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Vereador explica projeto do “Pix Professor” de R$ 200 enviado à Câmara de Cuiabá; VEJA O VÍDEO

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Paula Figueiredo

O vereador Dilemário Alencar (Podemos) explicou, nesta quinta-feira (16), que o projeto de lei que institui o pagamento de uma bonificação de R$ 200 aos professores da rede municipal — apelidada de “Pix Professor” — já foi protocolado na Câmara Municipal de Cuiabá e será analisado em regime de urgência.

Segundo o parlamentar, a proposta foi enviada pelo prefeito Abílio Brunini como forma de compensar os profissionais da educação que não tiveram folga no Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro. Apesar de tradicionalmente ser tratado como um dia de recesso escolar, este ano as aulas ocorreram normalmente nas unidades do município.

“A ideia surgiu após várias reclamações dos pais, que trabalham normalmente nesse dia e não têm onde deixar os filhos, principalmente os que estão em creches. Como o Estado também não decreta feriado, o prefeito criou essa bonificação como forma de valorização da categoria”, afirmou Dilemário.

Ele também destacou que a medida segue dentro do orçamento da educação, respeitando o percentual constitucional de 1,25% destinado ao setor. O valor será repassado diretamente aos professores da rede municipal. A estimativa é de que todos os profissionais ativos sejam beneficiados, embora o número exato ainda não tenha sido informado.

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“A proposta tem valor simbólico, mas representa reconhecimento. E, se houver disponibilidade orçamentária, a ideia é ampliar o valor nos próximos anos”, acrescentou o vereador.

O projeto será analisado pelas comissões de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e de Orçamento antes de seguir para votação em plenário. O montante total do investimento ainda será detalhado pela prefeitura.

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Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio

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JB News

Por Emerson Teixeira

A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.

Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.

As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.

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Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.

Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.

 

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