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Terminal Público Pesqueiro de Vitória (ES) recebe visita do ministro André de Paula

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Nesta segunda-feira (14), o ministro André de Paula (MPA) visitou o Terminal Pesqueiro Público (TPP) de Vitória (ES), uma infraestrutura essencial para a pesca artesanal e industrial do estado. O terminal é uma concessão do Ministério da Pesca e Aquicultura para a iniciativa privada, que garante a qualidade do pescado e as boas práticas ambientais e de higiene e sanidade, facilitando a integração de pescadores(as), comerciantes e autoridades.

Esse terminal foi o primeiro a ter um processo de concessão com concorrência real em licitação no ano de 2022 e, desde então, vem passando por melhorias como a revitalização do cais e do galpão de beneficiamento do pescado, substituição do tanque e bomba de abastecimento e construção de nova fábrica de gelo. Atualmente, o Terminal oferece os serviços de desembarque, seleção e lavagem do pescado; fornecimento de gelo, combustível, água potável e energia elétrica, além do aluguel de cais (apenas para embarcações industriais).

O TPP de Vitória conta com uma produção de 1.400 toneladas por ano, atendendo 150 embarcações e mil pescadores(as). Por lá, o pescado mais comercializado é a Cioba, o Badejo, Garoupa e Camarão. As melhorias recentes indicam um futuro promissor para o Terminal, com maior eficiência operacional e adequação às demandas dos usuários, gerando empregos e fortalecendo a economia pesqueira.

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Mais Terminais Públicos

No último mês de março, o MPA lançou edital para a concessão de mais 4 Terminais Públicos Pesqueiros, são eles: em Aracaju (SE), em Cananéia (SP), em Natal (RN) e em Santos (SP), fortalecendo o compromisso com o avanço do setor pesqueiro. Atualmente, as unidades de Cabedelo (PB), Manaus (AM) e Vitória (ES) já apresentam bons resultados.

Para saber mais sobre esse novo edital de concessão, clique aqui.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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AGRONEGÓCIOS

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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