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Virgínia Mendes condena postura de Lula diante da crise com os EUA, “Devia criar ambiente de união”

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Por Nayara Cristina

Do local Alisson Gonçalves

Crise Diplomática: Tarifas de Trump Elevam Tensão entre Brasil e Estados Unidos

Cuiabá -MT 24 DE JULHO DE 2025: A relação entre Brasil e Estados Unidos vive um dos seus momentos mais tensos nas últimas décadas. A crise começou após o anúncio do presidente Donald Trump de um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, medida que pegou Brasília de surpresa e desencadeou uma série de reações.

Segundo informações oficiais, o governo brasileiro adotou contramedidas econômicas e diplomáticas, classificando a decisão americana como uma tentativa de “sufocar a economia nacional”. A situação se agravou com investigações internas que apontam supostos responsáveis pela escalada da crise.

No centro da polêmica, a Justiça brasileira anunciou medidas protetivas contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, proibindo-o de aparecer em transmissões ao vivo nas redes sociais, além da determinação do uso de tornozeleira eletrônica. Segundo as autoridades, Bolsonaro teria atuado em articulações que contribuíram para o atual conflito diplomático.

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Outra medida que chamou atenção foi o bloqueio do PIX de Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos. De acordo com investigações, Eduardo teria auxiliado diretamente Trump na elaboração da política tarifária contra o Brasil, reforçando os laços entre setores da direita brasileira e o governo americano.

A tensão não ficou restrita aos palácios de Brasília. Virgínia Mendes, primeira-dama do estado de Mato Grosso, deu fortes declarações nesta semana, criticando a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da crise. Para ela, o governo federal tem adotado um tom provocativo em relação aos Estados Unidos.

“O presidente Lula, ao invés de criar problemas, deveria construir pontes e unir com Donald Trump. As falas dele e da Janja são provocações desnecessárias”, afirmou Virgínia.

A primeira-dama também citou a esposa do presidente, Janja Lula da Silva, acusando-a de “provocar os americanos” após falas duras direcionadas ao empresário Elon Musk, aliado próximo de Trump.

“Essas provocações fazem com que os mandantes dos Estados Unidos pesem a mão contra o povo brasileiro. Nós somos pequenos para provocar quem é grande. Precisamos de união, não de conflito”, declarou.

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A disputa ideológica entre esquerda e direita no Brasil encontrou novo combustível com a crise internacional. Nas redes sociais, hashtags como #BrasilResiste e #UnidosComTrump disputam espaço, enquanto manifestantes tomam as ruas de várias capitais.

Analistas afirmam que a tensão ameaça desdobramentos econômicos graves, incluindo retaliações comerciais adicionais, impactos nas exportações e aumento da instabilidade política internacional

O conflito segue sem sinais de arrefecimento, e os próximos passos diplomáticos serão decisivos para evitar que a crise evolua para uma guerra comercial de maiores proporções.

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De chefe da Abin a foragido internacional: quem é Alexandre Ramagem, aliado de Bolsonaro preso pelo ICE nos Estados Unidos

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Da redação

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), após meses foragido da Justiça brasileira. A informação foi confirmada pela Polícia Federal e pelo sistema do Departamento de Segurança Interna dos EUA, que registrou Ramagem como “sob custódia”. 

Delegado de carreira da Polícia Federal, Ramagem ganhou projeção nacional ao integrar a equipe de segurança do então presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018. A proximidade com Bolsonaro o levou ao comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), cargo que ocupou entre 2019 e 2022. Durante sua gestão, tornou-se um dos nomes centrais do núcleo de confiança do governo federal. 

Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. No entanto, sua trajetória política passou a ser marcada por investigações relacionadas ao uso da estrutura de inteligência do Estado. A Polícia Federal apontou que Ramagem teria participado da chamada “Abin paralela”, esquema investigado por suposto monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e adversários políticos. 

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Em setembro de 2025, Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado e à organização criminosa armada. A decisão também resultou na perda do mandato parlamentar e do cargo de delegado federal. 

Após a condenação, ele deixou o Brasil de forma clandestina e passou a viver nos Estados Unidos. O governo brasileiro formalizou pedido de extradição no fim de 2025. Desde então, Ramagem era considerado foragido da Justiça. 

A prisão ocorreu nos Estados Unidos, onde Ramagem estava em situação migratória irregular, segundo informações preliminares. Até o momento, as autoridades norte-americanas não divulgaram imagens oficiais da prisão nem detalhes sobre eventual audiência de extradição. 

A detenção de Ramagem representa um novo desdobramento internacional do processo que apura a tentativa de ruptura institucional no Brasil após as eleições de 2022. A expectativa agora é sobre os próximos passos da cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas para definir se o ex-parlamentar será deportado ou extraditado para cumprir a pena no país. 

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