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Tribunal de Justiça nega prisão de empresário acusado de devastar 81 mil hectares no Pantanal

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JB News

Por Alisson Gonçalves

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso rejeitou o pedido de prisão preventiva do produtor rural Claudecy Oliveira Lemes, investigado por participação em um dos maiores esquemas de desmatamento ilegal do Pantanal.

A decisão foi unânime entre os desembargadores da Quarta Câmara Criminal, que também recusaram a aplicação de tornozeleira eletrônica ao engenheiro agrônomo Alberto Borges Lemos e ao piloto Nilson Costa Vilela.

Os três são alvos da Operação Cordilheira, que apura o uso de defensivos agrícolas para promover desmatamento químico em mais de 81 mil hectares de vegetação nativa, localizados na planície alagável de Barão de Melgaço, a cerca de 120 km de Cuiabá.

Segundo as investigações, Claudecy seria o financiador e mandante das ações, enquanto o engenheiro e o piloto teriam atuado diretamente nas pulverizações ilegais.

No recurso, o Ministério Público sustentava que as medidas cautelares impostas anteriormente não seriam suficientes para evitar novos danos ambientais e garantir o andamento do processo.

Contudo, no entendimento do relator, desembargador Hélio Nishiyama, a prisão seria “desnecessária, excessiva e desproporcional”, já que desde março de 2024 não há registros de novos crimes ou descumprimentos por parte dos réus.

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O magistrado ainda destacou que o produtor tem colaborado com as autoridades, comunicando seus deslocamentos e mantendo diálogo constante com a administradora judicial das propriedades embargadas.

Além disso, reforçou que não há indícios de que o engenheiro e o piloto tenham tentado prejudicar a investigação, tornando desnecessárias medidas mais rigorosas, como o monitoramento eletrônico.

A Operação Cordilheira revelou que o objetivo dos crimes ambientais seria transformar as áreas protegidas em pastagens para pecuária, afetando reservas legais, áreas de preservação permanente e zonas de proteção ambiental. Os réus respondem por seis crimes ambientais previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), e o Ministério Público busca uma indenização superior a R$ 2,3 bilhões pelos danos causados.

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Integração entre Samu e Corpo de Bombeiros amplia atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso

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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não será interrompido e seguirá atendendo normalmente

Ana Lazarini | SES-MT
Integração permite maior agilidade no socorro às vítimas
Crédito – Secom-MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue ativo e não será interrompido em Mato Grosso. O serviço é essencial para a assistência à população e continuará operando normalmente, de forma integrada ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

Firmada em junho de 2025, a atuação conjunta entre Samu e Corpo de Bombeiros ampliou a capacidade de resposta no atendimento pré-hospitalar em todo o Estado. O tempo-resposta às chamadas já foi reduzido em 36%, enquanto o número de atendimentos prestados à população aumentou em 30%. A cooperação também possibilitou a ampliação em 100% da cobertura na região da Baixada Cuiabana.

A integração permite maior agilidade no socorro às vítimas, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, emergências clínicas, resgates e situações de risco.

“O Samu permanece como um dos pilares do atendimento de urgência e emergência em Mato Grosso. A integração com o Corpo de Bombeiros vem para somar esforços e garantir um serviço ainda mais eficiente à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

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Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) e as chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

A SES faz a gestão direta do Samu da Baixada Cuiabana – nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Os 20 serviços de Samu que estão ativos em outras cidades do interior são administrados pelos próprios municípios.

A Secretaria enfatiza que não há qualquer medida para o encerramento do Samu. Ao contrário, o Estado tem promovido ações para qualificar o serviço, como a renovação da frota de ambulâncias, a capacitação de profissionais, o aprimoramento da estrutura de regulação e a implantação de pelo menos 20 novos serviços municipais do Samu, com aporte financeiro do Estado.

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