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Sob frio de 13 graus, primeira-dama entrega 300 cobertores a moradores de rua de Cuiabá

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Sob frio de 13 graus, primeira-dama entrega 300 cobertores a moradores de rua de Cuiabá

Ação contou com a participação dos vereadores Dilemário Alencar e Michely Alencar, equipe da Setasc, Secom e Unaf

Por Vívian Lessa | Setasc-MT

Foto:por: Josi Dias

Os termômetros marcavam 13 graus quando os cobertores do programa Aconchego começaram a ser entregues aos moradores de rua de Cuiabá. A ação, liderada voluntariamente pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e realizada pela equipe da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), proporcionou um pouco de conforto para mais de 300 pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. Participaram também da entrega, que começou às 20h30 e terminou às 23h40, os vereadores Dilemário Alencar e Michelly Alencar.

Josi Dias

Por causa do vento gelado que fazia com que a sensação térmica fosse bem menor, as pessoas se abrigavam em cantos escondidos das duas cidades. Aos poucos, homens e mulheres se agarravam aos cobertores azuis do Governo do Estado. Pão e chocolate quente também foram entregues à população de rua.

Maria dos Santos Miranda, que vive pelas ruas já há algum tempo, conta que a ação da entrega dos cobertores veio em uma boa hora. “É um conforto que eu não esperava. É muito bom saber que têm pessoas como a primeira-dama que se importam com a gente”.

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Josi Dias

A primeira-dama agradeceu toda as pessoas envolvidas na iniciativa. “Hoje é um dia frio, atípico para a nossa cidade. As pessoas não estão preparadas, principalmente os moradores de rua que não têm um lar para se aquecer. Decidimos ir às ruas, para fazer o bem e ajudar quem realmente precisa de apoio. Agradeço também o vereador Dilemário e a vereadora Michelly, que nos acompanharam nessas doações”, disse.

“E fazemos essa ação com muito amor, mesmo não sendo uma obrigação do Estado. Amo nossa Cuiabá e não vamos deixar essas pessoas desemparadas no momento que mais precisam”, acrescentou Virginia Mendes.

Josi Dias

Michelly Alencar ponderou sobre a importância da ação no dia mais frio do ano na Capital de Mato Grosso. “É uma ação extremamente necessária. Vejo esse trabalho e tenho a certeza de que fazemos parte de um Governo que não apenas fala, mas que faz efetivamente. É gratificante acompanhar a primeira-dama Virginia nessas ações, que de fato fazem a diferença na vida das pessoas”, afirmou ela.

“A primeira-dama tem um coração muito grande. Não é qualquer um que sai às ruas em um dia como esse para dar atenção e abraçar as pessoas que mais necessitam”, completou Dilemário.

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Josi Dias

A titular da Setasc, Rosamaria Carvalho, pontuou que essa é mais uma das ações realizadas pela Secretaria para o público que vive em situação de rua. A entrega dos cobertores pelo programa Aconchego, por exemplo já está em sua 3ª edição, beneficiando aproximadamente 500 mil pessoas desde 2019 nos 141 municípios do Estado.

“Além dos cobertores, também entregamos alimentos, sempre sob a coordenação da e olhar humano da nossa primeira-dama Virginia Mendes. Pelo Prato Popular, desde o início da pandemia, entregamos diariamente 200 marmitas para os moradores de rua. Somente neste ano foram mais de 35 mil marmitas entregues exclusivamente para esse público”, contou a secretária.

Josi Dias

Rodrigo da Silva Martins, enfermeiro e voluntário nas ações da Setasc de distribuição de marmitas, disse que é a primeira vez que vê uma primeira-dama tão atuante, com atenção voltada para os moradores de rua.

“Trabalho desde 2014 com voluntariado e desde o início da pandemia estou todos os dias nas ruas atendendo os moradores de rua. É nítido o carinho que a primeira-dama dá as essas pessoas que precisam de tudo, inclusive de atenção”, destacou.

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“Me sinto constrangido pelo quadro apresentado de feminicídio no nosso estado”, diz presidente do TJMT, José Zuquim, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

 

Constrangimento institucional expõe crise: presidente do TJMT convoca imprensa para conter avanço do feminicídio

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim, fez um apelo direto à imprensa mato-grossense durante café da manhã realizado nesta semana, em Cuiabá, ao reconhecer o cenário alarmante de violência contra a mulher no estado e admitir constrangimento diante dos números crescentes de feminicídio.

A reunião, que contou com a presença de magistrados e integrantes do corpo jurídico da Corte, teve como foco central mobilizar veículos de comunicação para atuarem como aliados no enfrentamento à violência de gênero. Em sua fala, Zuquim destacou que Mato Grosso tem figurado entre os estados com maiores índices de feminicídio no país, situação que, segundo ele, expõe não apenas falhas estruturais, mas também um desafio coletivo que envolve instituições e sociedade.

O desembargador afirmou que se sente “constrangido” enquanto chefe do Judiciário estadual ao ver a repetição de casos brutais contra mulheres, muitos deles marcados por histórico de violência doméstica já conhecido. Para ele, o cenário revela que apenas a atuação repressiva do Estado não tem sido suficiente para conter a escalada dos crimes.

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Durante o encontro, foi reforçada a importância da comunicação responsável. A Corte chamou atenção para o papel da imprensa na forma como os casos são noticiados, destacando que a exposição excessiva, a espetacularização ou até mesmo abordagens inadequadas podem, de maneira indireta, contribuir para a banalização da violência. Esse ponto dialoga com discussões recentes levantadas por especialistas e autoridades, incluindo um delegado federal que esteve no estado e apontou possíveis efeitos colaterais da divulgação massiva de crimes, sobretudo quando há repetição e detalhamento excessivo.

A iniciativa do Judiciário busca, portanto, estabelecer uma parceria com jornalistas, radialistas e apresentadores de televisão para que a cobertura contribua com a conscientização, a prevenção e a orientação das vítimas, sem reforçar padrões de violência ou estimular comportamentos de risco.

Dados recentes mostram que Mato Grosso segue acima da média nacional em casos de feminicídio. Os registros apontam que grande parte dos crimes ocorre dentro de casa e é praticada por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. A reincidência de agressões, muitas vezes ignoradas ou subnotificadas, também aparece como fator determinante nos desfechos trágicos.

Além do debate institucional, o encontro também reforçou a necessidade de ampliar a divulgação de canais de denúncia e redes de proteção. Mulheres em situação de risco podem buscar ajuda por meio do telefone 190, da Polícia Militar, ou pelo 197, da Polícia Civil. O canal nacional de apoio à mulher, o 180, funciona 24 horas e recebe denúncias de violência doméstica em todo o país.

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Em Mato Grosso, a Polícia Civil de Mato Grosso mantém Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, com atendimento específico para vítimas. Em casos de emergência, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso também pode ser acionado pelo 193.

Casas de amparo e centros de referência, vinculados às prefeituras e ao governo estadual, oferecem acolhimento psicológico, jurídico e social às vítimas, funcionando como suporte fundamental para romper ciclos de violência.

Ao final do encontro, Zuquim reforçou que o enfrentamento ao feminicídio exige uma atuação conjunta e contínua. Segundo ele, o Judiciário seguirá adotando medidas rigorosas, mas a mudança efetiva depende de transformação cultural, informação de qualidade e engajamento coletivo — cenário em que a imprensa, segundo o magistrado, tem papel decisivo.

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