Saúde

Uso de máscaras evita colapso do sistema de saúde e impede surgimento de novas variantes, afirma especialista

Publicados

em

Por enquanto, as vacinas ministradas atualmente conseguem ter boa efetividade contra as mutações do coronavírus

Fernando Campos | Mato Grosso Saúde

Médica orienta uso de máscaras para evitar mutações do vírus
Foto por: CDC/Divulgação

Não é raro ouvir dizer que o vírus da Covid-19 sofreu mutações. Essas alterações são comuns entre microorganismos. O vírus da gripe, por exemplo, sofre várias mutações e por isso são realizadas campanhas anuais de vacinação contra a doença.

Para tirar dúvidas sobre alguns aspectos das mutações do coronavírus, o Mato Grosso Saúde conversou com a médica pediatra e patologista Natasha Slhessarenko, credenciada ao plano pela Clínica Vida. Ela ainda lembra que manter os cuidados com a saúde ajuda no controle dessas variações virais bem como mantém o sistema de saúde pronto para receber os pacientes infectados.

Segundo a dra Natasha, os vírus têm essa dinâmica e se modificam para que sua sobrevivência seja garantida. Na maioria das vezes, as mutações prejudicam o próprio vírus fazendo com que ele morra, mas, algumas vezes as mutações conferem vantagem competitiva.

“As mutações preocupam porque pode surgir uma mutação que favoreça muito o vírus, como aconteceu com a mutação gama (variante brasileira), antiga P.1. Os indivíduos infectados com essa variante apresentam cargas virais maiores, pois a mutação favoreceu a ligação do vírus (fração RBD) com o receptor (ACE2) existente na superfície das células humanas, possibilitando que os vírus entrem mais rápido e mais facilmente nas nossas células”, informa.

Leia Também:  Cardiologistas de todo o Brasil se reúnem em XXI Congresso de Cardiologia em Cuiabá

A médica explicou que existem milhares de variantes, mas existem aquelas chamadas de “variantes de preocupação”, que hoje são basicamente quatro: a Alpha (B.1.1.7), do Reino Unido; a Beta (B.1.3.5.1), da África do Sul, a Gama (antiga P.1), do Brasil; e a variante Delta (B.1.6.1.7), da Índia.

Existem também as chamadas de “variantes de atenção”, dentre elas a P.2 que foi também descrita inicialmente no Brasil. E existe preocupação com cada uma delas porque são variantes que dão certa vantagem competitiva para o vírus na luta contra o nosso organismo.

“As variantes Alpha, Beta e Gama têm em comum a mutação N501Y fazendo com que o vírus entre mais fácil nas células humanas e levam a altas cargas virais. Outra mutação presente em algumas variantes de preocupação é a E408K, que faz com que o  vírus escape do sistema imune”, explica.

A médica ressalta que as vacinas atualmente ministradas contra o SarsCoV-2, causador da Covid-19, conseguem, pelo menos por enquanto, ter eficácia, em graus diferentes, contra o coronavírus.

Maior transmissibilidade e colapso do sistema de saúde

Natasha reforça que a mutação N501Y, que faz com que o vírus entre mais facilmente nas células e aumente a transmissibilidade, em razão de cargas virais maiores, leva mais pessoas a ficarem doentes ao mesmo tempo, gerando  aumento de pacientes buscando por atendimento médico ao mesmo tempo.

Leia Também:  AL aprova entrega de medicamentos com canabidiol pelo SUS

“Quanto mais gente doente ao mesmo tempo, maior a chance do sistema de saúde, público ou privado, entrar em colapso, gerando a falta de leitos, de oxigênio e condições de atender esses pacientes”.

Ela ainda informa em 2021 foi notado um grande número de casos em gestantes com alta taxa de mortalidade, “e esses dados deixam os profissionais de saúde preocupados, pois pode ter alguma relação das variantes com as gestantes”.

Relação entre falta do uso das máscaras e mutações

A utilização das máscaras é lei em todo o território de Mato Grosso. As máscaras são importantes para tentar minimizar a disseminação do vírus entre as pessoas por funcionar como uma barreira mecânica.

“O uso das máscaras, sem sombra de dúvidas, é um mecanismo muito eficiente, junto com medidas como distanciamento seguro, a lavagem frequente das mãos, evitar aglomerações”, afirma Natasha Slhessarenko.

A especialista finaliza explicando que cada vez que o vírus encontra um organismo para ele se multiplicar, passa a existir também as chances de haver novas variantes. “Se o cidadão usar máscara, tomar vacina e seguir as medidas sanitárias, a chance de pegar o vírus diminui e obviamente estaremos evitando ter novas multiplicações virais. Se não há multiplicação do vírus, não vai haver novas variantes”.

COMENTE ABAIXO:

Saúde

Cardiologistas de todo o Brasil se reúnem em XXI Congresso de Cardiologia em Cuiabá

Publicados

em

Por

Por Roberta Cassia

 

Entre os dias 21 e 23  de outubro, Cuiabá  será sede do XXI  Congresso de Cardiologia de Mato Grosso que vai reunir cardiologistas de todo o Brasil, estudantes e profissionais da saúde  para participarem de palestras, painéis e mesas redondas com temas variados e discussões atuais de métodos diagnósticos, medicamentos, novos equipamentos e tratamentos atuais na área de cardiologia e doenças associadas.

 

No dia 21 após a abertura, haverá a ‘Mesa Redonda:  Hipertensão Arterial’,  e  em seguida outra com o tema “Prevenção Primária de DAC”. Fechando a manhã haverá o “Simpósio Servier: Nova abordagem no controle da hipertensão”.

 

No período da tarde,   os  temas das mesas redondas serão ‘O estado da arte dos métodos complementares no diagnóstico da doença coronariana’ e ‘Técnicas intervencionistas na prevenção cardiovascular”. Haverá ainda o “Simpósio Abbot: As novas tecnologias em dispositivos implantaveis. Dos beneficios a redução de custos no ecossistema de saúde” e a “Assembleia Geral extraordinária da SBC-MT”.

 

No dia 22, haverá outras mesas redondas com os temas ‘Cardiologia da Mulher’ ,   ‘Dislipidemias’, ‘Insuficiência Cardíaca’ e ‘Arritmias Cardíacas, além dos simpósios “Novo Nordisk: Quais as evidências atuais para o uso dos AR GLP-1 na DCV?”, “AstraZeneca: Tratamento da ICFEr, o que há de novo?” e “Simpósio Lilly: Empaglifozina na Insuficiência Cardíaca”.

Leia Também:  Outubro Rosa: a importância do tratamento precoce

 

No sábado, dia 23, o congresso traz a mesa redonda “Cardio Oncologia”  e  “Miscelânias”  além do “Simpósio Biotronik: Avanços tecnológicos e estimulação cardíaca fisiológica”.

 

“Teremos a participação de grandes nomes da cardiologia por teleconferência e presencialmente também. São temas atuais e ainda trazem discussões sobre as tecnologias recentes mais utilizadas nos tratamentos de doenças cardíacas nos grandes centros”, afirma o presidente do Congresso o cardiologista Marcos Tenuta.

 

O evento é uma realização da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso (SBC-MT).

 

 

SERVÇO

 

O QUE? XXI Congresso de Cardiologia

 

QUANDO? Dias 21,22 e 23 de outubro a partir das 7h30

 

ONDE? Centro de Eventos Senai Cuiabá

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA