e alterações oculares

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O Ministério da Saúde ampliou, nesta quarta-feira (15), o uso da membrana amniótica nos cuidados ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Após a indicação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação das Portarias Nº 20 e Nº 22, ambas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados com o uso do tecido por ano.

A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, com ação anti-inflamatória e cicatrizante, que reduz as complicações no tratamento de diversas doenças. No pé diabético, por exemplo, a tecnologia possibilita uma cicatrização até duas vezes mais rápida das feridas, quando comparada aos curativos padrão. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a incorporação de tratamentos inovadores no SUS coloca o Brasil em posição de destaque no uso de tecnologias regenerativas mundialmente, além de ampliar o cuidado com os pacientes na rede pública de saúde.

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“Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções. Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, destacou a secretária.

Já no tratamento de alterações oculares, como nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

Vicente Ramos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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