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Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura de Santa Catarina promove diálogo com a comunidade sobre a pesca da tainha

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A Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, convida pescadoras e pescadores, lideranças, entidades do setor e órgãos públicos para participarem da agenda oficial do Grupo de Trabalho da Tainha (GT Tainha) no estado. A iniciativa tem como objetivo promover o diálogo com os diferentes segmentos envolvidos na pesca da tainha.

O GT é composto por representantes do Governo Federal, órgãos técnicos, entidades da pesca artesanal e industrial, além de especialistas da área. A agenda do Grupo conta com reuniões e visitas técnicas, que ocorrerão entre os dias 29 de julho e 1º de agosto, em cidades estratégicas do litoral catarinense, onde a pesca da tainha tem forte importância socioeconômica e cultural.

Os encontros promovem o diálogo entre pescadores(as), colônias, sindicatos, associações e representantes públicos, cujas contribuições subsidiarão a definição das próximas safras da espécie. “O GT Tainha cumpre um papel essencial ao construir coletivamente políticas e estratégias para o setor, com base na escuta e na realidade das comunidades pesqueiras”, afirma Jean Ricardo, superintendente federal da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina.

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Confira a agenda:

Data/hora Local Encontro
29/07 – 9h Praia do Cardoso – Galpão do João Luiz

Encontro com pescadores(as) e entidades da região (Laguna, Imaruí, Imbituba, Garopaba e extremo sul)

29/07 – 14h

Câmara Municipal de Laguna – Av. Roberto Pedro Prudêncio, Bairro Esperança

Reunião com o Fórum do Complexo Lagunar

30/07 – 10h

Rancho do Nei – Praia do Campeche, Florianópolis

Encontro com pescadores(as) da capital e região

30/07 – 15h

Gabinete da SFPA/SC – Rua João Grumiché, 117, Kobrasol, São José

Reunião com a Comissão Permanente de Pesca da ALESC e Secretaria Executiva de Aquicultura e Pesca

31/07 – 10h

Auditório da AMFRI – Rua Luíz Lopes Gonzaga, 1655, São Vicente, Itajaí

Encontro com o SINDIPI, pescadores(as), entidades e prefeituras

31/07 – 14h UNIVALI

Visita técnica à UNIVALI

31/07 – 16h Colônia de Pescadores Z-05 – Avenida São João, 140, Armação Encontro com lideranças, entidades e pescadores(as) de Penha
01/08 – 10h Colônia de Pescadores Z-02 – Rua Rafael Pardinho, 270

Encontro com pescadores(as), entidades e lideranças da região

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A participação de todos(as) envolvidos(as) na cadeia produtiva da pesca é fundamental para o sucesso do processo de escuta e construção das políticas públicas.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

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A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

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Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

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O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

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