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Servidores da Assistência Social e da Saúde de Cuiabá tentam reajuste em Planos de Carreira

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Representantes estiveram com o presidente da Câmara de Cuiabá nesta sexta

DA REDAÇÃO

Servidores da Assistência Social e da Saúde de Cuiabá tentam negociar a valorização da categoria junto aos Poderes. Nesta manhã de sexta-feira, 22 de dezembro, eles estiveram reunidos com o presidente da Câmara Municipal, vereador Chico 2000 (PL), em busca de apoio à proposta de reajuste do Plano de Cargos, Carreiras e Salários na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, cuja votação está agendada para 22 de janeiro.

Na ocasião, os representantes da classe entregaram ao parlamentar uma carta com as assinaturas de 549 servidores. O presidente Chico 2000 se comprometeu a levar o assunto ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e encaminhar uma cópia do pedido a todos os outros 24 vereadores da Casa.

“Essa reivindicação de vocês será tratada e discutida com o prefeito e levada a todos os vereadores. Eu vou pedir para digitalizar isso aqui e vai ser encaminhado no WhatsApp de cada vereador. Nós vamos fazer a nossa parte, defendendo e cobrando o Executivo. Mas, é natural que, a partir do momento que tenhamos a adesão de todos os 24 vereadores, [o movimento] fica muito mais forte”, afirmou Chico durante o encontro.

O pedido da categoria foi endossado pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá, Adevair Cabral, que também é vereador.

“A relevância deste documento é evidenciada não apenas pelo número de assinaturas, mas também pelo conteúdo que reflete o comportamento e a necessidade urgente de valorização dos servidores. Assim, reitero a importância de que esta manifestação seja recebida e considerada com a seriedade que merece”, diz trecho do documento encaminhado por Adevair ao presidente da Casa.

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Na reunião, a categoria reforçou a necessidade de o reajuste ser debatido neste momento, enquanto o projeto da LOA 2024 está em trâmite, uma vez que só poderia voltar ao debate no orçamento de 2025.

A categoria é a responsável, majoritariamente, pelos atendimentos à população em situação de vulnerabilidade social, principal usuária dos Sistemas Únicos de Saúde (SUS) e de Assistência Social (Suas). Pela própria dinâmica do trabalho, os servidores estão inseridos na parte mais pobre da cidade, com menos infraestrutura e, por vezes, em situações insalubres.

Mesmo assim, eles não recebem adicionais ou outros tipos de reforço no salário, tendo direito apenas a uma gratificação de desempenho, cujo valor não chega a R$ 150 mensais.

Para o coordenador-geral do coletivo de trabalhadores do Suas, o psicólogo André Luiz Martins, a política de valorização é fundamental para os servidores continuarem exercendo suas funções de forma motivada.

“Não é só uma questão financeira, é o reconhecimento do valor e da importância desse trabalho. Nós estamos lá na ponta, atendendo as populações em situação de vulnerabilidade, em condições frágeis, inclusive estruturais. O trabalho precisa ser feito e temos muito orgulho em fazê-lo, mas precisamos ser valorizados e receber um salário justo pelo papel que desempenhamos”, explica.

*O PEDIDO*
Não é de hoje que os servidores das duas áreas – Assistência Social e Saúde – buscam a aprovação da política de valorização. Em 2019, o prefeito Emanuel Pinheiro reajustou os vencimentos da área meio e instrumental do Município.

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Porém, mesmo sendo parte da mesma carreira, os servidores da Assistência Social e da Saúde da área finalística não foram incluídos na atualização da lei de 2019.

Os servidores pedem um reajuste de 44,95% ao de nível Fundamental, 34,5% para os de nível Médio, e de 24,5% aos de nível Médio com mais 200 horas, nível Superior e Pós-Graduação.

A proposta foi protocolada na Secretaria de Gestão do Município em maio de 2021. Onze meses depois, a pasta acolheu a proposta e, em agosto do ano passado, concluiu o trâmite, com parecer favorável ao impacto financeiro.

Em janeiro deste ano, o Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Cuiabá (Sispumc) protocolou o pedido mais uma vez, agora, com requerimento de correção pela Revisão Geral Anual (RGA).

Porém, dois meses depois, a Secretaria de Saúde passou a ser gerida pelo Gabinete de Intervenção, do Governo do Estado, por decisão judicial.

Em julho deste ano, os servidores se reuniram com o prefeito Emanuel Pinheiro, que firmou compromisso com a categoria para o ano de 2024.

Já no mês de setembro, foi publicado o decreto n. 9.776, para contenção de despesas, que proíbe qualquer gasto com PCCS até o próximo dia 31.

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Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio

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JB News

Por Emerson Teixeira

A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.

Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.

As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.

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Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.

Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.

 

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