CUIABÁ
Vereador Daniel Monteiro teme criação de um novo tributo para compensar a perda da receita de taxa do lixo, e vota a favor da extinção
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JB News
Por Alisson Gonçalves
O vereador de Cuiabá, Daniel Monteiro, avaliou positivamente a recente troca na Secretaria de Educação do município.
Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira,03, ele destacou que a mudança era necessária devido à falta de planejamento na gestão anterior.
“Respeitando a ética de não criticar especificamente a pessoa da secretária Solange, eu quero dizer que faltava planejamento. Não havia um norte, um horizonte através do qual projetássemos o que iria acontecer nos próximos meses e anos na educação”, afirmou Monteiro.
O parlamentar demonstrou confiança no novo titular da pasta, Amauri, a quem classificou como um dos mais capacitados com quem já trabalhou.
Ele ressaltou que, em apenas cinco dias no cargo, o novo secretário apresentou um diagnóstico detalhado sobre as falhas no organograma da secretaria e na falta de intervenções pedagógicas.
Monteiro também defendeu Amauri em relação ao fato de ele figurar como réu em uma ação judicial no Estado do Paraná.
“Não consigo tratar desse tipo de coisa sem falar que a presunção de inocência ainda é o princípio que rege toda a conduta do código penal no Brasil. O fato dele ser réu não impede que seja nomeado e não significa que é culpado”, reforçou.
Voto favorável à extinção da taxa do lixo:
O vereador também se posicionou sobre o projeto que extingue a taxa do lixo em Cuiabá. Ele afirmou que votará a favor da proposta, que foi uma promessa de campanha do prefeito.
“Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça emitiu parecer e eu votarei favoravelmente. Minha única preocupação é a criação de um novo tributo para compensar a perda dessa receita”, disse.
De acordo com Monteiro, a Lei de Responsabilidade Fiscal obriga a administração a compensar a perda de uma receita prevista no orçamento de três formas: aumentando a base de cálculo de um tributo vigente, elevando a alíquota de um tributo existente ou criando um novo tributo.
Segundo ele, a Prefeitura optou pela terceira alternativa, prevendo uma taxa diferenciada para grandes geradores de resíduos sólidos, como condomínios e estabelecimentos comerciais que produzem mais de 50 quilos de lixo por dia.
“Agora, se essa lei terá eficácia ainda este ano, teremos que aguardar”, ponderou.
Monteiro também questionou a defasagem da lista de grandes geradores de lixo elaborada pela Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb).
“A última vez que vi essa lista, tinha apenas 84 pessoas. Isso está muito desatualizado, pois qualquer restaurante produz mais de 50 quilos por dia”, afirmou.
O vereador finalizou criticando a falta de planejamento na implantação da medida e sugeriu que a Prefeitura esclarecesse melhor para a população as previsões da Lei Orçamentária Anual.
“Na minha condição de prefeito, explicaria que a extinção da taxa do lixo poderia ser prevista no orçamento do ano seguinte, evitando prejuízo ao erário”, concluiu.
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CUIABÁ
Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes
O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.
Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.
O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.
Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.
Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.
A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.
Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.
Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.
Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.
A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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