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Uma geração que lida mal com frustrações delega demais para a Inteligência Artificial

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Por Paulo Fernando Silvestre Jr.

O Macaco Elétrico

A cada dia, a Inteligência Artificial fica mais poderosa e diversificada. A capacidade de sistemas aprenderem a partir do próprio uso vem permitindo que as máquinas tomem decisões mais assertivas em diferentes áreas. Isso é muito bem-vindo, mas essa tecnologia não é uma panaceia e nem nos desobriga de tratar de nossas tarefas, inclusive das desagradáveis.

O problema é que vivemos um tempo em que a tolerância a frustrações por parte de parte da população vem ficando muito baixa! Essas pessoas lidam mal com fracassos e mesmo com o próprio processo de aprendizagem.

As ferramentas digitais surgem então como “atalhos” para se evitar dissabores. Isso vale até para a escolha de parceiros românticos e sexuais. Ouvir um “não” sempre foi muito chato, mas faz parte do nosso crescimento pessoal! Uma vida sem dificuldades ou que sempre tenha alguém que faça a “parte chata” por nós gera pessoas incapazes de tomar decisões construtivas e de ter boas ideias.

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De nada adianta um sistema que escolha alguém para ir para cama “com grande chance de sucesso”, se os envolvidos não forem capazes de manter o interesse. Afinal, por mais que a inteligência artificial escolha bem o parceiro, nunca a pessoa será capaz de nos agradar em tudo. Em algum momento, surgirá um “desalinhamento” que teremos que enfrentar. Se não resolvermos isso, não seremos capazes de manter bons relacionamentos. Essa é, aliás, a gênese do “amor líquido” preconizado pelo filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman.

Outra área em que a Inteligência Artificial vem sendo usada com sucesso, mas também gerando preocupações, é a de Recursos Humanos. Os sistemas vêm prestando um serviço inestimável a recrutadores: eles analisam, em pouquíssimo tempo, milhares de candidatos a vagas de emprego, “fazendo a primeira peneira”, que reduz o total a poucas centenas. Mas muitas pessoas temem que as máquinas falhem nessa seleção, ao desenvolver vieses e preconceitos que lhes são ensinados pelos próprios recrutadores, muitas vezes de maneira inconsciente.

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Agora essas ferramentas também estão sendo usadas para decidir quem será mandado embora, criando demissões em massa em poucos segundos. Em alguns casos, o próprio sistema informa friamente o demitido.

Lidar com pessoas pode ser difícil, especialmente quando há algum conflito. Mas fugir disso desumaniza não apenas o processo, como também o próprio indivíduo. Devemos, portanto, nos preocupar menos em humanizar as máquinas e mais em humanizar as pessoas.

Para entender um pouco mais sobre como a Inteligência Artificial vem sendo usada em casos assim, assista ao vídeo da minha Pílula de Cultura Digital dessa semana.

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Startups avaliam participação na semana Seed Innovation

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A Semana Seed Innovation, promovida pelo Instituto AgriHub (de 9/11 a 12/11), foi marcada pela interação entre nove Agtechs, apresentação de Picth, visitas técnicas nos municípios de Rondonópolis e Campo Verde (TMG, Aprosmat, Fundação MT e Agro-Sol Sementes) e muito networking entre os participantes e produtores.

A iniciativa tem o objetivo de alcançar o máximo de soluções para os desafios da agricultura. A ideia é incentivar o desenvolvimento de produtos e serviços com inovações que contribuam para o aprimoramento da cadeia produtiva de sementes em seus diferentes elos.

No encerramento, as startups Agricef, Grandeo, LLK Engenharia, MasterPlanti, SBR Prime, Spatia Ag, Sydy, Toblue e Trucker do Agro tiveram a oportunidade de se apresentar para algumas das mantenedoras do programa, como a Bayer e a Amaggi, além de convidados externos do Sindacool, Unicamp, Embrapa Agricultura Digital, UFMT, IFMT, Bom Futuro e Ima, o que rendeu novas conexões e oportunidades de negócio.

“A iniciativa do AgriHub em proporcionar o contato direto com o campo, com a necessidade do produtor e de toda a cadeia de maneira geral foi muito importante. Somos da tecnologia e precisamos ver a aplicabilidade do que estamos desenvolvendo. São oportunidades como essa que trazem para nós insigthts para que a gente melhore as soluções e, principalmente, para que consigamos atender as necessidades dos produtores, que no fim são os consumidores finais da tecnologia que desenvolvemos”, disse Adrian Toledo Procopiou, CEO da Sydy.

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Para o diretor de Operações da Agricef, Efraim Albrecht, em função das oportunidades proporcionadas pelo Instituto AgriHub, a startup está entrando para o digital do Seed Innovation. “A proposta do AgriHub é interessante, e de maneira geral já temos alguns pulverizadores em parcelas experimentais e outros produtos voltados para estações experimentais de empresas que trabalham com insumos agrícolas. Acreditamos que podemos adaptar nossas soluções para os problemas identificados pelo AgriHub através do Seed Innovation”, pontuou Albrecht.

A proposta da Agricef para o Sedd Innovation, de acordo Efraim Albrecht, é entender as demandas dos agricultores, identificá-las e conseguir desenvolver soluções customizadas, específicas para os produtores. “A partir do programa Seed Innovation estamos identificando que a produção de sementes tem valor muito agregado. Realmente é esse trabalho com a semente que vai propiciar toda a entrega final aos agricultores”, apontou Albert.

Na avaliação do Nicholas Marshell, da Trucker do Agro, a experiência dos primeiros contatos na prática com o programa foi bastante produtiva. “Tivemos o privilégio de conhecer todo o ciclo produtivo da semente, desde o laboratório que está desenvolvendo melhoramento genético, distribuição de sementes, estudos e pesquisas de pragas, como também uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), entre outros processos que vimos durante as visitas técnicas em campo. Foi fantástica nossa experiencia aqui e pretendemos ao longo de 2022 continuar esse trabalho em parceria com o AgriHub”, avaliou Nicolas.

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O Instituto AgriHub faz parte do Sistema Famato. Para mais informações sobre os trabalhos do instituto e o que aconteceu na semana, acesse também o blog do AgriHub: https://agrihub.com.br/

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