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Sessão extraordinária irá decidir os próximos passos do Legislativo Cuiabano no caso Paccola

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Por Alisson Gonçalves

A Procuradoria da Câmara de Cuiabá, teve o acessao nesta segunda-feira 25.07, ao inquérito policial que indiciou o vereador Tenente Coronel Paccola (Republicanos), por Homicídio qualificado.

O inquérito polícial foi concluído na última quarta-feira 20 de julho, e foi confirmado que Paccola atirou 3 vezes nas costas do agente Alexandre Miyagawa de 41 anos impossibilitando, a defesa do mesmo.

O caso aconteceu no dia primeiro de Julho, próximo ao Choppão em Cuiabá,o vereador que passava pelo local e visualizou a aglomeração de pessoas em distribuidora,desceu do carro para ver o que estava acontecendo,durante sua versão narrada,ele contou que Alexandre estava ameaçando a sua namorada Janaína Sá,e que às pessoas gritavam”Ele vai matar ela”, por isso ele atirou em Alexandre.

Paccola recebeu várias críticas, e chegou a responder um processo de afastamento,na Câmara de Cuiabá, que pode vir acabar com seu mandato.

Na última reunião realizada para a votação de seu afastamento,foi pedido que ele tivesse mais tempo até o termino das investigações, para que nenhuma atitude fosse tomada injustamente.

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Agora com acesso ao Inquérito polícial, o esperado é que o presídente Juca do Guaraná Filho (MDB) ,convoque uma sessão extraordinária para votar o caso de Paccolal

Em entrevista a imprensa, Juca disse que ainda hoje vai conversar com os colegas parlamentares, para tomar às decisões corretas, já que com a leitura do inquérito os parlamentares devem compreender melhor o caso.

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EDUCAÇÃO

Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.

“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.

Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.

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Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.

A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.

Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.

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Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.

Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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