EDUCAÇÃO
UFPA inaugura laboratório de inovação farmacêutica amazônica
A Universidade Federal do Pará (UFPA), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), inaugurou, na última semana, o Laboratório de Tecnologia Farmacêutica e Cosmetologia, criado para fortalecer a infraestrutura científica e ampliar a atuação da instituição em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação voltados à formulação de produtos cosméticos e farmacêuticos, produzidos, especialmente, a partir de produtos da Amazônia.
O espaço recém-criado é coordenado pela docente Marta Monteiro, em parceria com os professores Nélio Machado e Emanuel Macedo, e funciona como um ponto de integração entre a ciência, o setor produtivo e a sociedade civil, reunindo pesquisadores de diversas áreas, ao mesmo tempo em que mantém diálogo com as comunidades da região.
As pesquisas desenvolvidas no laboratório contarão com a colaboração direta da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sob a supervisão científica do professor Pedro Rolim, especialista em tecnologia farmacêutica. “Esta articulação fortalece a padronização metodológica, a robustez científica e a transferência de tecnologia entre instituições estratégicas para o desenvolvimento farmacêutico nacional”, destaca Monteiro.
Áreas de atuação – O novo espaço contribuirá para viabilizar e fortalecer a bioeconomia circular na Amazônia, especialmente por meio da ciência translacional, campo que transforma descobertas científicas básicas em aplicações práticas. As pesquisas se concentram na caracterização química, farmacológica e tecnológica de resíduos agroindustriais, com ênfase nas cadeias produtivas de frutos como o açaí, o cacau e a pupunha.
De acordo com o assessor da reitoria, Edmar Costa, a nova infraestrutura científica simboliza “um investimento estratégico em ciência, inovação e soberania do conhecimento, alinhado às grandes agendas contemporâneas da saúde, da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável”.
As frentes de pesquisa serão estruturadas principalmente na área da nanotecnologia, incluindo o desenvolvimento de biofármacos para doenças infecciosas e negligenciadas; a regeneração tecidual avançada e a cosmetologia sustentável e dermocosméticos de alta performance. Esta última se caracteriza por formulações baseadas em química verde e ativos naturais amazônicos.
Equipe multidisciplinar – Em sua equipe, o laboratório contará com pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, como farmácia, engenharia química, biotecnologia, entre outros campos correlatos da saúde e tecnologia, além de envolver estudantes de graduação e pós-graduação, o que possibilita a formação de recursos humanos altamente qualificados.
O espaço está inserido, ainda, em uma rede de pesquisa que mantém cooperações científicas com diversas instituições brasileiras, bem como com instituições da Espanha, dos Estados Unidos, da Alemanha e da Itália. “Essas parcerias ampliam a inserção do laboratório em redes globais de pesquisa, fortalecem o intercâmbio científico, permitem acesso a plataformas tecnológicas avançadas e contribuem diretamente para a formação de recursos humanos com perfil internacional e alta qualificação científica”, completa Marta Monteiro.
Este conteúdo é uma produção da UFPA, com apoio da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC)
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.
“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.
Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.
Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.
A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.
Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.
Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.
Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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