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Zampieri implorou por justiça a desembargador acusado de vender sentenças “Não amolece para esses vagabundos”

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Da Redação

O advogado Roberto Zampieri, em uma mensagem dramática, apelou ao desembargador Sebastião de Moraes Filho, afastado do cargo recentemente, para que resistisse às pressões em um caso judicial conturbado.

“O senhor por favor não vai amolecer com esses caras, hein! Pelo amor de Deus, desembargador! Não amolece para esses vagabundos!”, suplicou Zampieri.

A comunicação refere-se ao pedido de suspeição apresentado por Aníbal Manoel Laurindo, acusado de ordenar o assassinato de Zampieri no final do ano passado, possivelmente em conexão com a disputa judicial envolvendo a perda de duas fazendas em Paranatinga, a 411 km de Cuiabá.

Uma das propriedades pertencia ao irmão de Aníbal e foi alvo de um mandado de reintegração de posse, levando a um acirramento das tensões.

O delegado Nilson Farias, responsável pela investigação, detalhou a situação.

“No momento da execução da sentença, começou a se discutir que a fazenda de Aníbal também pertenceria àquela mesma fatia da decisão”, explicou Farias. Aníbal, sentindo-se ameaçado, apresentou um agravo de instrumento para proteger seus interesses.

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O desembargador Sebastião de Moraes inicialmente acolheu o pedido de Aníbal, mas após um pedido de suspeição contra ele, declarou-se suspeito e, contraditoriamente, decidiu contra os interesses de Aníbal, beneficiando a parte associada a Zampieri.

O caso segue sob investigação.

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Acordo de R$ 30 milhões abre caminho para salvar a Santa Casa e encerrar dívida histórica

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O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo Crédito – Mayke Toscano/Secom

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por Nayara Cristina

 

A proposta de R$ 30 milhões apresentada pelo Governo de Mato Grosso para a aquisição definitiva do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá foi aceita pela comissão de credores e pode representar o avanço mais concreto dos últimos anos para encerrar um passivo trabalhista que se arrasta há quase uma década. A sinalização favorável no processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região reacende a esperança de um desfecho para uma das crises mais emblemáticas da saúde pública mato-grossense.

 

O entendimento foi consolidado após meses de negociação entre o Estado e os representantes dos trabalhadores. A proposta inicial, de R$ 25 milhões, foi ampliada para R$ 30 milhões à vista pelo então secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, em ofício encaminhado ao TRT em março. O pagamento imediato foi determinante para a concordância dos credores, que convivem há anos com a incerteza sobre o recebimento de verbas rescisórias e outros direitos acumulados.

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O passivo trabalhista da antiga Santa Casa é estimado entre R$ 41 milhões e R$ 43,7 milhões e atinge cerca de 860 ex-funcionários, muitos deles à espera de uma solução desde o fechamento da unidade, em 2019. A dimensão da dívida tornou o caso símbolo da crise estrutural enfrentada por um dos hospitais mais tradicionais de Mato Grosso.

O tamanho do impasse ficou ainda mais evidente nas tentativas frustradas de leiloar o prédio histórico. A Santa Casa foi colocada à venda judicial em duas ocasiões no ano passado: na primeira, com lance mínimo de R$ 54,7 milhões, equivalente a 70% da avaliação do imóvel; na segunda, com valor reduzido para R$ 39,1 milhões. Em nenhuma das tentativas houve interessados. O fracasso dos leilões reforçou a dificuldade de encontrar uma saída viável para o prédio e para os trabalhadores que aguardam reparação.

Fundada no século XIX, a Santa Casa de Cuiabá se tornou ao longo de décadas uma referência em atendimentos de média e alta complexidade e símbolo da assistência hospitalar em Mato Grosso. O prédio carrega valor histórico, social e afetivo para a população cuiabana, o que torna ainda mais sensível qualquer decisão sobre seu destino.

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Mais do que uma solução financeira, a proposta do Estado abre caminho para reposicionar a unidade dentro da rede pública de saúde. O plano do governo prevê manter serviços estratégicos já existentes, como oncologia, nefrologia, cirurgias e atendimentos ambulatoriais, além de ampliar áreas consideradas prioritárias, como cuidados paliativos, home care, hospital-dia, central de diagnósticos e o Serviço de Verificação de Óbito.

A reestruturação projetada busca transformar a Santa Casa em um polo estadual de atendimento especializado, ajudando a desafogar a rede hospitalar da capital e da Baixada Cuiabana. Se o acordo for homologado e a compra for concluída, Mato Grosso poderá não apenas encerrar um longo capítulo de insegurança jurídica e trabalhista, mas também preservar um patrimônio centenário e devolvê-lo à população com uma nova função estratégica no SUS.

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