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Vereador acusa Abílio de favorecer instituto que recebeu R$ 10 milhões e critica reforma administrativa

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JB News

Por Alisson Gonçalves

O vereador de Cuiabá, Jefferson Siqueira, fez duras críticas ao prefeito Abílio Brunini durante sessão na Câmara Municipal, acusando-o de desinformar a população e questionando a nomeação do secretário de Cultura, que seria dono do Instituto Cordemato.

Segundo Siqueira, a entidade recebeu mais de R$ 10 milhões em emendas no último ano, o que, para ele, levanta suspeitas sobre o real interesse do prefeito na nomeação.

“Eu sei o que eu fiz, sou consciente e sou responsável. Mas muito mais que falar, é você provar. Eu queria saber e entender qual é o interesse exclusivo do prefeito Abílio ao nomear o secretário de Cultura, que é dono de um instituto chamado Cordemato”, declarou o vereador.

Siqueira anunciou que irá protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso e cobrar explicações de Abílio.

“Estamos conhecidos como a casa das CPIs, temos seis ou sete CPIs aqui, mas muitas delas são infundadas. Vou protocolar essa CPI para que o prefeito possa dar mais uma explicação em relação a esse interesse exclusivo de colocar alguém na gestão que operou mais de R$ 10 milhões só em 2024”, afirmou.

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Além das denúncias sobre o Instituto, o vereador também criticou a reforma administrativa enviada por Abílio à Câmara, apontando que a medida não cumpre as promessas de campanha do prefeito.

“A promessa dele era acabar com o cabide de emprego. Mas ele manda pra cá uma reforma que extingue apenas 43 cargos, dos quase mil existentes. Isso é tampar o sol com a peneira”, disparou.

Siqueira também mencionou denúncias de nepotismo na gestão municipal, afirmando que recebeu informações sobre a esposa de um vereador ocupando cargo de diretora em uma Unidade de Saúde. Para ele, a administração de Abílio está longe de cumprir o discurso moralizador que adotou durante a campanha.

“Se você se posiciona contra, seja fidedigno com o que falou. O discurso de campanha era um, e o que vemos hoje na prática é outro”, concluiu.

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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