POLITICA

Terceirização pode ser alternativa para manter Santa Casa aberta, diz Pivetta

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Por Alisson Gonçalves

A permanência da Santa Casa de Cuiabá em funcionamento poderá depender da terceirização de sua gestão.

A afirmação foi feita pelo governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira,30, ao abordar o impasse que cerca o futuro da unidade hospitalar.

A alternativa surge em meio ao anúncio de que o Hospital Central de Cuiabá deverá entrar em operação a partir de setembro e absorver parte da demanda atual da Santa Casa.

Pivetta destacou que o Estado considera viável atrair organizações sociais de prestígio nacional para assumir a administração da unidade, como forma de garantir eficiência e continuidade no atendimento à população.

Segundo ele, já há entidades interessadas em atuar na capital mato-grossense.

“Temos interesse em trazer boas organizações sociais que possam gerir com qualidade. É muito mais eficiente contratar serviços com metas e fiscalizar os contratos do que manter o Estado diretamente na operação, onde muitas vezes não há o controle necessário”, defendeu o governador interino.

A possibilidade de o Governo adquirir o prédio da Santa Casa por meio de leilão também está em estudo.

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A presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), desembargadora Adenir Carruesco, teria assegurado que o leilão está próximo de ser realizado.

O imóvel, tombado como patrimônio histórico, pertence ao TRT e integra o processo de massa falida da instituição.

“Se for do interesse público, podemos arrematar o prédio e entregá-lo ao município de Cuiabá, conforme já sinalizado pelo prefeito Abilio Brunini. Mas o que não se deve esperar é que o Governo se omita ou deixe de cumprir sua responsabilidade com a Saúde”, garantiu Pivetta.

O governador destacou que todas as decisões sobre o futuro da Santa Casa serão discutidas em conjunto com a Prefeitura, buscando a melhor solução para a continuidade dos serviços prestados à população.

Ainda não há data definida para o leilão do imóvel, mas o Executivo estadual assegura que está comprometido com a busca por uma saída sustentável e responsável para a unidade de saúde.

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Economia

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT diz Max Russi a citar contriificuldades do Agro, VEJA

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  1. JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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