Policial
JÚRI EM SINOP: Morta, estrangulada e arrastada amarrada por corrente em moto, defesa tenta minimizar crime citando que vítima entrava com drogas em presídio para evitar condenação
JB News
Da redação
Defesa tenta minimizar assassinato brutal e atribui conduta da vítima a facção durante júri em Sinop
O Tribunal do Júri da comarca de Sinop realiza nesta terça-feira, 27 de janeiro, o julgamento de Wellington Honorato dos Santos, réu por um dos crimes mais brutais registrados no município nos últimos anos. Ele responde por homicídio qualificado, além de destruição, subtração e ocultação de cadáver, pela morte de Bruna de Oliveira, de 24 anos, assassinada em junho de 2024. Até o início da noite, o julgamento seguia em andamento e ainda não havia veredito final do conselho de sentença.
A sessão teve início por volta das 8h30 da manhã e é presidida pelo juiz Walter Tomás da Costa, da Terceira Vara Criminal de Sinop. Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu após uma discussão envolvendo a venda de um ventilador. Bruna foi morta durante a madrugada e, na sequência, o corpo foi retirado do local, amarrado por correntes a uma motocicleta e arrastado pelas ruas do bairro até uma área afastada da cidade, onde foi abandonado em uma vala. Câmeras de segurança registraram parte da ação, o que contribuiu para a rápida identificação do autor.
Wellington Honorato foi preso no dia seguinte ao crime, na cidade de Nova Maringá, e confessou o homicídio. A investigação apontou que, além da violência extrema empregada contra a vítima, houve clara intenção de ocultar o cadáver, circunstância que agravou a imputação penal.

Durante os debates no plenário, no período da tarde, a defesa passou a concentrar esforços para afastar a qualificadora de motivo fútil, já admitindo a possibilidade de condenação. O advogado sustentou que não buscava justificar o crime, mas pediu aos jurados que analisassem o contexto em que o réu se encontrava no momento dos fatos, afirmando que ele fazia uso de drogas e se sentia ameaçado. Segundo a defesa, o homicídio não teria ocorrido por um motivo banal, mas por um conjunto de circunstâncias relacionadas a conflitos de vizinhança e supostas intimidações.
Em uma linha que causou forte reação no plenário, o advogado mencionou um suposto histórico da vítima, afirmando que Bruna teria tentado ingressar com drogas em unidades prisionais e que possuía familiares presos, insinuando possível ligação com facções criminosas. “Não estou dizendo que ela concorreu para o crime, mas havia um motivo”, afirmou o defensor, ao argumentar que o réu temia represálias e chegou a pedir mudança de ala dentro do sistema prisional por se sentir ameaçado.
A defesa reconheceu que se trata de um crime cruel, mas insistiu que a qualificadora de motivo fútil não deveria ser aplicada. “Vamos fazer justiça, vamos condenar, mas pelo que ele efetivamente fez. Não foi por motivo fútil”, declarou o advogado, afirmando ainda que reduzir o caso à discussão por um ventilador “banaliza a vida da vítima”. Para a defesa, permanece a qualificadora da crueldade, mas não a da futilidade.
Em réplica, o promotor de Justiça Herbert Dias Ferreira rebateu com veemência os argumentos apresentados. Ele afirmou que a tentativa de atribuir à vítima vínculos com facções não encontra respaldo nas provas e classificou a tese defensiva como uma distorção dos fatos. Segundo o promotor, o réu matou Bruna por motivo fútil e com extrema violência, sem qualquer situação concreta que justificasse uma reação dessa proporção.
Durante sua fala, Herbert Dias destacou o impacto irreparável do crime sobre os filhos da vítima, especialmente a filha mais nova, que segue em acompanhamento psicológico. “Há dores que não se explicam, apenas se sentem”, afirmou, ao relatar o sofrimento da criança, que, segundo ele, buscava apenas um gesto de afeto da mãe.
O promotor também reforçou o pedido de condenação pelo crime de ocultação de cadáver, citando laudos periciais que comprovam que o corpo foi retirado do local do homicídio e levado até uma área erma. Ele pediu que os jurados respondam afirmativamente aos quesitos relacionados tanto ao homicídio qualificado quanto à ocultação, e que rejeitem qualquer tese absolutória. “Nem a defesa pediu absolvição, porque não há nada que ampare essa conduta”, disse, ao afirmar que o comportamento do réu não demonstra arrependimento.
Até o fechamento desta matéria, os debates seguiam no plenário do Tribunal do Júri de Sinop, com expectativa de que a sentença seja proferida ainda nesta noite. O caso teve ampla repercussão em Mato Grosso e segue sendo acompanhado de perto por familiares da vítima e pela sociedade local.
Policial
Polícia Civil cumpre mandados contra criminosos envolvidos em latrocínio em Juscimeira
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15.4), a Operação Vox Sanguinis, para cumprir ordens judiciais contra envolvidos em um crime de latrocínio (roubo seguido de morte), ocorrido no mês de março no município de Juscimeira.
As ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão temporária, dois mandados de busca e apreensão e um mandado de internação provisória, foram deferidas pela Vara Única de Juscimeira com base em investigações conduzidas pelos policiais da delegacia do município.
O latrocínio que vitimou Reinaldo Fernandes Gimenes, de 47 anos, ocorreu no dia 27 de março, em uma propriedade rural no município. Na ocasião, a vítima foi encontrada em um dos quartos da residência, com várias perfurações por arma branca, além de pés e mãos amarrados.
No local, foi constatado que os criminosos subtraíram duas armas de fogo e o aparelho celular da vítima, além de realizarem diversas transferências bancárias por meio do aplicativo do banco instalado no aparelho.
Imediatamente após a comunicação dos fatos, os investigadores da Delegacia de Juscimeira iniciaram as investigações para identificar e prender os autores do crime.
Com o avanço das investigações, os policiais conseguiram identificar dois adultos e um adolescente, filho de um dos investigados, como autores do crime.
As investigações apontaram que o menor estava oferecendo as armas de fogo roubadas para venda. Já o dinheiro transferido da conta da vítima foi utilizado para o pagamento de dívidas dos criminosos.
Diante das evidências, o delegado Dario Ferreira, responsável pelas investigações, representou pela expedição das ordens judiciais contra os suspeitos, que foram deferidas pela Justiça.
Um dos alvos teve o mandado de prisão cumprido no distrito de São Lourenço de Fátima, e o outro já estava custodiado em Juscimeira em razão de outro crime, tendo a nova ordem judicial de prisão cumprida. O menor de idade não foi localizado e segue procurado pela polícia.
As investigações seguem em andamento para a localização do menor e o total esclarecimento do crime.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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