MEIO AMBIENTE

Várzea Grande sediou a abertura do Programa Federal Rios + Limpos

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Várzea Grande foi escolhida para sediar o lançamento do Programa Nacional Rio+Limpos. As baías de Siamariana e Chacororé – localizadas no Pantanal – também terão a edição do evento, nesta sexta e sábado, 18 de setembro, data em que se comemora o Dia Mundial da Limpeza.

O Programa Rios+Limpos, visa melhorar a qualidade das águas no país, e consequentemente a saúde das pessoas.

A iniciativa é inédita no Pantanal e fortalece as ações executadas pelo Governo do Estado para manter o nível de água e a biodiversidade local, em parceria com os municípios que estão dentro da área do Pantanal ou de bacias que formam o Pantanal Mato-grossense.
“É um orgulho para nós a escolha de Várzea Grande para sediar o lançamento desse importante programa.

A nossa administração tem aplicado políticas públicas de desenvolvimento econômico e social, e nossa preocupação é para que a qualidade de vida da população não seja comprometida, por isso estamos investindo em todos os setores, e principalmente, no esgotamento sanitário, que ajuda a preservar o Rio Cuiabá, um dos mananciais mais importantes na formação da região pantaneira e um dos maiores pontos turísticos de nosso país”, destacou o prefeito Kalil Baracat.
Ele reafirmou, durante o evento, a parceria de serviços com o Governo Federal e com o Governo do Estado, em ações conjuntas para o fortalecimento e desenvolvimento de projetos que asseguram a preservação do meio ambiente e das bacias e rios que unem as cidades de Cuiabá e Várzea Grande.


“A questão ambiental sempre será primordial, essencial e repleta de diversidade de ações, pois não é apenas em uma gestão que iremos conseguir resolver todos os problemas que cercam o meio ambiente e o desenvolvimento tão essencial às pessoas”, disse o prefeito Kalil Baracat acompanhado pelo governador do Estado em exercício. Otaviano Pivetta.
O vice-governador do Estado no exercício da Chefia do Poder Executivo, Otaviano Pivetta disse que o Governo do Estado tem se esforçado na tratativa de decisões e na adoção de medidas efetivas para evitar danos ao meio ambiente e que tem estabelecido ordem de desenvolvimento para que os agentes produtivos se integram ao meio ambiente e façam a sua produção sem agredir os recursos naturais.
“Preservar os nossos recursos naturais é uma obrigação de todos nós, e a consciência popular precisa colocar isso na pauta do dia a dia. Esse gesto com o universo em que vivemos precisa acontecer dentro de casa, na rua, no bairro, na cidade e no estado. Nós temos que incorporar a cultura da sustentabilidade.

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O Rio Cuiabá merece e precisa urgentemente de cuidado, por isso é necessárias ações como esta e outras para a preservação desse bem. O Governo do Estado está pensando e agindo de forma consciente na certeza de que nós vamos deixar um legado positivo, e o início de uma cultura que se tornará patrimônio da sociedade. A secretaria de Meio Ambiente está fazendo um trabalho transparente, consciente estratégico e no cumprimento da Lei”.
O secretário Nacional do Ministério do Meio Ambiente, André França, disse que o programa Rio+Limpos integra a agenda ambiental urbana que é desenvolvida pelo Ministério de Meio Ambiente para melhorar a qualidade de vida das pessoas, aliadas a ações amplamente desenvolvidas pelos estados e municípios. “Escolhemos Cuiabá/Várzea Grande por saber da conexão que as duas cidades têm com o Rio, e que tiveram o seu desenvolvimento a partir do rio, e esse é um bom exemplo para mostrar ao país, que Mato Grosso tem feito um bom trabalho na conscientização da população para a importância de se preservar esse bem maior, e tão essencial para a vida. Cada um fazendo a sua parte, os rios ficam mais limpos e todos ganham com essa educação ambiental”.
André França disse ainda que em um bioma único no mundo, como o Pantanal, é mais emblemático desenvolver ações, porém Mato Grosso tem feito um bom trabalho no meio ambiente, e este trabalho é importante porque é um momento de também chamar a atenção do voluntariado para que mais ações e projetos sejam realizados em prol da preservação das nascentes e rios. “E essa época é totalmente adequada uma vez que os rios estão mais baixos, e os trabalhos ficam mais facilitados. E como o Brasil está passando por uma crise hídrica é mais um motivo para cuidar melhor dos nossos rios”, asseverou.
A secretária estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Mauren Lazzaretti, disse que o lançamento do programa Rios+Limpos é importante uma vez que as ações, no Estado, seguem até o dia 18 de setembro, Dia Mundial da Limpeza. “Neste dia haverá uma movimentação de mais de 180 países, e mais de 50 milhões de pessoas envolvidas na limpeza dos rios, de áreas urbanas e de cursos d’águas, e o nosso Estado também participa desse movimento. Esse é um programa para todo o Brasil com o objetivo de promover ações e medidas voltadas para a limpeza dos rios brasileiros.

O Estado de Mato Grosso é parceiro do Governo Federal e hoje é protagonista dessa ação tão importante para a qualidade de vida da população. “Estamos procurando melhorar a cada dia a gestão e a política estadual para que ela reflita no apoio que o Estado e o Governo Federal podem dar aos municípios, para que essa agenda urbana possa refletir a toda a população mato-grossense”.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural e Sustentável, Célio Santos agradeceu a iniciativa do Governo Federal e o Governo do Estado por oportunizar ao município de Várzea Grande o lançamento de um importante programa como o Rios+Limpos. “Esse projeto visa, principalmente, conscientizar a população para que não descarte lixos nas ruas, que acabam desaguando nos córregos e, consequentemente, nos rios e no Pantanal, causando danos irreparáveis para o meio ambiente.
Para o prefeito Kalil Baracat natural de Várzea Grande, não existe desenvolvimento econômico e social sem que ele seja autossustentável, sob pena das futuras gerações não desfrutarem da importância de um ecossistema equilibrado. “Ou adotamos medidas agora, ou as futuras gerações padecerão”, disse Kalil Baracat sinalizando que este é um problema de conscientização, pois o desenvolvimento não pode parar, mas também não por ter consequências danosas ao meio ambiente.
Logo a após a solenidade de lançamento do programa Rios+Limpos, equipes das secretarias de meio ambiente, de Cuiabá e Várzea Grande, além de moradores da Distrito de Passagem da Conceição e voluntários realizaram a limpeza das margens do Rio Cuiabá. Equipes de barcos também percorreram o Rio para a limpeza nos locais com mais dificuldade de acesso.
Presentes ao evento, os deputados estaduais, Paulo Araújo (PP) e Carlos Avallone (PSDB) e a suplente de senadora Margareth Buzetti enalteceram o evento apontando que a globalização passa a exigir dos governos medidas positivas e efetivas visando o desenvolvimento autossustentável, pois ele é essencial para que o Planeta Terra possa se manter e não sofrer com as decisões adotadas pela exploração irracional de seus recursos naturais.
As autoridades presentes conheceram um pouco da cultura e artesanato de Várzea Grande, como as Redes do Limpo Grande, a gastronomia e a apresentação de danças como o cururu e o siriri. Na oportunidade o Secretário Nacional do Ministério do Meio Ambiente, André França lembrou que o artesanato, a gastronomia e a cultura têm dado demonstrações inequívocas da importância do desenvolvimento sustentável. “Está muito claro que o as riquezas locais sobrepuseram o desenvolvimento industrial, comercial e convivem de forma harmônica, é isto que todos nós desejamos, a manutenção dos valores históricos e culturais”, disse André França.

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MEIO AMBIENTE

Wellington defende aprovação do Estatuto e alerta: “Situação é de guerra” no Pantanal

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Senador mato-grossense ressaltou que no Pantanal, só 15% da área está com a presença da ocupação e lamenta situação de abandono

JB News

Presidente da Subcomissão do Pantanal do Senado, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) voltou a defender rápida aprovação do Projeto de Lei 5482/2020, mais conhecido como “Estatuto do Pantanal”. Segundo ele, somente com um regramento abrangente será possível enfrentar ‘a situação de guerra’ no bioma, que abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Com isso, atuar  de forma enérgica contra “a inércia do Estado e a falta de políticas públicas”, razões da tragédia ambiental que atinge a região.

 

“A legislação criará uma certificação para atividades sustentáveis na bacia do rio Paraguai, a fim de mitigar os danos ambientais na produção” – crê o parlamentar, que, no ano passado, presidiu a Comissão Temporária do Pantanal no Senado. Entre outras ações, a comissão discutiu medidas para o enfrentamento aos incêndios florestais que se alastraram sobre o bioma, matando milhares de animais, e sugeriu a criação do Estatuto do Pantanal.

 

Convicto de que a conservação do bioma se faz com manejo sustentável,  Fagundes ressaltou que,  no Pantanal, só 15% da área estão ocupados por atividades econômicas. “O problema do Pantanal é o abandono. Falta política pública definida do que fazer e como fazer” – acrescentou.

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O senador do PL de Mato Grosso observou que 90% da área do Pantanal estão nas mãos da iniciativa privada e que, portanto, a maior responsabilidade pela conservação do bioma é privada.

 

Wellington ressaltou que Mato Grosso do Sul fez uma modificação na legislação para permitir a exploração do bioma, o que não aconteceu com  Mato Grosso. “Com isso, temos uma restrição muito grande no Pantanal mato-grossense para fazer limpeza de área, a queima controlada, a formação de novas pastagens para o alimento do gado” – observou.

 

Para o senador, a situação do bioma se torna ‘entristecedora’ e ‘estarrecedora’ levando-se em conta o fato de existir tecnologia suficiente no mundo capazes de atenuar a destruição. “Temos o INPE, satélite da Nasa, que já tinham previsão de seca de mais quatro ou cinco anos. E mesmo assim tudo chegou como uma surpresa” – ressaltou. Ele criticou o fato de o Estado não ter se preparado adequadamente. “Para nós aqui causa uma grande impotência”.

 

Na entrevista à “Folha”, Wellington explicou que a Covid-19 e os incêndios florestais transformou o momento numa “situação de guerra”. Ele informou que, ao contrário do ano passado, a  Defesa Civil já liberou parte dos recursos para ações de combate ao fogo. “Pelo menos temos agora a presença efetiva do Corpo de Bombeiros, de brigadistas e da Marinha” – comemorou.

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Programa Emergencial

 

“O Brasil não tem cultura de planejamento. Não temos política de Estado, nossas políticas são de governo, e aí aquilo que está estabelecido às vezes não é tocado para a frente. Cada ministério quer fazer um programa novo, e isso leva a muito desperdício, de esforço físico e econômico” – disse

 

O presidente Bolsonaro, segundo o senador,  faz “política [ambiental] para fora, especialmente para as nações que querem puxar a orelha do Brasil. A gente já ouviu muito sobre a internacionalização da Amazônia, talvez por ele ser militar. Quando vêm aqui os ministros, essa dúvida não existe. É um caso do presidente”.

 

Tratando com objetividade as necessidades da presença do Governo e reduzindo as inspirações ideológicas do presidente da República, Wellington Fagundes defendeu “uma política perene, de investimentos” dentro do bioma Pantanal. Ele cobrou uma audiência com o presidente para para que o governo possa fazer de imediato um programa emergencial de recuperação do que é hoje.

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