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Operação da PF e PC prende três pessoas em residência e desmonta fábrica de “fake news” em Rondonópolis

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Por Alisson Gonçalves

 

A Polícia Federal (PF), e a Polícia Civil (PC), realizaram na manhã desta quarta-feira 28.09, a Operação Misinform, com objetivo de desarticular criminosos envolvidos no crime de divulgação de “Fake News”, contra o Governador de MT e candidato à reeleição Mauro Mendes(UB).

O operação aconteceu no município de Rondonópolis, de acordo com a PF, em uma residência foram encontradas centenas de matérias com desinformação, todos seriam destinados a espalhar Fake News contra o atual Governador.

O delegado da PF Otávio José Lima, informou que três pessoas foram conduzidas para a delegacia da PF. Na residência os agentes encontraram material eleitoral contra Mendes, aparelhos de celulares, chips, cartões de memórias para celulares, e notebooks um vasto conteúdo que seriam espalhados com o intuito de desinformar a população.

As informações são de que os três conduzidos trabalham para empresas de marketing e para políticos no estado, e são especialistas em divulgar material que desenformam o eleitor, cometendo neste caso o crime eleitoral.

Às investigações iniciaram após a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos da Polícia Civil (DRCI), receber denúncias de que de que pessoas estariam, espalhando Fake News, não só contra Mauro mais também contra a família do Governador. As divulgações eram feitas por meio de mensagens em Whatsapp, onde a desinformação chegava muito rápido em número absurdo de pessoas. O caso seguirá em investigação.

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Polícia Federal

Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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