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Tínhamos 77 UTIs; em 90 dias, abrimos 120 novas e temos mais em andamento”, afirma governador Mauro Mendes

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Governador fez um balanço da ampliação de leitos contra a covid; mais UTIs serão anunciadas

Lucas Rodrigues | Secom-MT

O governador Mauro Mendes, que concedeu entrevistas nesta quarta-feira – Foto por: Christiano Antonucci

O governador Mauro Mendes, que concedeu entrevistas nesta quarta-feira

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O governador Mauro Mendes afirmou que, nos últimos 90 dias, o Governo de Mato Grosso já abriu 120 novas UTIs em todo o estado para atender a demanda dos pacientes com coronavírus. E que a construção de novas unidades será anunciada ainda nesta semana.

Em entrevista para as rádios Capital FM e Metrópole FM, na manhã desta quarta-feira (10.06), Mendes relatou que desde o início da pandemia tem concentrado esforços para abrir novos leitos clínicos e de UTIs, de forma a estruturar a rede pública contra a covid-19.

Somente em Cuiabá e Várzea Grande, foram abertas 50 novas UTIs no Hospital Estadual Santa Casa e 30 no Hospital Metropolitano. No interior, outras 70 UTIs estão sendo abertas nos hospitais regionais e em parceria com municípios.

“Ainda nesta semana, vamos anunciar mais conjuntos de UTIs para mais cidades do interior que possuam estrutura médica disponível, porque não basta ter as UTIs, é preciso ter toda a equipe para operar a unidade e atender os pacientes, com vários profissionais e médico intensivista”, explicou.

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Mendes também adiantou que as 30 novas UTIs que estão sendo abertas no Hospital Metropolitano devem ser entregues já na próxima semana.

“Todos esses novos leitos de UTI terão respiradores e monitores, assim como toda a estrutura necessária”, reforçou.

Pedido aos prefeitos

Nas entrevistas, o governador também pediu que os prefeitos concentrem esforços nas medidas contra o coronavírus, especialmente na testagem de pacientes que procuram as unidades de atenção básica, tarefa que é dever dos municípios realizar.

Conforme o chefe do Executivo, se as pessoas com sintomas forem testadas já nas policlínicas/postos de saúde, haverá redução do risco de agravamento da doença e, consequentemente, menor necessidade de utilização de leitos de UTI.

“Quem vai na policlínica precisa ser testado. As prefeituras receberam recursos e testes do Governo Federal. Porque se o paciente testou e já começa um tratamento, talvez nem precise ir no hospital. Mas sem isso, a pessoa já chega mal ao hospital, com o pulmão comprometido e vai direto para a UTI”, relatou.

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Mendes também pediu que a população siga as orientações do Governo do Estado, no sentido de evitar aglomerações, contato social e de tomar todas as medidas de higiene e distanciamento.

“A população precisa colaborar. Caso contrário, não importa quantos leitos foram abertos, nunca será o suficiente. É hora de todos fazermos o nosso dever”, afirmou.

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Saúde

Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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